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Segunda-feira, Junho 01, 2009

SEM TEMOR DOS HOMENS - C. H. SPURGEON

“Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal” (At 18.10)
O
Enquanto o Senhor tinha um serviço a ser realizado por Paulo em Corinto, a fúria da multidão foi restringida. Os judeus se opuseram e blasfemaram, porém não puderam interromper a pregação do evangelho, nem impedir a conversão dos ouvintes. Deus tem autoridade sobre as mentes mais rebeldes. Ele faz a ira dos homens louvá-lo, quando ela irrompe. Todavia, Ele revela muito mais a sua bondade quando restringe a ira dos homens; e Deus pode restringi-la. “Pela grandeza do teu braço, emudeceram como pedra; até que passe o teu povo, ó Senhor” (Êx 15.16).
Portanto, querido irmão, não sinta qualquer temor dos homens, quando você sabe que está cumprindo seu dever. Continue em frente, como Jesus o teria feito; e aqueles que se opõem se tornarão semelhantes a canas quebradas e a canas torcidas que fumegam. Muitas vezes as pessoas têm motivo para sentir medo, porque elas mesmas são medrosas. No entanto, uma fé intrépida em Deus lança fora o medo, como se fosse uma teia de aranha no caminho de um gigante. Nenhum homem pode nos prejudicar, a menos que o Senhor o permita. Aquele que faz Satanás recuar diante de uma só palavra certamente pode controlar os agentes dele. Talvez estes sintam mais medo de você do que você sente deles. Portanto, avance e, onde você esperava se deparar com inimigos, encontrará amigos.




Quinta-feira, Setembro 21, 2006

Pronto ? - Chambers

"Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação", 1 Tim.4.6.

Pronto Para Ser Oferecido?

"Eu estou prontificado para ser oferecido agora". Este é um ato de vontade e não sentimental. Diga a Deus que você está pronto para ser oferecido por libação; e depois, sejam quais forem as consequências que advenham disso, não faça a mínima questão de se queixar, não importa qual seja a decisão que Deus toma. Deus nos faz passar por crises a sós; ninguém neste caminho com Ele pode ajudar seu próximo. Exteriormente a vida pode até ainda ser a mesma; a diferença estará na vontade a qual subsiste e permanece.

Vença essa crise a nível da vontade e, depois, na forma que ela reaparecer exteriormente, você nem pensará no preço que pagou. Se você não for operante segundo a vontade de Deus nessa área, acabará despertando em si auto-lamúria e lastimações injuriosas.

“Atai a vítima da festa com cordas e levai-a até aos ângulos do altar", Sal.118:27. O altar significa fogo – algo que queima, purifica e separa – com um único propósito: a destruição de todo tipo de afeição e desejo que não tenham sido gerados através de Deus e de todo apego que não tenha sido aprovado por ele. Não é você que os destrói mas sim Deus. Amarre o seu
holocausto às pontas do altar mas cuidado para não se entregar à auto-lastimação quando o fogo começar. Depois dessa passagem pelo fogo, nada haverá mais que o oprima ou deprima. Quando surgir uma crise, você notará que as coisas não o afectam mais como antes faziam. Que se dará com a sua passagem pelo fogo?

Diga a Deus que está pronto para ser oferecido então e o próprio Deus lhe mostrará que ele é tudo o que sempre pensou ele fosse.






Misericórdia - C. H. Spurgeon

“Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão”. Romanos 9:15

A partir destas palavras deduzimos que o Senhor pode e tem o pleno direito de dar e retirar a sua misericórdia em conformidade com a Sua espontânea vontade. Os homens obrigam, Deus dá a quem entende que vai usar da Sua misericórdia para se arrepender e não para se corromper. Tal como o livre arbítrio dum monarca sobre a vida de todos os seus súbitos, assim faz Deus também, condenando e absolvendo todos os que são ou culpados ou inocentes a Seus olhos, mediante a Suas leis.

Os homens, pelos seus pecados excluíram-se da Sua graça e Boa-vontade. Merecem perecer. No inferno não terão porque se queixar do caminho que escolheram – era o que queriam, foi aquilo que escolheram! Se por acaso o Senhor sair do Seu caminho para salvar alguns perdidos, Ele pode fazê-lo desde que nunca comprometa as Suas próprias leis de justiça eterna. Se por acaso entender que deve deixar as pessoas perecer, é em conformidade com aquilo que estas merecem – nada demais do que aquilo que já têm sobre si, isto é, culpa eterna diante de Deus. Caso Deus deixe os culpados seguirem em seus caminhos de condenação voluntária, estará exercendo apenas Seus direitos de Justo Juiz. Se um Juiz terreno aplica uma qualquer sentença justa, nenhum homem porá objecções a tal feito.

A misericórdia aufere o direito, também, de interferir na vida particular de quem é culpado para que se dê tempo para se transformar quem ainda pode vir a sê-lo. A interferência é justa também. Mas tolos serão todos aqueles que põem os homens sob a mesma tutela condenatória. Ignorantes são todos aqueles que discriminam e argumentam sobre a aplicação da graça, pois é da vontade de Deus que todos os homens se salvem. Devem ser tidos como mais que ignorantes até, pois, fala assim quem não quer salvar para se usar de falatórios sobre Deus para proveito próprio. As suas contendas não estão apenas viradas para quem tem doutrinas, mas sim contra o Deus de toda a misericórdia. Mas é de esperar que, quando vemos a nossa ruína intransigente, neste malogrado deserto que é a vida de quem vive longe das fontes de água – da vida eterna cá na terra e não só – saibamos também que Deus não tem nenhuma obrigação para connosco a não ser pela misericórdia. Quando murmurarmos apenas porque Ele escolhe outros, porque não escolhemos antes salvar-nos desta perversa geração para alcançarmos misericórdia desse jeito?

Se Ele escolher um sítio, uma congregação onde começar a trabalhar para a salvação de muitos mais, tratar-se-á apenas dum simples acto de bondade sobre o qual nenhum ser humano tem direito e o qual Deus tem o direito e livre arbítrio de dar e conceder a quem quer, como quer e a Seu devido tempo. Daí extrai louvor e glória de todos os Seus, pois sabem que nunca buscariam Deus por eles, sem intervenção Sua. Imagine-se o tamanho do pecado de quem ainda assim rejeita esta graça! Não existe, porém, doutrina mais humilhante para um pecador que esta de ele não ter como se salvar sem Deus. Os crentes nunca devem temer, mas enaltecer esta graça divina, pois humilha quem será exaltado pela mesma acima nos céus, promovendo gratidão sem fim, santidade porque não podem nunca pensar que são escolhidos em detrimento de outros, mas sim pela bondade de Deus apenas. Poderiam estar a fritar no inferno e não estão, sendo pessoas de igual culpa, de igual pecado.



C. H. Spurgeon
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O Reino - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Mateus 2.1-3

“Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes e, com ele, toda Jerusalém”.(v.3)

O REINO DE HERODES E O REINO DE CRISTO

Aparentemente Herodes era um rei poderoso, vitorioso no campo de batalha. Em qualquer direção que brandisse a espada, era bem sucedido. Era sábio, sensato, poderoso e rico no que diz respeito ao exterior. Mas em questões internas, em sua casa, era totalmente fraco e infeliz. Assim, por fora, Herodes era feliz; mas por dentro, totalmente infeliz. Agora, Cristo, que é o nosso verdadeiro rei, era bem pobre e miserável, desprezado e rejeitado no que diz respeito às aparências externas; entretanto, interiormente, estava pleno de alegria, consolo e coragem.

Portanto, devemos lutar para que Herodes, que é bem sucedido em questões desse mundo, não nos roube a Cristo, o Rei verdadeiro e gracioso. E embora esteja ele deitado na manjedoura qual criança pobre e miserável, é para lá que temos que ir.

Por isso, se quisermos ser salvos e ter uma consciência tranqüila e feliz, devemos pôr de lado o modo de viver do rei Herodes e aceitar um outro rei, Cristo. Isto significa que não devemos imaginar que podemos salvar-nos por meio das obras, e também não depositar nelas a nossa confiança, e, sim, imprimir em nossos corações unicamente a imagem do bondoso Senhor Jesus Cristo, que vem a nós sem pompa alguma. Pois quando os três santos reis desistiram de todas as obras e ajuda humana e, confiando em Deus e apegando-se à profecia de Miquéias 5.2, foram a Belém, imediatamente tornaram a ver a estrela.


M. Lutero
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Quarta-feira, Setembro 20, 2006

Sofrimento - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: João 14.21-24

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra”. (v. 23)

Amar a Deus no sofrimento

A igreja na terra precisa estar e lutar em fraqueza, miséria, pobreza, medo, morte, humilhação e vergonha. Pois a situação de aperto certamente fará com que você saia de si mesmo e deixe de confiar em orientação, ajuda e força de homens, e tenha Cristo no coração e considere o seu nome, sua palavra e o reino de Deus as coisas mais importantes, caras e valiosas do mundo. Quem não faz assim, antes ama a sua própria vida, honra e poder pessoal, bem com a estima, amizade, prazer e alegria do mundo mais do que aquilo, para este de nada vale o que está sendo dito aqui. Como o próprio Cristo diz um pouquinho adiante: “Quem não me ama, não guarda as minhas palavras”.

Não se trata, porém, de um amor que se limita a palavras. Precisa ser um amor que se manifesta em obras, com a expressão “guardará a minha palavra” indica. Porque o verdadeiro amor se caracteriza por fazer tudo pelo amado. Ao verdadeiro amor nada é difícil demais de ser padecido ou suportado; ele faz tudo com alegria.

Se realmente a inexprimível bondade de Deus nos calasse bem no fundo do coração, com certeza, nada nos seria incômodo ou pesado demais de padecer e suportar por causa dele, desde que permaneçamos em seu amor. Eis o que significa não apenas gostar de ouvir sua palavra, mas, também, guardá-la e ser vitorioso


M. Lutero
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Propósito? Chambers

"Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado...", Marc.6.45-52.

O Propósito de Deus Ou o Meu?

Temos tendência para pensar que, se Jesus Cristo nos der uma ordem e lhe obedecermos, ele nos levará a um grande sucesso. Nunca devemos colocar nossos sonhos de sucesso como o propósito de Deus para nós; seu propósito talvez seja exactamente o oposto do nosso. Imaginamos que Deus está a levar-nos a um determinado fim, para um alvo desejado; mas ele não está. Chegar ou não a um alvo específico é mero incidente. Aquilo que chamamos de processo, Deus chama de alvo.

Qual é meu sonho no tocante ao propósito de Deus? O propósito dele é que eu dependa dele e do seu poder. Se eu conseguir manter-me calmo e despreocupado no meio dum tumulto, este é o propósito de Deus. Deus não está a operar visando uma determinada conclusão a meu favor; o alvo dele é o que considero o processo - que eu o veja andando sobre as ondas, sem nenhuma praia à vista, nenhum êxito, nenhum alvo meu; apenas a certeza absoluta de que está tudo bem porque eu o vejo andando sobre o mar. É o processo, não o fim, que glorifica a Deus.

O treino de Deus é para já, não para daqui a pouco. Seu propósito é para este momento, não para algo no futuro. Não temos nada a ver com o "depois" da obediência; se nos preocuparmos com o "depois" estaremos errados. O que os homens chamam de treino e preparação, Deus chama só de alvo.

O alvo de Deus é capacitar-me para a compreensão de que ele pode andar sobre o caos de minha vida hoje ainda. Se temos um outro alvo em vista, não prestamos atenção necessária e quanto baste ao que acontece no tempo presente. Mas, caso reconheçamos que o alvo é a obediência, então cada momento, seja ele como for, torna-se precioso e importantíssimo.





Tua Habitação - C. H. Spurgeon

“O Deus eterna é a tua habitação”. Deut. 33:27

Esta palavra “habitação” pode ser diretamente traduzida para “mansão” ou ainda “lugar de permanência”. Isto faz de Deus a nossa única e própria habitação, a nossa casa. Transparece aqui uma doçura nesta forma de expressão, uma plenitude sem fim, pois é em casa onde nada nos falta, desde o calor familiar, como a comida e todos os utensílios necessários à nossa existência contínua nesse certo local. Mais ainda, é coisa muito chegada ao nosso próprio coração, pois pode até ser a mais humilde cabana ou a casa mais perfeita – nunca deixa de ser coisa chegada a nosso peito e alma. Mais doce ainda se torna nosso Deus ao nosso paladar, quando de fato Ele se torna nosso lar, nosso refúgio dum temporal, nossa habitação segura e permanente.

É n’Ele que nos movimentamos, é n’Ele que nos temos como seres fragilizados pelas muitas circunstâncias de vida agreste que se nos apresentam diariamente e ininterruptamente. É ali onde nos sentimos bem, porque lá de fato estamos muito bem. Assim e desde logo, basta estarmos em Deus de facto para que nunca mais temamos qualquer coisa vil. Ele apenas, é o nosso abrigo de ali em diante, o nosso refúgio duma tempestade agreste, onde tomamos o nosso posto de descanso eterno. É em casa que temos nosso estado de espírito que nos permite o descanso, pois há pessoas que apenas conseguem dormir em camas familiares, que conhecem como sua. Em casa nunca tememos ser mal entendidos, se nos exprimirmos mal. É ali que descobrimos que não haverá impedimentos ao descanso prometido, onde nos sentimos à-vontade para nunca nos abstermos de ceder ao amor e paz e aconchego dum lar que nos é sempre familiar.

Está você familiarizado com Deus, ao ponto de se sentir bem n’Ele, com Ele? Lemos que “os segredos do Senhor estão com aqueles que o temem continuamente” e para mais ninguém. Assim, também os segredos daqueles que temem a Deus estarão com seu Deus, pois Ele tudo conhece e sabe a seu respeito – haja quem queira ouvir apenas! A nossa habitação é e será também o lugar da mais pura alegria e esperança. Ali podemos explicar e cantar de alegria, desvendar os mistérios do nosso ser que tanto nos apoquentam e atormentam, pois há muita pergunta que não sabemos como responder fora d’Ele Ali, em nosso aconchegante lar, descansamos para termos como enfrentar o novo dia de amanhã, onde nossos dedos terão de ter a precisão do labor que nos resta ainda fazer. O descanso faz parte do trabalho e nosso lar é sempre sinónimo de repouso para nós todos. Ali, em nosso Redentor, temos como e porque descansar. Assim sentimos que devemos trabalhar sim, mas em descanso de consciência e alma, sem aquela fadiga que nos leva a nunca desejar aquele dia de amanhã. C

omo está de descanso meu caro amigo? Que é feito daquilo que Deus lhe prometeu desde há muito? “Pois, ainda resta (falta) um descanso para o povo de Deus” (Heb.4:9). Sábios serão todos aqueles que em Deus acham sua habitação e refugio, pois nenhum mal se lhes chegará por perto – jamais


C. H. Spurgeon
k




Terça-feira, Setembro 19, 2006

Ingratidão - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Salmo 116.1-14


“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor”. (vv. 12.a)

Assim está escrito no Salmo. E Deus nosso Senhor diz: Sim, meu filho, isso já me basta”.

Mas, são poucos dos quais o bondoso Pai recebe isso. A maioria despreza sua palavra e blasfema, ignorando que tudo que temos nos foi dado por Deus em sua graça. Mas não se limitam a isso. Chegam a ponto de pendurar no madeiro o Filho de Deus, que foi enviado por Deus para nosso consolo e para salvação do pecado e da morte eterna. Seria de esperar que Deus fosse, simplesmente, inimigo desse mundo, recusando-se a fazer-lhe o bem. Mas ele não se irrita; continua sendo bondoso e gracioso, ajudando, apesar de tudo.

Por isso, não basta aprender a ser agradecido. É preciso aprender também a virtude que aceita a ingratidão. E essa virtude somente Deus e o verdadeiro cristão têm.
Portanto, quem deseja ser cristão, deve aprender que sua bondade, fidelidade e serviço nem sempre virão acompanhados de agradecimento. Ele também terá de estar disposto a receber ingratidão. Agora, não devemos deixar que isso mude o nosso comportamento, fazendo
com que desistamos de servir e ajudar os outros. Pois, se alguém se esforça ao máximo, e em troca só recebe desaforos, é virtude cristã e genuíno fruto da fé saber dizer:

“Não se preocupe, porque isso não vai me fazer perder a calma nem que desanime. Vou agüentar firme e, apesar de tudo, ajudar onde for possível. Se você é ingrato, sei de alguém maior do que a gente no céu; ele vai dizer o ‘muito obrigado’ em seu lugar, e isso me será preferível a sua ingratidão”. Essa é uma atitude cristã e , no dizer de Salomão, é como derramar brasas vivas sobre a cabeça do ingrato.


M. Lutero
k




Obcecado - Chambers

Está Obcecado Com Algo?

"Ao homem que teme ao Senhor..." Sal.25.12.

Você se acha obcecado com algo? Talvez diga: "Com nada". Mas o fato é que todos nós nos apegamos a alguma coisa, em geral a nós mesmos, ou, se somos cristãos, à nossa experiência evangélica. O salmista diz que devemos ser apegados ao temor de Deus.

Devemos estar permanentemente conscientes de Deus e não apenas pensar nele de vez em quando. Toda a nossa vida interior e exterior deve estar a ser influenciada pelo temor a Deus, pela consciência de sua presença. Uma criança é normalmente tão carente de sua mãe que, embora não esteja pensando nela, quando surge um problema, a primeira coisa que lhe ocorre é sua relação com ela. Assim devemos nós viver também, nos mover e existir em Deus, Act.17:28 e relacionar tudo com ele, por estarmos mais conscientes dele do que de qualquer outra coisa deste mundo.

Se estamos de fato conscientes de Deus, nada mais pode interferir, nenhuma preocupação, nenhuma tribulação, nenhuma ansiedade. Percebemos então por que razão o Senhor falou tanto do pecado da preocupação. Como nos atrevemos a ser tão incrédulos quando Deus está ao nosso redor? Estar consciente da presença de Deus "e andar e viver n'Ele", Act.17:28, é ter uma barreira eficaz contra qualquer dos ataques do inimigo.

"... Repousará a sua alma", Sal.25:13. Na tribulação, na incompreensão, na calúnia... Se nossa vida estiver oculta com Cristo em Deus, ele nos manterá tranquilos no meio de todas essas coisas. Mas às vezes nós nos privamos da maravilhosa revelação desse permanente companheirismo de Deus. "Deus é o nosso refúgio", Sal.46:1 - nada nos invadirá dentro desse abrigo.


Meyer




Pronto para Ouvir? C. H. Spurgeon

“E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha”, Gen.3:8

Minha alma, agora que a noite chegou e aquela brisa da tardinha está aqui, retira-te um pouco para a solidão dos teus aposentos e escuta a voz de Deus. Ele sempre esteve pronto a falar desde que estejas pronto a ouvir também. Se existe alguma frieza que te impeça de te comunicares com Ele, a qual não é relutância da Sua parte, mas da tua, pois eis que Ele está à porta e bate e se Seu povo fizer caso disso, Ele entrará para cear com eles com toda a alegria.

Mas em que estado se acha o meu coração actualmente, o qual é o jardim do Senhor também? Que me aventure a esperar d’Ele que este jardim seja bem podado e tratado, regado continuamente, dando de seus frutos a seu tempo. Mas se não me aventuro, Ele terá muito com que me reprovar, mas mesmo assim oro para que se achegue a mim, pois nada deste mundo me poderá colocar em perfeitas condições como o Sol da Justiça, o Qual traz cura e saúde nas Suas asas. Vem então, Senhor meu Deus, minha alma te convida seriamente e espera por Ti com toda a ansiedade. Vem até mim Senhor Jesus, meu Amado e planta flores novas neste jardim que é meu coração, tais que floresçam em tal perfeição que apenas iguale Teu próprio carácter.

Vem meu Pai, Tu que és o esposo, mas lida comigo em tua ternura e prudência sem fim. Vem Espírito Santo e deixa cair teu orvalho sobre toda minha natureza, como as ervas são molhadas na calada da noite, assim faz também comigo. Ó, que Deus falasse comigo também! Fala Senhor, pois teu servo ouve! Que Ele andasse comigo! Estou disposto a entregar todo meu viver para Ti Senhor, meu coração e mente e cada pensamento que dali nasça.

Estou a pedir apenas aquilo que Te deleita dar também. Estou seguro que Ele descenderá sobre mim, para usufruirmos duma comunhão sem igual daqui em diante e um com o outro, pois me deu do Seu Espírito para permanecermos juntos para sempre. Doce é este entardecer, quando cada estrela parece ser um dos muitos olhos dos céus e fresca será a brisa deste fôlego celestial. Meu querido Paizinho, meu irmão primogénito, meu Conforto e alegria, fala agora em todo o amor e bondade, pois me abriste meu ouvido e nunca Te sou rebelde.



C. H. Spurgeon
k




Segunda-feira, Setembro 18, 2006

Princípios - Meyer

Leia em sua Bíblia – Gn 1.1-19

PRINCÍPIOS (1-5). Todos os começos devem principiar com Deus. Ponhamos sempre Deus em primeiro lugar.

A primeira pedra de cada construção, nosso primeiro pensamento todos os dias, os objetivos e propósitos principais de todas as nossas atividades devem ser dedicados a Ele. Comecemos o livro do ano com Deus, e assim chegaremos ao final dele com a glória da nova Jerusalém.

A princípio, como na criação física, nosso coração e vida podem parecer, “sem forma e vazios”. Não desanimemos. O Espírito de Deus está dentro de nós, pairando no meio das trevas e, oportunamente, sua luz brilhará. É a bendita presença do Senhor Jesus que se agita em nosso coração e, dentro em pouco, dirigirá nossa vida (Jo 1.4).

A presença dele faz separação entre o bem e o mal. Precisamos distinguir entre Cristo e o Ego. Sigamos o clarão e não andaremos em trevas, mas teremos a luz da vida. Os dias de Deus começam ao entardecer, e terminam sempre ao amanhecer .

CÉU, TERRA, ESTAÇÕES (6-19). Houve diversos estágios na criação. Os dias, como períodos... Assim ocorre com a nova criação em nosso coração (2Co 5.17). Na natureza, as nuvens que flutuam acima de nós acham-se separadas das águas que estão abaixo de nossos pés; assim, na experiência cristã, devemos procurar saciar a sede não somente com a água que vem da terra, mas, também, com a de cima. (Ver Col 3.1-4).

Nossos poços devem ser enchidos com água do céu. Notemos como na criação há diversas separações, come entre o dia e a noite, os mares e as terras; assim também, quando vivemos no Espírito, somos aptos para distinguir, não apenas o branco do preto, mas, também, as diferentes gradações do cinzento. O teste de vitalidade de uma planta é sua capacidade de se reproduzir em outra da própria espécie; nós estamos sempre nos reproduzindo em outros, semeando trigo ou papoulas.

Se Deus pode sustentar os sóis e planetas em seu esplendor e beleza, então pode guardar-nos também (Is 40:26,27)

Meyer




Cingidos - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Lucas 12.35-48

Vamos ao seu encontro

“Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias”. (v. 35)

Quem vai viajar deve colocar de lado suas vestes compridas e folgadas, e vestir roupa apertada. Cristo diz assim: Estejam preparados e prestem atenção no jogo; tenham as lâmpadas na mão e fiquem atentos, porque nada é certo. Pois a morte vai bater à sua porta, mas a que horas, ninguém sabe. Por isso, estejam à espera dessa hora.

Devemos trabalhar como se jamais fôssemos morrer e, ao mesmo tempo, estar com o espírito preparado como se fôssemos morrer agora mesmo. Eis o que significa cingir o corpo: viver à espera de Cristo, o Noivo.

Agora, essa doutrina nos derruba no chão e leva ao arrependimento. Pois ninguém estará assim preparado ao ponto de aguardar o dia do Senhor com alegria. Amamos o nosso pior inimigo, e nossa carne, de sorte que não nos agrada a idéia de morrer.
Se você não reconhece que ainda não está preparado como deveria, fale com Deus e apresente seu problema; ele lhe perdoará o pecado. Mas se desprezarmos sua palavra e estamos seguros de nós mesmos, Deus não nos dará o perdão, mas levará nosso pecado em conta, em nosso prejuízo.

Deus, certamente, pode tolerar fraqueza; agora, maldade e desprezo ele não os pode suportar. Aquele, portanto, que reconhece que não está preparado, que faça confissão diante de Deus, peça ajuda, para que estejamos preparados. E Deus perdoará seu pecado e o ajudará graciosamente.

M. Lutero
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Levantai-vos - C. H. Spurgeon

“E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação”, Lucas 22:46

Quando é que o crente mais quer dormir? Não é precisamente quando as circunstâncias não ajudam, quando tudo é difícil? Não é assim consigo também? Quando os problemas se acumulam e não nos permitem aproximar daquele trono de graça e perdão, quando menos queremos ser vigilantes e oportunos, quando mais precisamos de ser e estar assim oportunamente diante de Deus.

As estradas fáceis também trazem sonolência a quem cavalga. Também aqui encontramos poucas pessoas que querem permanecer acordadas. Os crentes não adormecem com muitos leões por perto. Ou quando atravessam um rio perigoso, ou quando lutam com Apolião, mas apenas quando já subiram até meio daquela montanha penosa e chegam a bom porto. Ali sim, até um leão pode estar escondido que ninguém supõe ser possível ser tragado vivo! Será ali quando um peregrino adormece para perdição sua. Os locais onde os peregrinos descansam, onde o perfume do descanso convida e se realça, onde a brisa suave sopra um som relaxante, onde tudo contribui para que pestaneje e isto enquanto o príncipe, o Filho do Homem, está para chegar a qualquer momento.

O diabo não dorme. Mas ele faz dormir.
Recordemos aqui a discrição de João Bunyan: eles chegaram a um porto embelezado com verde, quente e comprometedor, muito refrescante para aos peregrinos exaustos; estava embelezado com folhas verdes e convidativas, fornecido com galhos e tentações; também havia por ali uma almofadada cadeira de descanso onde qualquer peregrino gostaria de se enroscar. O Porto chamava-se “Amigo do Preguiçoso” e foi propositadamente feito para iludir e enganar quem fosse transiundo por ali, quem estivesse cansado e tentado a descansar”. Se dependemos disto para viver, será em lugares como este onde podemos perder nossa vida infantilmente.

Ali esquecemos que corremos perigo de morte, que existe um Leão pronto a saltar e tragar e despedaçar. Erskine disse pela sabedoria: “melhor é ter um demónio barulhento por perto, a rugir, do que um calado”. Não existe maior tentação que a ausência dela. Um espírito atribulado não dorme, não adormece facilmente. É apenas quando entramos numa fase de confiança, falsa ou verdadeira, que o perigo tem a sua melhor oportunidade de nos tragar logo. Quando é que as noivas perderam o comboio para a boa aventurança? Não foi quando confiaram no azeite que tinham? Também os discípulos adormeceram quando sabiam que Jesus orava. Tenha cuidado, toda a precaução, crente alegre, pois pode estar confiante demais e adormecer infantilmente.

Esteja alegre, o mais alegre que pode e sabe, pois o seu Deus é realmente grandioso; mas acima de tudo, nunca deixe de estar e permanecer sempre vigilante. Seja alegre, sim, mas vigilante.




C. H. Spurgeon
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Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Destinados a Ser Santos - Chambers

"Sede santos, porque eu sou santo", 1 Ped.1.16.

Repetidamente deve informar-se a si mesmo sobre o propósito de sua vida. O fim para o qual todo o homem foi criado não é a felicidade pessoal, nem a saúde, mas a santidade. Hoje temos inclinações e gostos demasiado fortes; saímos prejudicados e danificados por causa deles; são gostos e inclinações que achamos corretos, bons, nobres, que ainda hão de ser plenamente realizados, mas que, por agora, Deus terá de atrofiar em todos nós. A única coisa que importa é saber se aceitaremos o Deus que nos tornará santos. Devemo-nos relacionar correctamente com Deus, custe o que nos custar.

Será que acredito mesmo que preciso ser santo diante de Deus? Será que acredito e tenho plena convicção de que Deus pode participar em minha vida interior e tornar-me totalmente santo? Se, com sua pregação, você me convencer de que não sou santo, certamente que me ressentirei de sua pregação. A pregação do evangelho provoca um enorme ressentimento porque revela que não sou santo; mas também desperta um intenso anseio para sê-lo. Deus tem um único alvo para a raça humana, a saber, a sua total santidade.

Seu objetivo é a formação de pessoas santas. Deus não é uma máquina eterna de produzir bênçãos para nós, mas antes de santidade; ele não veio salvar os homens por piedade; veio salvá-los porque os havia criado logo desde o início para serem santos. A expiação significa que, através da morte de Jesus Cristo, Deus pode recolocar-me em perfeita união e harmonia com Ele mesmo, sem que uma única sombra se interponha entre nós dois.

Nunca tolere, por condolência ou mesmo por pena de si mesmo ou de outros, qualquer prática que não se possa harmonizar com a santidade de Deus. A santidade significa andar sem mácula, falar sem mácula, pensar sem mácula - tendo todos os pormenores da vida sob o próprio escrutínio de Deus. A santidade não é apenas o que Deus me dá, mas o que consigo demonstrar livremente de tudo aquilo que Deus me ofereceu.




Morreram na Fé - C. H. Spurgeon

“Todos estes morreram na fé”, Heb.11:13

Eis em analogia toda a história destes santos abençoados, os quais dormiram muito antes do nosso Senhor ter vindo! Tão pouco importante nos será como morreram, seja em idade avançada ou através da violência. Este ponto comum a todos eles, dá-lhes o relevo duma coisa que lhes será característico a todos: “Todos morreram na fé”!

Pela fé viveram – esta sempre foi seu conforto consolador, seu guia e motivação, seu apoio incondicional. Nessa mesma graça persistiram até à morte, terminando assim suas vidas com chave de ouro, depois duma luta doce comum a todos eles, na qual persistiram até ao fim. Não morreram na carne esperando em força própria. Nunca progrediram até Deus sem que haja sido pela fé, mantendo-a até ao fim de suas carreiras frutuosas. Pela fé se morre e se vive eternamente de forma preciosa, tanto na morte com na vida se persiste.

Morrer na fé traz-nos distintamente ao passado. Eles creram nas promessas que lhes haviam sido feitas, muito tempo antes, havendo sido assegurados que os seus pecados também haviam sido perdoados e apagados para sempre, pela misericórdia de Deus. Morrer na fé traz-nos
ao presente momento também. Todos estes santos estariam muitos confiantes sobre sua aceitação diante de Deus, eles gozaram os raios de seu sol e amor, descansando em Sua fidelidade contínua.

Morrer nesta fé também nos levará ao futuro. Eles morriam manifestando esperança no futuro dum Messias que ainda estava para vir e que iria ressurgir nos últimos dias desta terra para os ressuscitar também, para assim O contemplarem ainda. Para estes, todas as dores que a morte lhes provocou, eram apenas dores de renascimento para um melhor e mais exaltado estado. Seja encorajado, grande homem, quando estiver lendo estas letrinhas. Sua carreira pela graça, será uma de fé na qual tudo aquilo que vê, nada de verdade lhe transmitirá. Foi este o curso que tomaram todos quantos lhe antecederam.

Fé é a órbita sobre a qual giraram estas estrelas cintilantes, desta primeira fase de brilho. E muito feliz será você se esta carreira lhe vier a ser comum também. Olhe de novo para Jesus esta noite, o Autor e o Consumador desta nossa fé e tenha como e porque agradecê-Lo pessoalmente por Ele lhe haver concedido fé igual também, igual à de quem já está na glória cantando para sempre.


C. H. Spurgeon
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Coração Temeroso - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: Salmo 55.1-8,22-23
“Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam”. (v. 4)

O pior martírio e sofrimento é aquele que ataca e tortura o coração. Os sofrimentos que atacam o corpo são suportáveis. Neles, o coração pode, até, alegrar-se e fazer pouco caso delas. Trata-se de um sofrimento só pela metade. Afinal, somente o corpo sente dores, enquanto que o coração e a alma podem estar repletos de alegria. Quanto, porém, toca ao coração levar toda a carga, nesse momento, para agüentar, é preciso disposição notável, acima do normal, bem como graça e força toda especial.

Agora, por que permite Deus que seus amados passem por tudo isso?

Em primeiro lugar, para guardar seu povo do orgulho. Para que os grandes santos, que receberam de Deus graça e dons especiais, não venham a depositar sua confiança em si mesmos. Por isso precisam passar por apertos
e apuros, para que não experimentem tão-somente e de contínuo o poder do Espírito, mas que, vez por outra, sua fé esperneie e o coração desanime e, assim, reconheçam o que realmente são e confessem que nada seriam não fosse Deus sustentá-los graciosamente.

Por outro lado, Deus permite que isso lhes suceda como exemplo para os demais, tanto para abalar os auto-confiantes quanto para consolar os amedrontados.

Em terceiro lugar, o grande e principal motivo por que Deus age assim é este: deseja mostrar a seus santos como procurar consolo real e contentar-se em encontrar e ter a Cristo.


M. Lutero
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Quinta-feira, Setembro 14, 2006

Andai por ele.

“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra dizendo,: Este é o caminho, andai por ele” ((Is 30.21).

Quando estivermos em dúvida ou dificuldade, quando muitas vozes nos recomendarem com insistência esta ou aquela direção, quando a prudência segredar uma advertência, e a fé, outra, então, fiquemos quietos, silenciando cada voz intrusa, aquietando-nos no sagrado silencia da presença de Deus. Estudemos a Palavra com inteireza de coração, examinando-nos à pura luz da sua face, desejosos de conhecer somente o que o Senhor Deus determinar – e não passará muito tempo até que se forme em nós uma impressão muito nítida, a inconfundível comunicação da sua vontade.

Não é sábio, nos primeiros estágios da fé cristã, depender disto somente, mas devemos esperar também pela corroboração de circunstâncias. Mas aqueles que têm tido experiências com Deus conhecem bem o valor da comunhão secreta com ele, e podem perceber a sua vontade.

Se estamos em dúvida a respeito do caminho a tomar, levamos o problema a Deus; a orientação virá através da luz do seu sorriso ou da nuvem da sua recusa.

Se ficarmos a sós, onde a luz e as sombras da terra não possam interferir, onde as opiniões humanas não nos possam alcançar – e se nos mantivermos ali, em silêncio e expectação, embora todos ao nosso redor insistam em que tomemos uma decisão imediata – a vontade de Deus e uma visão mais profunda da sua natureza e seu coração de amor, uma visão que será apenas nossa – uma experiência preciosa, que ficará para sempre como aquisição, a rica recompensa daquelas longas horas de espera.




Eis O Homem! - Spurgeon

“Eis o Homem!” João 19:5

Se existe algum lugar onde o Seu povo possa comprovar a alegria do evangelho do seu Senhor, será lá onde Ele sofreu as mais horríveis humilhações. Venham, almas amedrontadas, “eis aqui o Homem”, no Jardim de Getsêmani. Vejam Seu coração tão cheio de amor, que nunca se conseguirá conter; tão amargurado que terá de sangrar transpirando, pois por algum lado esse amor tem de sair em manifestação.

Vejam as Suas gotas densas que destilam tudo quanto podem expressar por si. Ele cai e levanta-se. “Eis o Homem” a ser levado e pregado com pregos de metal pelas mãos e pelos pés. Olhem para cima, pecadores em arrependimento e vejam aquela penosa imagem de vosso rei e Senhor. Vejam como aquele sangrar brilha pela eternidade fora, como aquela coroa feita de espinhos não tem preço, tendo em conta aquilo que alcançou. “Eis o Homem” quando todos os seus ossos estão a ser desconjuntados e Ele é derramado como água e levado ao próprio pó da Terra.

O Pai O abandonou e ninguém passava por Ele. Olhem e vejam, houve tristeza, houve amargura como a d’Ele? Todos os transiundos, tenham uma melhor visão deste espectáculo que mudou o mundo. É único, não tem paralelo, um milagre digno de registo, um prodígio que nunca se poderá igualar. Olhem para o Imperador dos Ais, o qual nunca teve um igual a Si em tudo quanto sofreu. Agonizem e olhem, vós que vos lamentais, pois caso não exista outra consolação nos céus, haverá a dum Cristo crucificado, pois sem Ele, nunca haveria alegria por lá. Pelo resgate devido, colocou a esperança ao nosso alcance, pois em vós harpas celestiais, nunca existiria alegria caso Cristo não tivesse morrido. Mas porque Ele assim fez, terão porque tocar em uníssono sem cessar e sem se cansarem jamais.

Temos apenas de nos assentarmos com muito maior frequência ao pé da Cruz, contemplando, para que tenhamos uma maior valia e nossos próprios problemas se afastem de nós e triunfe em nós nosso Rei e Senhor também. Temos apenas de ver em suas dores nosso remédio, pois logo ali elas desvanecerão porque Ele sofreu. Ninguém dirá que sofreu quando contemplar o Calvário. Olhemos apenas para suas pisaduras e feridas, as quais nos curam para sempre. Se vivemos da maneira certa, será tão só porque Ele nos tornou essa vida possível, pois O contemplamos em Sua morte. Caso nos distingamos pela dignidade, será porque consideramos as Suas próprias humilhações para sempre.



C. H. Spurgeon
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Faço Novas... - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: 2 Coríntios 5.11-17

“Se alguém está em Cristo, é nova criatura”. (v. 17)

Eis que faço novas todas as coisas

Porque um cristão é nova criatura ou obra recriada de Deus, alguém que pensa, fala e julga todas as coisas de forma diferente do mundo. E, por ser nova criatura, aos seus olhos, tudo deve e precisa tornar-se novo, aqui neste mundo através da fé, e no mundo vindouro por meio da clara revelação da natureza das coisas. Mas o mundo não pode e não consegue encarar a morte senão conforme sua coragem e velha natureza, a saber, que se trata da coisa mais horrível e apavorante do mundo, o fim da vida e de toda alegria.

O cristão, por sua vez, na qualidade de novo homem, deve estar orientado de tal forma que tenha pensamentos totalmente diferentes do mundo e possa ficar firme, ser feliz e louvar mesmo quando as coisas andam mal, e abrigar em sua mente apensa pensamentos como estes: que ele tem um grande tesouro, mesmo que seja pobre; é príncipe e senhor poderoso, mesmo que esteja na prisão; tem muita força, mesmo sendo fraco e doente; tem toda a honra, embora seja desonrado e humilhado.

Semelhantemente, que apenas se tornará pessoa com vida nova, caso, agora, tiver de morrer. Resumindo: ele recebe um coração e vontade completamente novos; juntamente consigo, renova todas as coisas sobre a face da terra; já neste mundo tem uma antevisão do mundo vindouro, onde, à clara luz e diante de seus olhos, tudo será renovado, tal como ele, agora, o concebe e imagina através da fé, segundo sua nova natureza.

M. Lutero
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Quarta-feira, Setembro 13, 2006

...E disse-te: Vive - C. H. Spurgeon

“E, passando eu por ti, vi-te banhada no teu sangue e disse-te: vive”, Ez.16:6

Homem salvo, considere de todo seu coração este mandato de toda a graça. Note como esta fiança de Deus é gratuita e majestosa. Neste texto vemos um pecador que nada tem a não ser seu pecado, esperando receber nada menos que ira sobre sua própria cabeça.

Mas o Deus eterno passa por ele em Sua glória; Ele olha e vê miséria, pausa e pronuncia aquela palavra real, “Vive!” Esta é a palavra dum Deus que já antes dissera “Que haja luz”. Quem, a não ser Ele, o próprio, poderia dispensar todas as outras muitas palavras e ficar-se apenas por uma, tratando-se de questões de Vida? Esta fiança é também múltipla. Quando pronuncia a palavrinha “Vive”, ela engloba uma série de coisas que à primeira vista perdemos da nossa percepção por inteiro. Aqui existe Vida judicial, eterna.

O pecador está decidido a morrer pelos seus pecados, mas mesmo assim o Criador se pronuncia a seu favor dizendo-lhe, “Vive!” Este mesmo pecador ressuscita da sua condenação e é absolvido. Esta palavra também significa vida espiritual para sempre. Nunca antes conhecemos Jesus de verdade, pois nossos pecados nunca o poderiam ver sendo Ele Espírito em toda a essência mais pura. Nossos ouvidos também, mortos que estavam, não poderiam ouvir essa palavra e Ele nos vivificou por isso mesmo, pois estávamos mortos em nossas transgressões. Mais ainda, isto inclui
uma vida em toda a glória, a qual é a perfeição de toda essa vida espiritual. “E disse-te: vive”.

Essa pequena palavra rolará pelos anos vindouros e soará em nossos ouvidos para sempre até que a morte nos bata à porta e nessas trevas densas da própria morte, nosso Mestre clamará de novo e pela última vez “Vive!” na manhã da ressurreição será essa mesma voz que será pronunciada pelas trombetas dos arcanjos de Deus: “Vive!” Todos os espíritos santos ressuscitarão para uma nova vida em Cristo em toda a glória de seu Pai Celestial e no pleno poder dessa mesma palavra “Vive”. Note-se que é um mandato irresistível e impossível de conter.

Saulo de Tarso na estrada para Damasco, onde se dirigia para aprisionar e acorrentar os crentes em Deus, clamou “Senhor, que tenho eu que fazer?” Este mandato de vida é também de pura graça. Quando os pecadores são salvos, será apenas porque o faz para alargar toda a Sua glória pela livre, imcomprável, nunca-buscada graça de Deus. Crentes, vejam qual a vossa posição, pois sois devedores da maior das graças. Manifeste toda a sua gratidão através da sua vida dedicada, simples e tal como Deus lhe ordenou que vivesse, veja que viva de hora em diante com toda a seriedade duma vida que nunca merece.

C. H. Spurgeon
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Circunstâncias - O. Chambers

"Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus", Rom.8.28.

O Lado Sagrado e Não Detectável de Todas as Nossas Circunstâncias


É Deus quem coordena as circunstâncias de toda a vida de seus servos. Na vida deles não acontece nada por acaso, conforme se pode pensar. Deus, na sua providência, coloca-nos pelo lado de dentro de certas circunstâncias específicas que não conseguimos apreender, mas que o Espírito de Deus as compreende e entende muito bem. Deus tem como nos colocar em tais lugares, entre tais pessoas e em tais condições, com aquela finalidade de que seja o Espírito que está em nós a interceder por elas de Sua maneira peculiar.

Nunca interfira nessas mesmas circunstâncias, dizendo: "Aqui sou eu quem vai tomar as providências; preciso tomar cuidado aqui, resguardar-me dali..." Todas as nossas circunstâncias estão sujeitas e entregues nas mãos de Deus; portanto nunca considere estranhas as circunstâncias nas quais você se possa achar envolvido. Seu dever na oração não é interceder com gemidos pessoais, mas aproveitar as circunstâncias comuns e ajudar as pessoas entre as quais Deus, em sua providência, o coloca para levá-las perante o trono de Deus em oração através do espírito, dando ao Espírito Santo que está em si aquela oportunidade única e exclusiva de interceder por elas através de si. Desse jeito
, Deus alcançará todo o mundo através dos seus servos que Lhe são fieis nisto também.

Estarei a dificultar, mesmo sem saber, a obra do Espírito Santo através duma indefinição de minha parte ou com tentativas de fazer essa obra no lugar dele ou como eu acharia que deveria ser feita? As circunstâncias nas quais me possa achar e as pessoas ao meu redor, servirão para contribuir para o lado humano dessa intercessão peculiar. Tenho que fazer de minha vida um templo onde o Espírito Santo habita e, então, à medida em que apresento as pessoas diante de Deus, o Espírito Santo vai intercedendo por elas e depois através delas também.

As intercessões de outras pessoas nunca podem ser as minhas e as minhas intercessões nunca podem ser as mesmas delas; o Espírito Santo intercede em cada vida de forma individual, mesmo quando se usa dos mesmos objectos e os mesmos objetivos de intercessão. Tenho de saber que, sem essa intercessão, alguém ficará empobrecido espiritualmente.



Chambers
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Para Sempre - Martinho Lutero

Leia em sua Blíblia - Hb 7.20-28
“Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote, assim como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores, e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu”. (vv. 26ss.)

Seu Sacrifício vale para sempre

O sacrifício de Cristo, oferecido uma vez por todas, vale para sempre, e nós somos livres porque cremos nesse sacrifício. Colocar qualquer coisa ao lado dele é pura ofensa a Deus. O próprio Cristo é o sacrifício que ele ofereceu na morte, para nos purificar dos pecados eternamente. Por isso, quando seu sofrimento chegou ao fim e o sacrifício foi oferecido, começou sua honra.

Na cruz, desaparecem sua honra, sua boa reputação, seus grandes feitos. Todas as pessoas começam a duvidar se, ao ajudar os outros, fez isso pelo poder de Deus ou pelo poder do diabo. Ali, ele perde a consciência, e a morte tem domínio sobre ele. Porque
, se este é para ser um sacrifício, então é preciso que seu sangue seja derramado. O cordeirinho tem de ser imolado. O sacrifício custa sangue. Agora, a luta de Cristo dura apenas um instante. Por isso ele faz o seguinte apelo sacerdotal: “Ah, querido Pai, mesmo que eles tenham e voltado contra mim, perdoa-lhes”.

E o que fez Cristo depois disso? Toma assento no tribunal de Deus. Quando todos o abandonaram e estão pensando que, no caso dele, está tudo terminado, justamente então ele começa seu reinado eterno, representa-nos junto ao Pai, intercede por nós quando somos acusados por causa dos pecados. Uma sentença é proferida contra nós; a consciência atemorizada sente que o pecado provoca a ira de Deus.

Nessa situação, nada nos pode ajudar senão o sacrifício de Cristo, que intercede por nós junto ao Pai, dizendo: “Querido Pai, o pecador é fraco e vive angustiado. Quero que você o dê para mim; eu paguei por seu pecado, ele confia em meu eterno sacrifício”.

Agora, quem se afasta desse sacrifício, esse está perdido para sempre.



M. Lutero
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Terça-feira, Setembro 12, 2006

Resistência - Lutero

Leia em sua Bíblia: 2 Tessalonicenses 2.7-12

Resistência ao maligno

Então será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca, e o destruirá, pela manifestação de sua vida”. (v. 8)


Assim, ainda em nossos dias, esse pequeno rebanho, que são os cristãos, seguindo o exemplo de seu Mestre e Senhor Jesus Cristo, repele o diabo, dizendo: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele darás culto”. Isso significa que os cristãos fazem uso da palavra de Deus, incessantemente manejam e afiam essa espada por meio de leitura, ensino, pregação, castigo, admoestação, consolo, etc. Assim conseguem fazer com que doravante os eleitos não mais confiem em obras ou num culto a Deus inventado por eles mesmos, por mais grandioso e glorioso que possa parecer. Mas depositam sua confiança tão-somente na profunda graça e misericórdia de Deus, que nos é profunda graça e misericórdia de Deus, que nos é prometida e revelada em Cristo. Sabem também que somente a Deus, como verdadeiro e único Senhor, devemos dar a honra de invocar e servir.

Dessa maneira, o iníquo é morto com o sopro da boca do Senhor, isto é, com a palavra oral, pregada pelos ministros de Cristo. E posso garantir: isso está em andamento agora e vai Ter continuidade, até que venha aquela bendita hora de nossa redenção final, pela qual esperamos.

Todos os que temos a mente de Cristo esperamos que essa feliz e consoladora manifestação de glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo (que é sempre e cada vez mais zombado, rejeitado, cuspido, açoitado, crucificado e morto na pessoa de seus seguidores) esteja às portas para acabar de vez com esses incontáveis horrores. Nessa sua manifestação, Cristo, nossa esperança e vida, vai mostrar e comprovar aquilo que agora cremos e anunciamos a respeito dele. Ou seja, ele vai resgatar-nos de toda miséria e desgraça física e espiritual que, nesse mundo, temos de passar e suportar por causa da confissão de sua preciosa palavra e do seu san5to nome, e que nos são infligidas pelo mundo mau e perverso, pelo seu pai, o diabo, e pelo anticristo, que só comete pecado e causa destruição.



Lutero
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Em Nosso Corpo

"Para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo", 2 Cor.4.10.
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O Hábito de Se agradar na Adversidade

Temos que formar hábitos para expressar o que a graça de Deus tem feito em nós. Não fomos salvos para nos vermos livres do inferno, mas para manifestarmos a vida do Filho de Deus ainda em nossa carne mortal; e são as circunstâncias desagradáveis que revelam se estamos ou não manifestando essa mesma vida que é Sua. Manifesto a brandura do Filho de Deus ou aquela irritação própria do meu ser sem ele? A única coisa que me capacita a apreciar o que não é agradável é o entusiasmo de não deixar que a vida do Filho de Deus se possa manifestar em mim.

Por mais desagradável que algo possa ser, diga: "Senhor, sinto-me feliz por obedecer-te nisto"; tão logo o faça, o Filho de Deus se manifesta e aquilo que glorifica a Jesus se manifesta em minha vida também.

Não pode haver espaço para contestação. No momento em que
você obedece à instrução dada, o Filho de Deus se manifesta através de sua vida em dada situação; mas, se você contesta, entristece o Espírito de Deus. Deve antes estar sempre em condições de poder manifestar a vida do Filho de Deus em si, não esquecendo que, se ceder à auto-piedade, estará impossibilitado de o fazer e de O tornar público. Nossas circunstâncias são o meio pelo qual manifestamos a maravilhosa perfeição e pureza do Filho de Deus. O que deveria fazer nosso coração vibrar é podermos encontrar nossos meios novos de manifestar ao mundo apenas o Filho de Deus. Uma coisa é optar pelo que não é agradável; outra é aceitar o que é desagradável por desígnio de Deus. Se Deus o permite, a aceitação deve ser amplificada em nós.

Mantenha-se sempre em condições de manifestar a vida do Filho de Deus em si mesmo. Não viva de lembranças; deixe que a Palavra de Deus esteja sempre viva e atuante dentro de si também.



O. Chambers
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Pastoreie Meus Cordeiros - Spurgeon

“E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem”. Mat.24:39

A condenação daquele dilúvio foi universal, pois nem rico nem pobre escapou: apenas quem era justo. Os sábios e indoutos, os famosos e os desconhecidos, os religiosos e os profanos, velhos e jovens, todos pereceram numa ruína comum, todos se afundaram. Muitos devem ter ridicularizado o Noé, rindo dele e de sua “fantasia”. Onde está seu riso agora? Apenas serve de motivo de condenação para eles. Outros devem tê-lo ameaçado pelo seu zelo contra a sua loucura: onde estão agora as suas vaidosas palavras de afronta, seu orgulho descabido? Até o critico que pensava julgar o trabalho do velho Noé pereceu – quantos lhe diziam que devia era trabalhar, fazer outra coisa.

O mar de água também os cobriu a todos. Também aqueles que sentiam pena de Noé, aqueles que aceitavam que era muito crente em suas convicções, mas que não partilhavam delas, afundaram para nunca mais se erguerem. Até os que foram pagos para ajudar Noé a construir pereceram – nenhum deles escapou. A inundação varreu todos, afundou nas trevas para sempre.

Esse dilúvio não criou nenhuma exceção, nenhum precedente. Por causa da vinda de Cristo, do mesmo modo, uma destruição mais que
anunciada está assegurada desde sempre. Não haverá classe, não haverá grau de educação, que faça escapar quem não tem Jesus de fato. Ó minha alma, olha para isso e aprende desde logo, treme e espalha o aviso do Juízo Final. Que grande é a apatia geral em todos os homens, em todas as mulheres, em todos aqueles que gozam, que respeitam, comendo e bebendo, casando e dando a casar, até que aquela manhã chegue de repente enquanto alguém ainda planeja algo para o fim-de-semana.

Nem um singular sábio sobrou, nem um deles foi poupado, entrando naquela arca. A estupidez assegurou que os derrubaria, a tolice de pensar que a humanidade se pode preservar a si mesmo. Que idolatria é essa, a de auto-preservação! Não é estranho isto, minha alma? Claro que é! Todos os homens se tornam negligentes até que a graça se manifeste e estes ao ouvir deixem de ser como animais irracionais, pensando direito a partir de então. Que Deus conceda que entrem na arca da fé, para se salvarem de seu pecado desde logo. Nenhuma ruína se aproximará dali, ali todos estarão seguros, grandes e pequenos, tanto o elefante enorme, como o pequeno rato. Até quem tem medo deve se sentir seguro ali; mesmo o leão corajoso só ali se deve sentir seguro. Ali o boi laborioso não tem mais cuidado com o seu arado – todos estão seguros em Jesus. Minha alma, estás tu n’Ele? Mesmo?




C. H. Spurgeon
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Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Ele Contemplou - Martinho Lutero

Ele contemplou na humildade de sua serva
Leia em sua Bíblia: 1 João 1.1-4
“Porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome”. (v. 49)

Eis o significado dessas palavras da santa mãe de Deus: nada disso aí e nenhuma dessas grandes bênçãos se devem a mim, e sim, a Deus, que tudo fez e cujo poder atua em todos, sem intervenção de ninguém; esse me fez grandes coisas.

Eu sou apenas a oficina na qual ele trabalha, pois não ajudei em nada para a obra. Por esse motivo, também ninguém deve me louvar ou dar a honra à minha pessoa pelo fato de Ter me tornado mãe de Deus. Ao contrário, vocês devem louvar a Deus e sua obra em mim. Quanto a mim, basta que se alegrem comigo e me considerem bem-aventurada porque Deus se valeu de mim para realizar essa sua obra em mim.

Observe o cuidado com que ela atribui tudo a Deus
, sem querer mérito, honra ou glória para si mesma. Ao contrário, continua a viver normalmente, tal qual vivia antes de receber tudo isso. Ela não reclama mais honra do que antes, não se exalta, não explode, não se põe a gritar que se tornou mãe de Deus, não exige honra alguma. Vai e trabalha dentro de casa como antes, tira leite das vacas, cozinha, lava pratos, varre o chão, faz aquelas coisas simples e desprezíveis que uma empregada ou dona-de-casa tem de fazer, como se nem se importasse com essa extraordinária graça e bênção. Entre outras mulheres e vizinhas ela não é mais estimada do que antes.

Também não faz questão disso, pois continuou sendo uma pobre cidadã em meio à grande multidão de pessoas simples. Oh, que coração singelo e puro! Como se esconde algo tão grandioso atrás de uma aparência tão simples.

M. Lutero
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Desejo Vão - C. H. Spurgeon

“E eis que tudo era vaidade e desejo vão” Ecles.1:14

Nada tem como satisfazer plenamente a totalidade dos desejos que emergem do coração do homem. Apenas Deus com seu amor inundante e transbordante. Muitos dos santos já tentaram antes ancorar suas vidas em outras ruelas de vida, mas desde logo sentiram uma imensa vontade de saírem fugindo desses sub-reinos de total engano de alma.

A Salomão, o mais sábio de todos os homens, foi dado a experimentar muitos dos prazeres da carne que a nada levam. Ele fez isso por nós, para que viéssemos a saber por ele o desvario que tal vida é de fato. Eis aqui o seu próprio testemunho em palavras suas:

“Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. (10) E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu
proveito de todo o meu trabalho. (11) Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol”, Ecl. 2:9-11. “Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade”, Ecl 1:2.

O quê? É tudo em vão? Como é que um Monarca sobejamente favorecido em tudo pode falar assim? Porquê? Não existe nada que não seja desejo vão nas riquezas? Nada de bom em ser Rei desde o Jordão até ao mar da nação mais justa sobre toda a terra na altura? Nada que não parecesse vão no seu glorioso palácio forrado a ouro? Nada feito em madeira do Líbano se aproveita? Toda a música, nenhuma das mil mulheres com quem se desposou, todo aquele luxo e nada de bom havia em tudo aquilo? Impossível! Mas, caro leitor, é um facto que ele diz “Nada, tudo é uma enfadonha ocupação dos filhos dos homens”!

Este foi todo o seu veredicto final sobre todas estas coisas. Embarcar dentro de todo aquele amor do Senhor Jesus, estar em plena comunhão com Ele apenas – isso sim, é o tudo de todas as coisas.

Amigo leitor, não vá experimentar todas estas coisas pensando que elas sejam de maior valor alimentar que todos os preceitos cristãos que estejam em conformidade com a Bíblia. Nada se lhe equipara. Pode sair rumo ao mundo inteiro e achará suspiros e lamentos para herdar – nada mais! Vai suspirar até chegar ao ponto de desejar ver a face do seu criador pessoalmente, vendo então quão miserável é um ser sem Vida, sem Cristo nele mesmo. Mas caso consiga o Senhor em seu coração, até pode vir a apodrecer numa gruta, num cárcere subterrâneo, morrer de peste e fome, mas sua alma se sentirá satisfeita com a única coisa que lhe falta para ser feliz em toda a sua existência: Jesus Cristo em pessoa. “O Senhor é meu pastor, nada me faltará!”



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C. H. Spurgeon
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Ai de Mim - Chambers

“Ai de mim, se não pregar o evangelho?" 1 Cor.9.16.

A Compulsão do Chamado


Cuidado para não tapar os ouvidos estando Deus a chamar! Todos quantos são salvos são chamados a dar testemunho pessoal dessa salvação; não é o mesmo que ser enviado a pregar, mas antes para ser uma demonstração pratica dessa salvação. Neste versículo Paulo refere-se às "dores" nele produzidas pela compulsão de pregar o evangelho.

Nunca associemos isto que Paulo diz a pregar o evangelho, mas antes a colocar em contato as vidas com a salvação representada em sua vida prática. Não existe nada mais fácil do que salvação, porque essa é obra soberana feita por Deus: “Olhai e sede salvos”. O Senhor nunca estabeleceu que as pré-condições para o discípulado fossem as mesmas condições para a salvação. Estamos necessariamente destinados à salvação através da cruz de Jesus Cristo. O discípulado traz consigo apenas uma opção mais: "Se alguém quer vir após Mim..."

Essas palavras de Paulo são alusões exclusivas a tornar-se servo de Jesus Cristo. Deus nunca nos pede permissão para decidir o que fazermos ou ainda para onde iremos pregar. Deus faz de nós "pão partido" e "vinho distribuído" conforme o agrado dele.

Ser "separado para o evangelho" significa ouvir o chamamento de Deus; e, quando começamos a ouvir esse chamar, passamos a viver uma agonia verdadeiramente digna do nome de Cristo. Todas as nossas ambições são logo ali extinguidas e amputadas; tudo com excepção duma coisa: "separado para o evangelho". Ai da pessoa que tentar andar noutra direcção depois de receber esse chamado. O simples objetivo deste Instituto Bíblico é levá-los a descobrir se Deus achará aqui um homem ou mulher que tenha interesse em proclamar o evangelho e a ver se Deus tem a mão firme sobre toda a sua vida. Mas, depois de dar ouvidos a esse chamado, cuidado com as vozes concorrentes!


O. Chambers
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Quinta-feira, Setembro 07, 2006

Vamos encontrá-lO - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Lucas 12.35-48
"Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias”. (v. 35)

Quem vai viajar deve colocar de lado suas vestes compridas e folgadas, e vestir roupa apertada. Cristo diz assim: Estejam preparados e prestem atenção no jogo; tenham as lâmpadas na mão e fiquem atentos, porque nada é certo. Pois a morte vai bater à sua porta, mas a que horas, ninguém sabe. Por isso, estejam à espera dessa hora.

Devemos trabalhar como se jamais fôssemos morrer e, ao mesmo tempo, estar com o espírito preparado como se fôssemos morrer agora mesmo. Eis o que significa cingir o corpo: viver à espera de Cristo, o Noivo.

Agora, essa doutrina nos derruba no chão e leva ao arrependimento. Pois ninguém estará assim preparado ao ponto de aguardar o dia do Senhor com alegria. Amamos o nosso pior inimigo, e nossa carne, de sorte que não nos agrada a idéia de morrer.
Se você não reconhece que ainda não está preparado como deveria, fale com Deus e apresente seu problema; ele lhe perdoará o pecado.

Mas se desprezarmos sua palavra e estamos seguros de nós mesmos, Deus não nos dará o perdão, mas levará nosso pecado em conta, em nosso prejuízo. Deus, certamente, pode tolerar fraqueza; agora, maldade e desprezo ele não os pode suportar. Aquele, portanto, que reconhece que não está preparado, que faça confissão diante de Deus, peça ajuda, para que estejamos preparados. E Deus perdoará seu pecado e o ajudará graciosamente.



M. Lutero
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No Inverno - C. H. Spurgeon

“Tu estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno, tu os fizeste”. Sal. 74:17

Ó minha alma, faz por começar este inverno com teu Deus. O frio da neve e os ventos cortantes nos fazem lembrar que Ele até ao dia de hoje mantém rodo o Seu concerto connosco também, noite após dia sem parar. Assegura o teu coração que Ele manterá todo o Seu concerto que fez contigo em Cristo também – é o mesmo Deus. Ele é sempre fiel à palavra que fez sair a teu respeito nesta revolucionária sociedade na qual nos encontramos, dentro do seu mal-estar nauseabundo.

É neste mundo poluído que Ele prometeu estar contigo. Se te custa aqui estar, mais custa a Ele, sendo Ele quem o criou. Ele não será infiel às Suas próprias promessas, as que fez em Cristo Jesus. Vindo cá ter contigo faz com que recorde com dor toda a Sua criação, agora emancipada e viciada no pecado. O inverno de alma nunca pode ser uma coisa leve, feita para nos agradar. É de esperar que seja razão para te sentires magoado e esfriado. Mas existe um pleno conforto: foi o próprio Deus quem criou o inverno.

Ele envia aquelas brisas cortantes de adversidade para que ansiemos pelos rebentos da primavera, rebentos de expectativa. Ele envia
a geada e a neve como cinzas sobre a antes verdejante campina. Ele envia seu gelo congelante para que nem os rios façam correr suas águas poluídas pelo decorrer de todo este mundo mais. Ele tudo faz, pois é Ele, o Próprio dono e Rei de todo o inverno – também. Ele gere e governa todas as esferas da neve e é por essa razão que não podes murmurar mais. Todas as perdas, todas as tuas cruzes, pobrezas e doenças, muitos e diversos males em ocasiões pouco propícias, são sempre enviadas com Seu aval e virão sempre até nós para nos testar, para que estejamos alertados à queda e à exaltação. Pode tudo ser um mero desígnio sabiamente escolhido.

A neve mata e extermina insectos prejudiciais, elimina bactérias nocivas que amarguram toda a tua alma quando entram em ti. É por essa razão, maioritariamente, que tua alma é sempre doce, pois todas as bactérias da amargura pereceram sob o frio do Seu gelo que mandou. Logo, a primavera despertará um novo sentido de viver e te alegrarás em teu Deus sem pensar mais em ti do que aquilo que podes e deves, deixando essa tarefa para Ele, para quem sabe pensar em ti noite e dia, enquanto dormes e enquanto estás acordado e despertado. Permite que cada problema te faça aproximar mais de quem te fez homem ou mulher – não temas mais.

Vistamo-nos de nossas roupas especiais de inverno, de fé e amor sem fim, da lã de carneiros e prossigamos sabendo que em breve tudo isto terminará – em bem! Que as Suas promessas escritas nos sirvam de agasalhos quentes. Nada nos faltará, por certo. Vamos então todos segurar o arado que está em nossa próprias mãos ainda, prossigamos com toda a obra que nos foi diligentemente destinada. Se falharmos em algo, todo o resto do corpo sofrerá dano também. Deixa de lado essa preguiça de inverno, de medo do frio e prossegue para todo o resta da vida que pode ainda levar para uma que nunca mais termina. Se não trabalhares agora, teu verão será de fome, pois não terás o que colher. Levanta-te agora e anda, em nome de Jesus de Nazaré.


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C. H. Spurgeon
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Nas Nuvens - Chambers

"Eis que vem com as nuvens", Apoc.1.7.

Na Bíblia, as nuvens acham-se sempre relacionadas com Deus. As nuvens são aquelas tristezas, sofrimentos ou provações de nossa vida, que parecem desafiar todo o domínio de Deus. São precisamente essas nuvens que o Espírito de Deus está usando para nos ensinar a andar na fé. Se não houvesse nuvens, não obteríamos fé. "As nuvens são o pó dos Seus pés", Naum1:3; são um sinal de que ele está ali presente connosco. Que grande revelação é saber que a tristeza, a desolação e o sofrimento são as nuvens que acompanham Deus! Deus não pode aproximar-se de nós sem as nuvens; ele não pode aproximar-se com toda a sua luminosidade sem haver proteção.

Não é certo afirmar que Deus nos quer ensinar alguma coisa através das provações que recaem sobre nós: através de cada nuvem que Ele envia, Ele quer que desaprendamos algo, por certo. Seu propósito, ao mandar uma nuvem, é
simplificar nossa fé até que nosso relacionamento com ele seja exatamente como o de uma criança - apenas Deus e minha alma - onde as outras pessoas se tornam em sombras. Enquanto as outras pessoas não se tornarem sombras, nuvens e escuridão me envolverão de quando em quando ainda. Será que meu relacionamento com Deus se vai tornando cada vez mais simples?

Existe uma relação entre as estranhas providências de Deus e aquilo que sabemos dele; temos que aprender a interpretar os mistérios da vida à luz do conhecimento que temos de Deus. A menos que sejamos capazes de encarar de frente os mais negros e sombrios acontecimentos, sem lançar dúvidas sobre o próprio caráter de Deus, na verdade mal o conhecemos.

"... E encheram-se de medo ao entrarem na nuvem", Luc.9:34. Há mais alguém dentro de sua nuvem a não ser Jesus? Se houver, a situação tornar-se-á ainda mais escura para si oportunamente; você tem que chegar a um ponto onde não haja ninguém mais senão Jesus, Marc.9:8.



O. Chambers
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Quarta-feira, Setembro 06, 2006

Apenas Graça - C. H. Spurgeon

“Não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega”, Mat.12:20

Que haverá de mais fraco que uma cana trilhada ou um morrão que ainda fumega? Uma cana que cresça no canavial parte-se logo, caso um pato seja tolo ao ponto de pousar nele. Se o pé dum homem apenas tocar de leve sobre uma dessas canas, ela se partirá de pronto. Cada vento que sopra entre os canaviais, faz com que essas canas balancem dum lado para o outro.

Não se pode conceber algo mais frágil, ou algo cuja existência seja mais insignificante do que uma dessas canas quebradas. Olhemos depois para o morrão que fumega – o que será demais também? Tem uma forma de chama dentro dele, é verdade, mas está quase gasta e sem vida. O sopro duma pequena criança pode apagar o resto da vida que tem. Nada tem uma existência mais precária que esta, a da sua chama. Assim são as coisas fracas e insignificantes desta terra.

No entanto, Jesus diz que “não esmagará a cana quebrada e não apagará o morrão que fumega”. Alguns dos filhos de Deus são
feitos fortes para fazerem obras poderosas para Deus. Deus tem Sansões espalhados por esta terra fora, os quais podem arrancar os portões de Gaza e levá-los até ao topo de qualquer montanha. Ele tem uns quantos poderosos assim ao Seu serviço, os quais podem destituir os leões da sua imponência. Mas, a grande maioria dos Seus filhos são fracos e tímidos, uma raça que tremelica.

Serão como os pardais que se assustam com cada passo de cada pessoa que passa por perto – são um rebanho fraco. Quando a tentação se aproxima, são apanhados como um pássaro nas redes; caso a perseguição ameace aproximar-se, eles logo desmaiam de susto. A sua embarcação é sempre assolada para um e outro lado com o vento quando aparece, andando perdidos num oceano imenso – são realmente coisas fracas, desprovidas de força, sem sabedoria quanto baste, sem visão. Mesmo assim, fracos como são e por assim serem, esta promessa é-lhes especialmente dirigida. Eis aqui a chave da graça. Aqui está todo o amor e mansidão. Como isto nos abre para a compaixão de Jesus.

Tão gentil, tão terno e cheio de toda a consideração. Necessitamos de nunca nos desviarmos do Seu toque pessoal em nossas vidas. Da parte d’Ele nunca necessitaremos temer, nem mesmo as palavras mais duras d’Ele. Mesmo que nos censure pela nossa fraqueza, Ele não nos repreende por ela. As canas quebradas nunca sofrerão golpes da Sua parte e sobre um morrão que fumega nunca será lançada água da Sua parte.

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C. H. Spurgeon
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Uma "NÃO" De Deus - Chambers

"Não te impacientes; certamente isso acabará mal", Sal.37.8.

Impacientar-se significa tornar-se maltrapilho, mental ou espiritualmente. Urna coisa é dizer: "Não te impacientes", mas ter uma disposição que o capacite a ser naturalmente paciente é outra coisa. Parece muito fácil falar e dizer "descansa no Senhor e espera nele", Sal.37:7 enquanto o ninho não for revirado e quando não estamos vivendo, como tantos estão, em tumulto e angústia; mas em tais condições de tumulto será possível descansar no Senhor? Se esse "não" em "não te impacientes" não funcionar ali, não funcionará em lugar nenhum. Esse "não", deve funcionar tanto nos dias tumultuosos quanto nos dias de paz e calmaria, senão nunca funcionará de jeito nenhum. E se não funcionar no seu caso particular, não funcionará no caso de outra pessoa também. Descansar no Senhor não depende, em absoluto, de circunstâncias externas, mas do nosso relacionamento com o próprio Deus dos Céus.

A inquietação sempre terminará em pecado. Pensamos que um pouco de ansiedade e preocupação é indício de que somos de facto sensatos; pois é muito mais indício de que somos de facto pecadores. A impaciência brota da determinação de desejarmos fazer aquilo que queremos. O Senhor nunca se preocupava e nunca se mostrava ansioso, porque não estava aqui para concretizar suas próprias ideias; estava aqui para pôr em prática as ideias de Deus. Se você é filho de Deus, a impaciência é pecado.

Será que você tem estado alimentando sua alma com a ideia de que sua situação é grave demais para esperar em Deus? Ponha de lado todas as "suposições" e "habite na sombra do Omnipotente", Sal.91:1. Diga firmemente a Deus que você não mais se impacientará com qualquer situação. Toda a nossa impaciência e preocupação são consequência de fazermos planos sem levar os planos de Deus e a forma de Deus trabalhar em linha de conta.


O. Chambers
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Amor a Humildade - M. Lutero

Leia em sua Bíblia o Salmo 138
“O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes”. (v. 6)

Pois bem, aqui fica claro que é próprio de Deus olhar para baixo. Ele não pode olhar para cima, pois nada está acima dele; tampouco pode olhar para o lado, pois não há quem lhe seja igual. Por isso, ele só olha para baixo. Em vista disso, quanto mais em baixo você estiver e quanto mais simples você for, tanto melhor os olhos de Deus poderão enxergá-lo.

Resumindo: esse versículo ensina-nos a conhecer a Deus de fato, na medida em que deixa claro que Deus atenta para os humildes, os desprezados. E só conhece a Deus de fato aquele que sabe que Deus olha para os humildes. E desse conhecimento resulta o amor a Deus e a fé nele, o que faz com que a pessoa de boa vontade entregue-se a ele e o siga.

As pessoas verdadeiramente humildes não atentam para os efeitos de sua humildade, mas, com singeleza de coração, olham para as coisas humildes, gostam de se ocupar com elas, e, pessoalmente, jamais se dão conta de que são humildes. Agora, os falsos humildes admiram-se que sua honra e exaltação custam tanto a chegar, e seu secreto e falso orgulho não permite que se contentem com sua vida simples e só pensam em subir cada vez mais. Por isso, a verdadeira humildade jamais fica sabendo que é humilde, pois, caso soubesse, ficaria orgulhosa ao se dar conta de tão nobre virtude. Ao contrário, de coração, de vontade e com todos os sentidos, apega-se às coisas humildes.

Essas são objetivo constante de sua atenção bem como as imagens que tem diante de si. E, enquanto tem olhos voltados para isso, não pode ver a si mesma nem se dar conta de que existe.


M. Lutero
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Terça-feira, Setembro 05, 2006

Resistência ao Maligno - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: 2 Tessalonicenses 2.7-12

“Então será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca, e o destruirá, pela manifestação de sua vida”. (v. 8)

Assim, ainda em nossos dias, esse pequeno rebanho, que são os cristãos, seguindo o exemplo de seu Mestre e Senhor Jesus Cristo, repele o diabo, dizendo: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele darás culto”. Isso significa que os cristãos fazem uso da palavra de Deus, incessantemente manejam e afiam essa espada por meio de leitura, ensino, pregação, castigo, admoestação, consolo, etc.

Assim conseguem fazer com que doravante os eleitos não mais confiem em obras ou num culto a Deus inventado por eles mesmos, por mais grandioso e glorioso que possa parecer. Mas depositam sua confiança tão-somente na profunda graça e misericórdia de Deus, que nos é profunda graça e misericórdia de Deus, que nos é prometida e revelada em Cristo. Sabem também que somente a Deus, como verdadeiro e único Senhor, devemos dar a honra de invocar e servir.

Dessa maneira, o iníquo é morto com o sopro da boca do Senhor, isto é, com a palavra oral, pregada pelos ministros de Cristo. E posso garantir: isso está em andamento agora e vai Ter continuidade, até que venha aquela bendita hora de nossa redenção final, pela qual esperamos.

Todos os que temos a mente de Cristo esperamos que essa feliz e consoladora manifestação de glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo (que é sempre e cada vez mais zombado, rejeitado, cuspido, açoitado, crucificado e morto na pessoa de seus seguidores) esteja às portas para acabar de vez com esses incontáveis horrores.

Nessa sua manifestação, Cristo, nossa esperança e vida, vai mostrar e comprovar aquilo que agora cremos e anunciamos a respeito dele. Ou seja, ele vai resgatar-nos de toda miséria e desgraça física e espiritual que, nesse mundo, temos de passar e suportar por causa da confissão de sua preciosa palavra e do seu san5to nome, e que nos são infligidas pelo mundo mau e perverso, pelo seu pai, o diabo, e pelo anticristo, que só comete pecado e causa destruição.

M. Lutero
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Tempo de Cantar - Spurgeon

“Aparecem as flores na terra; já chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra”, Can.2:12

Doce é o cheiro de primavera: o longo e dramático inverno ajudam a apreciar esta vinda de calor genuíno, a sua promessa de verão também enaltece seu poder de nos poder agradar. Após longos períodos depreciativos e deprimentes de espírito, torna-se agradável encararmos este Sol de toda a Justiça. Logo de seguida, as múltiplas graças vão-se erguendo de suas liturgias bocejantes, como as doces papoilas e malmequeres que se abrem de suas noites de profundos sonos.

Assim, nossos corações são tornados alegres e em festim, pelo aparecer destas deliciosas notas de gratidão profunda, muito mais melódicas que todo cantar dos belos pássaros e também por aquela paz duradoura a qual conforta sempre, muito mais brilhante que as notas de uma pombinha – tais serão as notas discernidas dentro de nosso espírito primaveril. Agora é que se fez tempo de uma alma buscar aquela intimidade com o seu Amado. Agora poderá a alma elevar-se de toda a sua natividade sórdida e melancólica, afastando-se das suas velhas companhias de associação.

Quando não erguemos a nossa vela em tempos favoráveis de ventos prometedores, seremos oportunamente inculpados de tal conduta negligente e promiscuamente leviana, pois os tempos de temperança deveriam passar por nós sem que nunca tivessem como vir a ser impedidos. Quando o Senhor Jesus nos visita em terno carinho e nos comanda a erguer de nossa própria sonolência profunda, como escaparemos impunes se rejeitarmos tais tempos de benesse? Ele próprio se ergueu daquela morte, para assim nos atrair a Ele mesmo: Ele agora, vive em nós pelo Seu Espírito Santíssimo, para nos fazer reviver de nossas cinzas, em total novidade de vida, para nos levar ao mais profundo dos céus da comunhão com Ele.

Que baste termos estado frios e indiferentes durante nossos tempos de inverno profundo e amedrontador. Quando é o Senhor quem cria em nós uma fonte de águas vivas, que nossa suculenta virtude seja espontânea e cheia de vigor e altamente resoluta. Ó Esplêndido e Cândido Senhor, se não houver primavera brilhando ainda em meu coração gelado, Te peço que o faças degelar, pois estou inteiramente cansado de viver continuamente distante de Ti. Ó, que longo e drástico inverno este meu! Quando lhe darás fim? Vem espírito Santo, renova minha alma toda. Refaz-me por dentro, restaura-me por completo e tem misericórdia de mim. Este direito, eu imploro de Ti, para que cuides de teu servo enviando-lhe um oportuno avivamento espiritual continuado.
Spurgeon
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Ponto Crucial - Chambers

Fli 1.20
"Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte".


Tudo Para Ele. "Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado..." Todos nós nos sentiremos muito envergonhados se não nos rendermos a Jesus justamente naquilo em que ele pediu o fizéssemos. Paulo diz: Estou determinado a entregar tudo para ele." Fazê-lo é uma questão de vontade e não de discussão ou de racionalização mental e teológica, mas duma rendição da vontade que somos, uma rendição absoluta e irrevogável em tudo quanto nos pede. Uma consideração excessiva por nós próprios é o que nos tem como impedir de tomarmos essa decisão a sério, mesmo embora a rotulemos de consideração pelo próximo quando não é deveras séria.

Quando levamos em conta o que a nossa obediência ao apelo de Jesus custará aos outros, na verdade estamos como que explicando a Deus que ele não sabe o que ela significa. Não fujamos do ponto crucial; ele sabe. Desmanchemos todas as outras considerações e mantenhamo-nos diante de Deus com este único propósito: "Tudo Para Ele". Estou decidido a viver absoluta e inteiramente só para ele.

A ousadia que possuo para sua santidade. Quer isso implicasse a vida ou mesmo na morte, não importa! V. 21 Paulo decidira que nada o impediria de fazer exactamente o que Deus queria. A ordem de Deus tem de conseguir trazer e produzir uma crise em nossa própria vida, caso não a atendamos se vier de forma mais suave. Ele nos conduz ao ponto em que nos pede para darmos o máximo de nós por ele e nós começamos a argumentar que o extremo é demasiado. Então ele lança mão de uma crise providencial sobre nós na qual somos forçados a tomar uma decisão — a favor ou contra; logo ali, nesse ponto deparar-nos-emos perante uma grande encruzilhada.

Se você enfrenta agora essa crise em qualquer aspecto da vida, renda sua vontade a ele de forma absoluta e irreversível.

O. Chambers
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Segunda-feira, Setembro 04, 2006

A todos... - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: João 1.1-14

“A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber: aos que crêem no seu nome”. (v. 12)

Aqui, vocês podem perceber quão grande e poderosa glória, bem como indescritível e eterno tesouro Deus tornou realidade através da vinda de seu Filho entre aqueles que o recebem, crêem nele e o tomam como Homem que Deus mandou para salvar o mundo. Em outras palavras, esta será a obra ou coisa nova: a todos os que crêem em seu nome, ele dará o poder e o direito de serem feitos filhos de Deus.

Aqui fica claro e evidente que nenhum outro caminho, meio ou instrumento que pode conduzir-nos a essa grande honra, maravilhosa liberdade e ao poder de sermos feitos filhos de Deus, a não ser o conhecimento de Cristo e a fé nele. Essa glória nos é pregada e oferecida ano após ano, dia a dia. Mas ela é tão grande que pessoa alguma, seja lá quem for, consegue meditar suficientemente sobre ela, muito menos exprimi-la em poucos palavras.

Nós, pobres, miseráveis e condenados pecadores, em virtude do nosso nascimento de Adão, podemos receber esta grande honra e glória: que Deus, o eterno e todo-poderoso, é nosso Pai, e nós, seus filhos, Cristo, nosso irmão, nós, co-herdeiros com ele, e os queridos anjos, não senhores sobre nós, mos nossos irmão e servidores! Isso é tão grande e majestoso que, no momento em que se põe a refletir sobre isso, a pessoa só pode ficar espantada, a ponto de perguntar: mas, venha cá, isso é possível? Isso é verdade?

Por isso, nessa questão, o mestre tem que ser o Espírito Santo. Ele tem de implantar esse conhecimento e fé em nosso coração e testificar com o nosso espírito que a resposta a isso é “sim” e “amém”, que, pela fé em Cristo, fomos feitos filhos de Deus e o seremos para sempre.


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M. Lutero
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Em Guerra - C. H. Spurgeon

“Guerreia as guerras do Senhor”, 1Sam.18:17

Toda a sagrada multidão dos eleitos de Deus ainda sobre a terra, guerreiam ininterruptamente tendo Jesus como seu capitão Salvador. Ele bem lhes disse: “Eis que estou convosco até à consumação dos séculos”. Ouça os alaridos de guerra. Agora, que o povo de Deus se coloque em posição de guerra, preenchendo cada um seu lugar nas trincheiras e que nenhum coração desmaie.

É bem verdade que esta batalha aqui em Inglaterra está se virando contra nós e não fosse Jesus a levantar e segurar pessoalmente nossa espada por nós, mantendo-a erguida, nunca iríamos saber o que seria de nós em tempos futuros ainda, nem do futuro da Sua igreja neste País. Mas, animemo-nos uns aos outros e sejamos homens diante do confronto. Nunca houve uma época aqui onde o Protestantismo tremesse tanto como agora, colocado que está na balança contra este esforço violento do anticristo de Roma em seu assento de veludo. Corajosamente manteremos toda a nossa voz forte e audível para proclamar a Velha História da cruz, pela qual muitos mártires abnegados morreram, professando-O.

O Salvador encontra-se Ele próprio sobre a terra através de Seu Espírito. Que isto tenha porque nos animar. Ele estará sempre no meio do calor da guerra e por essa razão a batalha nunca será duvidosa, desde que empreendida oportunamente. E na medida que o conflito se espalha, que doce satisfação será essa de saber que Jesus, em Seu ofício de perfeito Redentor e Intercessor, está na linha da frente pelo Seu evangelho, pelo Seu povo. Ó angustiado espectador, não olhe tanto para a disputa em si, a qual se desenrola lá em baixo, pois caso desça, lá será envolto pela nuvem de fumo e estará vestido do Seu sangue precioso. Antes, erga seus olhos acima dos céus, para seu Salvador que pleiteia sua causa por si em si, pois enquanto Ele fizer assim, toda a causa de Deus está assegurada. Lutemos pois, como se tudo de nós dependesse, mas sabendo que no fundo, tudo depende d’Ele, somente.

Assim, pelos lírios da pureza Evangélica e pelas rosas do pacto imutável do Salvador, pela frente e pela retaguarda do campo de batalha, exortamo-vos a todos vós que luteis pela causa de Cristo, a verdadeira Guerra Santa pela justiça e através de toda a verdade, por todas as jóias preciosas da coroa do vosso Mestre. Prossigamos, pois “a peleja não vos a vós, mas ao Senhor”


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Spurgeon
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Dependência de Deus - Chambers

"Mas os que esperam no Senhor... caminham e não se fatigam", Is.40.31.

Não sentimos nenhuma emoção quando andamos; andar é um teste para os atributos da estabilidade e equilíbrio físico apenas. Mas, "Caminhar e não se fatigar" será sempre o limite máximo da força física. A palavra "andar" é usada na Bíblia como forma de expressão natural dum carácter. "E no dia seguinte, João (…) viu Jesus que passava (andava)", João1:35,36. Não há nada de abstrato na Bíblia, ela é sempre viva e real. Deus não diz: "Sê espiritual", mas antes, "Anda na minha presença", Gen.17:1.

Sempre que nos achamos em más condições físicas ou emocionais, buscamos certas experiências que emocionam, como incentivo. No plano físico, isso leva a manifestações que se dizem do Espírito Santo, só que falsas; a vida emocional leva à destruição da moralidade e a afetos desordenados; e no plano espiritual, se insistirmos em ter sensações, em "subir com asas", Is.40:31, acabaremos caindo e destruindo a espiritualidade.

A realidade da presença de Deus não depende do lugar onde estamos, mas apenas da determinação de colocarmos sempre o Senhor diante de nós. O problema começa quando nos recusamos a contar com a realidade da sua presença. Poderemos conhecer a experiência de que fala o salmista:

"Portanto, não temeremos, ainda que...", Sal.46:2, quando nos baseamos em fatos reais e ocorrentes; não na consciência da presença de Deus, mas na realidade dela: "Ora, ele esteve aqui o tempo todo!" Em momentos críticos de nossa existência, é necessário pedir orientação a Deus, mas não deveria ser necessário estar sempre dizendo: "Oh, Senhor, dirige-me nisso e naquilo". É claro que ele o fará! Se as nossas decisões, tomadas com sensatez, não estiverem de acordo com a vontade de Deus, ele fará o que for preciso para nos revelar isso; aí o que temos a fazer é permanecer quietos e esperar pela orientação que nos advém da sua presença.


O. Chambers
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Sábado, Setembro 02, 2006

Na Morte... - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: João 14.1-6

Na morte, somente Cristo é o caminho

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”. (v. 6)



Quando chegar a hora em que nossas atividades e trabalho cessarem e não mais precisarmos ficar neste mundo, e surgir a pergunta: Onde vou conseguir uma ponte ou prancha segura, para passar para a outra vida? – neste hora, como eu ia dizendo, você não deve ficar aí, procurando caminhos humanos, nossa própria bondade, obras ou vida piedosa.

Deixe que tudo isso seja coberto pelo Pai-nosso, nestas palavras: “Perdoa-nos as nossas dívidas, etc.”, e apegue-se tão-somente àquele que diz; “EU sou o caminho, e a verdade, e a vida”. Naquela hora, tenha essa palavra firme e profundamente enraizada em seu íntimo, como se Cristo estivesse ao seu lado, dizendo: “Por que você está à procura de outros caminhos? Venha para cá; você deve olhar para mim e permanecer em mim, e não ficar aí, preocupando-se com outra idéias como chegar ao céu. Arranque, de vez, e afaste bem longe de seu coração esses pensamentos e não pense em outra coisa senão nestas minhas palavras: “Eu sou o caminho
”.

Trate, pois, de colocar seu pé sobre mim, isto é, apegue-se a mim com fé inabalável e confiança absoluta em seu coração. Eu quero ser a ponte e levá-lo para o outro lado, para que, num piscar de olhos, você passe da morte e do pavor do inferno para a vida eterna. Pois sou eu quem construiu o caminho e eu mesmo fui e passei para o outro lado, para poder conduzir até lá tanto a você quanto aos demais que se apegam a mim. Basta que você confie em mim, sem duvidar, arrisque tudo em mim, siga seu caminho consolado e contente, e morra em meu nome”.

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M. Lutero
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Um Canto na Noite - Spurgeon

“Deus meu Criador, que inspira canções durante a noite”, Job35:10

Qualquer homem pode cantar durante o dia. Quando nosso cálice transborda, toda a inspiração deriva dali. Quando as riquezas abundam à sua volta, qualquer homem pode louvar ao Deus das grandes colheitas. É muito fácil para uma harpa Aeoliana emitir musica quando os ventos sopram de feição – a dificuldade será apenas quando os ventos são inconstantes e imprecisos. É fácil cantar sempre que pudermos ler as notas em plena luz do dia. Mas todo aquele que é experimentado canta mesmo quando nem um raio de luz existe para o deixar ver as notas, pois lê no seu coração.

Nenhum homem pode fazer uma música pela calada da noite por ele mesmo. Pode até tentar, mas logo descobrirá que uma canção nocturna para sair bem, terá de ser divinamente inspirada. Que todas as coisas corram bem e poderei tecer musicas umas atrás das outras. Depois poderei ir cantarolá-las e compilá-las quando estiver perto das flores dum certo caminho. Mas coloquem-me num deserto áspero, onde nada de verde existe e com que compilarei um hino para o meu Deus ainda? Como poderá um mero mortal tecer uma coroa para o
Senhor onde não existem jóias? Apenas que sua voz seja clara e seu corpo cheio de saúde e terá como cantar louvores a Deus.

Silenciem minha língua, coloquem-me numa cama de angústias: como poderei entoar ainda uma melodia de louvor a menos que Ele próprio seja o tema e me dê a musica? Não, não está no poder do homem cantar quando tudo lhe corre mal, a menos que uma brasa do altar lhe toque os lábios.

É uma música divina a qual Habacuque cantou, quando pela noite entoou: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. (18) Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”, Hab.3:17-18. Assim, porque nosso Criador nos dá a melodia pela calada da noite, vamos esperar pela oferta da música. Ó Tu, Maestro de nossa melodia, que nunca permaneçamos sem música em nossos corações por causa da aflição, mas afina nossas cordas numa melodia de agradecimento.


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C. H. Spurgeon
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Todo que Pede... - O Chambers

"Pois todo o que pede recebe", Luc.11.10.

Se não recebeu, peça. Não há nada mais difícil do que pedir. Ansiamos e desejamos, suspiramos e sofremos, mas só quando chegamos ao extremo é que pensamos em pedir. O sentimento de carência total faz-nos pedir. Alguma vez pediu sentindo a profundeza da sua própria pobreza moral? "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus...", Tiago1:5; mas certifique-se de que realmente lhe falta sabedoria. Você não consegue confrontar-se com a sua realidade na hora que quer. Mas se você sentir que não é realmente espiritual, a segunda melhor coisa a fazer é pedir a Deus o Espírito, com base na palavra de Jesus Cristo, Luc.11.13. O Espírito Santo é o único que torna real em sua vida tudo o que Jesus fez por si.

"Pois todo o que pede, recebe". Isso não significa que você não terá certas coisas sem pedir, Mat.5.45; mas enquanto não chegar a pedir, não receberá pessoalmente de Deus. Esse "receber" significa entrar no relacionamento do filho de Deus e perceber, com apreciação inteligente e moral e com compreensão espiritual, que essas coisas vêm de facto de Deus.


"Se... algum de vós necessita de sabedoria..." Se você percebe que está necessitado, é porque se tornou real a sua necessidade; por isso, não torne a colocar as lapas da razão sobre seus olhos agora espirituais. Há pessoas que dizem: "Pregue-nos o evangelho simples; não nos diga que temos que ser santos, porque isso produz em nós um sentimento de pobreza triste e não é bom sentirmo-nos pobres assim". "Pedir" significa esmolar. Algumas pessoas são suficientemente pobres para lucrar com a própria pobreza e alguns de nós são assim também no plano espiritual. Nunca receberemos nada se formos interesseiros, caso peçamos movidos pela cobiça e não pela pobreza que temos descoberto em todos nós. Um pobre não pede movido por nenhuma outra razão que não seja a triste angústia da sua pobreza; ele não tem vergonha de esmolar: "Bem-aventurados os pobres de espírito", Mat.5:3.

O. Chambers
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Sexta-feira, Setembro 01, 2006

Reis e Sacerdotes - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: 1 Pedro 2.4-10

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz”. (v. 9)


Isto é assim porque, mediante a fé, o cristão é colocado acima de todas as coisas a ponto de, espiritualmente, tornar-se Senhor de tudo, pois, em se tratando de sua salvação, nada pode lhe causar dano. Ao contrário, tudo deve ficar sujeito a ele e cooperar para sua salvação. Isto não significa que tenhamos poder sobre tudo que é corporal ou material, possuindo ou fazendo uso disso como as pessoas desse mundo. Pois todos teremos de morrer corporalmente e ninguém consegue escapar da morte.

De modo semelhante temos de estar sujeitos a muitas outras coisas, como nos mostra o exemplo de Cristo e seus santos. Pois esse é um reino espiritual, que exerce seu poder dentro dos limites da submissão corporal, ou seja: No que diz respeito à alma, posso fazer progressos em todos os sentidos, de sorte que até mesmo o sofrimento e a morte terão de ser meus servos e cooperar para minha salvação.

Isto é uma dignidade sublime e honrosa, um reinado deveras poderoso, um reino espiritual, onde nada é tão bom ou tão mau que não me venha beneficiar, desde que eu creia. E, então, não preciso de mais nada, porque minha fé me basta. Veja, portanto, que preciosa liberdade e poder têm os cristãos!

Além disso, somos sacerdotes. Isso representa muito mais que ser rei, porque o sacerdócio nos possibilita comparecer diante de Deus, intercedendo pelos outros. Pois estar diante de Deus e orar compete exclusivamente aos sacerdotes. A Cristo devemos esse Dom de interceder e orar pelos outros em espírito, a exemplo de um sacerdote que se coloca corporalmente diante do povo e intercede por ele.

Quem poderia conceber a honra e a grandeza de um cristão? Através de seu reinado tem poder sobre todas as coisas, por meio de seu sacerdócio dispõe de Deus. Pois Deus faz o que o cristão pede e deseja, como está escrito no Salmo 145.9: “Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes ao clamor e os salva".


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M. Lutero
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No Espírito - Spurgeon

“Orando no Espírito Santo”, Judas 20

Veja esta característica da oração: “orando no Espírito Santo”. A semente duma aceitável devoção realista, terá de ter origem nos céus. Podemos devolver dar a Deus o que veio d’Ele, aquela seta com que fomos atingidos enviamos para cima de novo. Aqueles que Ele escreveu em nosso coração, trarão a chuva de bênçãos; apenas os desejos da carne não carregam qualquer descarga de poder sobre Ele. Uma oração no Espírito Santo ecoa como um trovão que faz cair a água sobre quem precisa logo ali.

Orar no Espírito Santo é fervor na oração. Orações geladas nunca serão ouvidas pelo Senhor. Aqueles que não oram fervorosamente nem sequer oram. Como um fogo que não aquece nem arrefece, assim é uma oração morna – a oração necessita de estar vermelha de ardor e temperatura. Isso será orar em persistência. O suplicante verdadeiro ganha conforme o progresso em seu caminho e torna-se cada vez mais fogoso e ardente quando uma resposta tarda um pouco mais. Quanto mais tempo estiver fechado o portão tanto mais forte será seu bater e quanto mais o anjo demorar mais resoluto está quem pede sem nunca o deixar até que o abençoe.

Que lindo aos olhos de Deus é a agonia de espírito insatisfeito, a lágrima agonizante, a importunação incessante. É uma oração de humildade, pois o Espírito Santo nunca exalta o orgulho. O Seu ofício será convencer do mal onde há pecado, de nos abater pela justiça, para que nosso espírito se torne contrito e dorido. Nunca cantaremos em glórias excelsas a menos que oremos em profundidade de espírito. Das profundezas devemos clamar ou nunca veremos a glória nas alturas. Isto é amar através da oração.

A oração deve estar embebida em perfumado amor, saturada mesmo – amor pelos nossos, pelos santos, por Cristo. Mais ainda – qualquer oração deve ser oferecida em fé vivente. O homem prevalece na medida da sua fé, não da sua presunção. O Espírito Santo é o único Autor da fé pura e nos fortalece para nos fazer rever as promessas de Deus. Esta é a abençoada combinação de todas as maiores bênçãos, sem preço e doces como as especiarias dos mercadores e que se tornem uma fragrância dentro de nós porque o Espírito Santo está alojado em nossos corações. Consolador abençoador, exercita todo Teu poder em nós, fortalecendo as nossas fraquezas na oração.

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C. H. Spurgeon
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Não Beberei?? - L. Cowman

“Não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu” (Jo 18.11)

Isto era uma coisa mais difícil de se dizer ou fazer do que acalmar as ondas do mar ou ressuscitar mortos.

Os profetas e apóstolos puderam operar milagres extraordinários, mas nem sempre podiam fazer a vontade de Deus e sujeitar-se a ela. Fazer a vontade de Deus e sujeitar-se a ela ainda é a mais elevada forma de fé, a mais sublime conquista da vida cristã. Ver destruídas para sempre, as brilhantes aspirações de uma vida jovem; suportar um fardo diário sempre contrário ao temperamento, sem probabilidade de alívio; ser oprimido pela pobreza, quando se deseja apenas o bastante para o bem-estar e conforto dos antes queridos; ser aguilhoado por uma incapacidade física incurável; sofrer a perda de todos os entes queridos, até ficar só pra enfrentar os choques da vida; e, numa tal escola de disciplina, ser capaz de dizer: “Não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?”

Isto é fé e estatura espiritual, em seu mais elevado ponto. Uma grande fé se mostra não tanto pela capacidade de fazer, mas de sofrer.

Para que tivéssemos um Deus que se compadece, foi preciso um Salvador que sofresse. E só há verdadeiro sentimento de compaixão par com alguém que sofre, em um coração que também foi ferido.

Não podemos fazer bem aos outros sem que isto nos custe alguma coisa, e nossas aflições são o preço que pagamos pela capacidade de termos compaixão. Quem quiser ajudar precisa sofrer primeiro. Quem quiser salvar precisa primeiro ter experimentado a cruz de alguma forma. Só poderemos ter alta felicidade de socorrer os outros, se provarmos o cálice que Jesus bebeu e nos submeter ao batismo com que ele foi batizado.

Os mais consoladores salmos de Davi foram escritos debaixo da pressão do sofrimento; e se Paulo não tivesse experimentado um espinho na carne, teríamos sido privados de muito daquela compaixão que perpassa muitas de suas cartas.

As circunstâncias atuais que nos oprimem (se estivermos entregues a Cristo ) – são o instrumento mais adequado na mão do Pai para cinzelar-nos, preparando-nos para a eternidade, senão nos privaremos de sua obra.


L. Cowman
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Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Pela Fé - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Romanos 10.1-4

Justos pela fé somente

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”. (v. 5)

Devemos manter bem firme a posição de que a fé, sem qualquer cooperação de obras ou merecimento humano, reconcilia o homem com Deus e o torna justo, como Paulo diz aos romanos (3.28): “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”. Este e outros versículos que ensinam a mesma coisa devem ser mantidos e sobre eles devemos nos basear com toda firmeza, a saber, que o perdão de pecados e a justificação são apropriados pela fé somente, ficando de todo excluídas as obras.

Considere a comparação que Cristo faz em Mateus 7.17: “Toda árvore boa produz bons frutos, porém, a árvore má produz frutos maus”. Aqui, você percebe que não são os frutos que tornam a árvore boa. A árvore, sem e antes de produzir qualquer fruto, tem que ser boa ou deve ser tornada boa para que possa produzir bons frutos.

Assim também é a pura verdade que o homem precisa ser justo, sem a participação de boas obras, antes de praticar boas obras.

Dessa forma está definitivamente provado que precisa haver algo maior e mais precioso do que quaisquer boas obras para tornar o homem justo e bom antes de ele poder fazer o que é bom, da mesma forma como ele precisa, antes de mais nada, ter saúde física antes de trabalhar e realizar um bom serviço. Esta coisa grande e preciosa é a nobre palavra de Deus em Cristo. Quem ouve esta mensagem e nela crê, esse se torna santo e justo através dela. Por isso ela também é chamada palavra da vida, palavra da graça, palavra do perdão. Quem, porém, não ouve esta mensagem, nem crê, esse, de forma alguma, pode ser salvo.

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M. Lutero
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Todo aquele - C. H. Spurgeon

“Todo o que o Pai me dá virá a mim”, João6:37

Esta declaração envolve a doutrina da eleição: existem alguns que o Pai deu a Cristo. Também mostra a doutrina do “Chamado eficaz”, pois estes que foram chamados vieram mesmo através de muito trabalho envolvente. Contudo, mesmo sendo algo a que as pessoas se opõem, mesmo assim serão trazidos das densas trevas da sua vida para dentro da luz efectiva de Deus.

Isto ensina-nos a aprender a fé como necessidade absoluta. Mesmo aqueles quantos foram dados a Cristo para que se salvassem, nunca seriam salvos caso nunca viessem a Ele. Até estes teriam ainda de vir até Ele, pois Ele é a porta de entrada nos céus, Cristo Jesus. Todos quantos o Pai deu ao nosso Redentor, terão necessariamente de vir a Ele. Por isso, ninguém entrará nem terá acesso directo aos céus através da eleição, mas por Cristo.

Ó! Que poder e majestade estão compreendidos nestas palavras “virá a mim”! Ele não diz que eles terão poder de vir por si, também que virão se quiserem, mas que virão. O Senhor Jesus através desta mensagem, a Sua própria Palavra, através de Seu Espírito igualmente, doce e graciosamente impele os homens todos a se chegarem a Ele, caso possam comer deste banquete de convidados. E isto faz Ele: nunca violando a agencia livre de cada homem, sem violentar sua vontade própria, mas pelo poder dum certo tipo de graça a qual que tem poder de instigação.

Posso exercer e fazer valer minha própria vontade sobre a vontade de outro homem, mas mesmo assim, o outro homem poderá corresponder de livre e espontânea vontade sob a minha, pois a persuasão é sempre dirigida de forma a serem sujeitas aos mecanismos da mente humana. Deus Jesus sabe como, através de Seus argumentos irresistíveis e únicos em Sua forma de agir peculiar, traduzir essa mensagem na mente humana conquistando e persuadindo ora pelo temor, ora pelo amor; e assim conquistando, passo a passo, sob a influencia segura do Espírito Santo, operando dentro de todos os circuitos da alma, submete todo o homem a Deus, para que, onde antes era rebelde, seja agora obediente pois Quem o quer salvar não o faz para mal e por essa razão pode qualquer homem ser sujeito às leis e à sujeição ao seu Deus sem nunca perder nada nesse amor perfeito.

Mas como e porque serão conhecidos aqueles quem Deus chamou? Por este resultado: os que se submetem em alegria de espírito aceitando todo o Cristo, quanto Ele é e faz neles mesmos, vindo ainda até Ele através duma fé não fingida, descansando sobre Ele, sendo Jesus toda a sua salvação integralmente. Leitor, veio assim, desse jeito, a Jesus?

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C. H. Spurgeon
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A Alvo - Lloyd-John

Leitura: Mateus 5.43-48
“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48).


Um homem, ao celebrar seu 95º aniversário, afirmou não ter inimigos. “Como é que depois de viver 95 anos o senhor não tem inimigos?” perguntou-lhe alguém. “Sobrevivi a todos eles!” foi a sua resposta. Rimo-nos. Mas então começamos a pensar. A maioria de nós não é tão feliz assim. Certas pessoas nos perturbam a vida toda.

Quais são seus inimigos? Pense neles. Agora examine a ordem de Jesus a respeito de amarmos os nossos inimigos. Ele foi muito além do mandamento de amar as pessoas de quem gostamos. Devemos amar e bendizer e fazer o bem àqueles que nos odeiam e nos maltratam.

O segredo de fazer tal coisa é tornarmo-nos como Jesus. Somos filhos do Senhor. Recebemos a sua natureza. É para isso que ele veio: afim de transformar a nossa natureza interior e capacitar-nos a amar como ele ama. Focalize o pensamento
em seus inimigos e a seguir faça a si mesmo a pergunta: “O que exige o amor que eu falca?” Precisamos sobreviver aos nossos inimigos, não em longevidade, em abundância de anos, mas em qualidade de aceitação e reconciliação graciosas do Senhor. Este é um dia para amarmos aos nossos inimigos.

Que desafio espantoso! Devemos ser perfeitos assim como nosso Pai celestial é perfeito. A palavra grega usada para traduzir “perfeito” neste versículo é TELIOS que, no aramaico, significa “propósito”. Devemos ser perfeitos na realização do nosso propósito. Assim como o nosso Pai celestial continuamente realiza o seu propósito momento a momento, da mesma forma, agora podemos faze-lo. Isso nos força a examinar o motivo pelo qual estamos vivos. Fomos criados a fim de ser amados e amar.

Nosso alvo não é o perfeccionismo mediante nossa própria força, mas a decisão de atingir nosso objetivo último de receber e comunicar o amor divino. É essa a nossa prioridade máxima. Todos os outros alvos menores da vida devem encaixar-se neste propósito maior. O que, na vida do leitor, impede este alvo primário?

HOJE É O DIA DE REALIZAR O MEU PROPÓSITO REAL.


Lloyd John Ogilvie
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Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Seu Corpo - Martinho Lutero.

Leia em sua Bíblia: Hebreus 9.11-15

SEU CORPO E SANGUE

Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo”. (v. 14)



O autor se refere a dois tipos de sacerdócio. O antigo sacerdócio era material, com adornos, casa, sacrifícios, perdão e demais coisas de ordem material. O novo sacerdócio é espiritual, com adornos, casa sacrifício e demais coisas de natureza espiritual. Pois quando Cristo exerceu sacerdócio e ofereceu sacrifício na cruz, não se apresentou vestido de seda, ouro e pedras preciosas, mas de amor divino, sabedoria, paciência, obediência e todas as demais virtudes.

Isso foi visto apenas por Deus e por aqueles que tinham o Espírito, pois se trata de adorno espiritual.

Porque, embora as pessoas tenham visto o corpo e sangue de Cristo como se vê qualquer outra coisa material, não puderam ver que se tratava de um sacrifício e que Cristo estava oferecendo esse sacrifício. Seu sacrifício foi diferente daquele oferecido por Adão, onde
não somente o novilho, o cordeiro, a ave, o pão, etc., eram materiais, mas também se via claramente que se oferecia sacrifício e que aquilo era um sacrifício. Mas Cristo se sacrificou a si mesmo, no coração, diante de Deus, algo que ninguém viu nem notou. Por isso, seu corpo e sangue são sacrifício espiritual.


Assim também o tabernáculo ou a casa e as igrejas de Cristo são espirituais, isto é, estão nos céus ou diante da face de Deus. Pois na cruz Cristo estava pendurado, não num templo, mas diante da face de Deus, onde ainda continua até hoje. Outrossim, o altar é, num sentido espiritual, a cruz. Porque o madeiro as pessoas certamente podem ver, mas que se tratava do altar de Cristo, isso ninguém percebeu. Assim também a sua oração, o derramamento de seu sangue, seu incenso, tudo isa era espiritual, pois tudo se deu através de seu Espírito.

Disso resulta que também o fruto ou proveito de seu sacrifício e ministério, a saber, a remissão dos pecados e nossa justificação, eram de ordem espiritual.


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M. Lutero
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O Menor de todos... C. H. Spurgeon

“A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo”. Ef. 3:8

O Apostolo Paulo sentia que era para ele um enorme privilégio poder pregar todo o evangelho. Não olhava para seu ministério entre os gentios como algo penoso e árduo, mas penetrou nele com enorme entusiasmo e espontaneidade. No entanto, Paulo por muito agradecido que estivesse quanto ao seu novo ofício, seu sucesso sempre lhe seria uma humilhação.

Quanto mais cheio estiver um vaso, mais fundo se tornam suas águas. Pessoas vãs podem mesmo ser indulgentes nesta questão de conceitos e preconceitos sobre habilidades, pois nunca são provados pelas mesmas. Mas qualquer obreiro sério e seriamente locomovido, logo aprende a arte das suas próprias fraquezas. Caso busque ser humilde, experimente trabalhar arduamente. Quando conseguir considerar sua inutilidade total, tente então fazer algo grandioso por Jesus.

Se sentir que é completamente inoperante, será porque está separado de seu Deus por inteiro. Experimente em especial pregar as riquezas deste evangelho em Cristo e logo saberá quão pequeno e insignificante você é realmente, mediante tão enorme grandiosidade diante de si. Sendo o apóstolo conhecedor de suas próprias incapacidades e as confessasse aos sete ventos da terra, estava perplexo quanto a
ser objeto de tão grande ministério. Desde seu primeiro sermão até ao seu ultimo, Paulo pregou apenas Cristo e nada mais que Cristo.

Ele elevou bem alto a cruz, exaltando o Filho de Deus sobre ela. Siga seu exemplo em todos os seus mais remotos sacrifícios, para que seja espalhada a mensagem de Cristo e que “Cristo crucificado” seja também seu único tema e motivo de seu discurso. Todo crente deveria ser como aquelas flores de primavera as quais, quando sai o sol, abrem suas pétalas douradas como que dizendo “Enche-nos com teus raios de luz e crescimento”. Mas quando o sol se esconde por detrás duma nuvem que passa, elas encerram seu esplendor e baixam suas cabecinhas.

Assim deveria qualquer crente sentir a doce influência de Cristo em toda a sua vida. Jesus tem necessariamente de ser seu sol na totalidade e você como uma flor que acolhe sem preconceitos todos os seus raios de Justiça. Ó, só o falar de Cristo, esse é o tema real o qual é sempre “semente ao que semeia e pão para quem come” 2Cor 9:10. Este é aquela brasa de fogo vivo que recai sobre os lábios de quem se pronuncia, a chave mestra do coração de todo o ouvinte.


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C. H. Spurgeon
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Louvor - Lloyd-John

LOUVOR E NÃO PRESUNÇÃO

Leitura: Apocalipse 2.20.
“Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (v.10)

A vida, mensagem e martírio de Plicarpo, bispo de Esmirna, ajuda-nos a focalizar o significado da mensagem de Jesus à igreja aí.

Policarpo recusou-se a unir-se ao culto a César e instruiu os cristãos a serem fiéis a Jesus Cristo, seu único Senhor. Finalmente, seu testemunho custou-lhe a vida. Num dia de excitação e frenesi em que as multidões se encontravam inflamadas, Policarpo teve de escolher: Adorar a César como um deus, ou morrer.

A resposta de Policarpo tornou-se imortal: “Tenho servido a Cristo por oitenta e seis anos, e ele jamais me fez nada de errado. Como posso blasfemar o meu Rei que me salvou?”

O povo enraivecido juntou gravetos para a fogueira em que ele devia ser queimado. “Agradeço-te o teres-me achado digno deste dia e desta hora, para que eu possa receber uma porção no número dos mártires, no cálice do teu Cristo”.

E assim morreu Policarpo. A luz deste fato podemos compreender a Escritura apocalíptica, Jesus louvou a fidelidade do seu povo em Esmirna.

Recebemos uma grande herança. A fé, que muitas vezes damos por segura, foi defendida a grande preço. Somos felizes por ter a liberdade de adoração na qual podemos seguir a Cristo abertamente. Mas não ousamos toma-la como coisas assentada. Ela devia levar-nos à fidelidade e a obediência a Cristo hoje. Forças há que procuram destruir a nossa liberdade. Devemos batalhar contra essa tendência com o fervor de Policarpo. O Louvor é o antídoto da presunção.

Jesus Cristo é o Senhor. É este o credo básico do Cristão. O que ele significa para você???


Lloyd John Ogilvie
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Terça-feira, Agosto 29, 2006

Ingratidão - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Salmo 116.1-14

INGRATIDÃO

“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor”. (vv. 12.a)

Assim está escrito no Salmo. E Deus nosso Senhor diz: Sim, meu filho, isso já me basta”.
Mas, são poucos dos quais o bondoso Pai recebe isso. A maioria despreza sua palavra e blasfema, ignorando que tudo que temos nos foi dado por Deus em sua graça. Mas não se limitam a isso. Chegam a ponto de pendurar no madeiro o Filho de Deus, que foi enviado por Deus para nosso consolo e para salvação do pecado e da morte eterna.

Seria de esperar que Deus fosse, simplesmente, inimigo desse mundo, recusando-se a fazer-lhe o bem. Mas ele não se irrita; continua sendo bondoso e gracioso, ajudando, apesar de tudo
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Por isso, não basta aprender a ser agradecido. É preciso aprender também a virtude que aceita a ingratidão. E essa virtude somente Deus e o verdadeiro cristão têm.
Portanto, quem deseja ser cristão, deve aprender que sua bondade, fidelidade e serviço nem sempre virão acompanhados de agradecimento.

Ele também terá de estar disposto a receber ingratidão. Agora, não devemos deixar que isso mude o nosso comportamento, fazendo com que desistamos de servir e ajudar os outros. Pois, se alguém se esforça ao máximo, e em troca só recebe desaforos, é virtude cristã e genuíno fruto da fé saber dizer: “Não se preocupe, porque isso não vai me fazer perder a calma nem que desanime. Vou agüentar firme e, apesar de tudo, ajudar onde for possível.

Se você é ingrato, sei de alguém maior do que a gente no céu; ele vai dizer o ‘muito obrigado’ em seu lugar, e isso me será preferível a sua ingratidão”. Essa é uma atitude cristã e , no dizer de Salomão, é como derramar brasas vivas sobre a cabeça do ingrato.

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M. Lutero
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Redenção - C. H. Spurgeon

“O jumento, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas se não quiseres resgatá-lo, quebrar-lhe-ás a cerviz”, Ex.34:20

Cada criatura primogênita tem de pertencer ao Senhor, mas como o jumento era considerado impróprio, nunca poderia ser apresentado como sacrifício. Que fazer então?

Deve ser permitido a sair em total liberdade e impunidade de toda a lei universal? De jeito nenhum! Deus não permite excepções nenhumas! Todo o jumento é também devedor, mesmo que seja algo que Deus nunca aceitará em Seu altar. Deus não condescenderá mesmo nunca se agradando da vitima. Nenhuma forma de escape foi sugerida, apenas redenção.

A criatura teria de ser redimida por um cordeiro substituto e caso não fosse remida, morreria. Minha alma, eis aqui uma lição de proveito para ti. Esse animal nefasto e impuro és tu. És de todo propriedade exclusiva do Senhor, o Qual te preserva e mantém, mas és pecador diante d’Ele e por essa razão Ele não poderá aceitar-te, nem o fará sob pretexto algum. Foi assim que tudo se deu: o Cordeiro de Deus tem de ser sacrificado em teu lugar, ou a alternativa será morreres eternamente. Que se torne conhecido de todo mundo o quanto estás grato por este Cordeiro Imaculado, o Qual verteu Seu sangue por ti também, retirando de cima de ti toda a maldição da lei.

Acha que nunca foi coisa de passar pela cabeça dum Israelita a razão porque deveria morrer um e nunca o outro? Um homem compassivo não se deteria a pensar na discrepância entre valores de alma, neste caso da do Senhor Jesus que teria necessariamente de vir a morrer como Cordeiro e que o homem besta saísse assim poupado? Minha alma, maravilha-te de tal coisa, de tal amor sem qualquer limite natural para contigo e para com todos os outros da raça humana.

Bicho rastejante que és, foste comprado, resgatado com o sangue precioso do Filho do Altíssimo! Pó e cinza remido por um preço altíssimo, muito mais valioso que ouro e prata. Que perdição haveria de ser a minha, caso esta redenção nunca se tivesse dado! O quebrar de meu pescoço seria a minha penalidade exclusiva, mas quem medirá a ira vindoura para a qual nenhum limite se achará nem imaginará? Inestimável e querido é o Cordeiro glorioso, o Qual nos redimiu de tal perdição como essa!

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C. H. Spurgeon
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Querer Uma Única Coisa - Lloyd-John

QUERER UMA ÚNICA COISA

Leitura: Mt 21.28-32; Mt 5.8.
“Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi (Mt 21.30). Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8)

O que significa ter um coração limpo? A sexta bem-aventurança nos desafia. Coração, no pensamento hebraico, conota a personalidade toda. O Novo Testamento em geral interpreta a pureza não apenas como limpeza, mas também como singeleza de coração.

Jesus aborrecia os fariseus de mente dobre. A duplicidade causava confusão e enfermidade moral. Ser hipócrita é ter mente dobre. Jesus queria gente que desejasse apenas uma coisa: conhece a Deus e fazer a sua vontade.

Uma pessoa verdadeiramente feliz, bem-aventurada, é aquela que finalmente descobriu não ter outro propósito senão ser fiel e obediente a Deus. Essa pessoa possui uma base sobre a qual determinar o valor, a prioridade e o propósito de tudo o que faz. Vive para glorificar a Deus e desfrutar dele.

A moléstia espiritual do Cristianismo atual é a ambivalência – a incapacidade de decidir-se entre duas alternativas. “Limpo” significa puro, não adulterado, sem mistura. Pureza de coração é ausência de motivos mistos. Acima e além de todas as pessoas e grupos, devemos ser leais a Deus.

A pureza de coração é uma luta constante, Todos os dias, em todas as situações, as opções apresentam uma oportunidade nova de buscar primeiro o propósito e plano de Deus. Nossas motivações jamais são obedecer-lhe, e entregar-nos novamente à compreensão e realização da sua vontade. Somos todos iguais ao filho que disse que iria mais não foi. Ser puro de coração é colocar a palavra e a ação em obediência à pureza de motivo de amar e obedecer a Deus.

SER PURO DE CORAÇÃO É DESEJAR UMA ÚNICA COISA.


Lloyd John Ogilvie
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Segunda-feira, Agosto 28, 2006

Loucura - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Atos 2.5-13

O Evangelho é loucura

“Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados”. (v. 13)

Certa vez, no dia de pentecoste, Cristo deu o Espírito Santo a seus discípulos de forma visível, quando apareceram distribuídas entre eles línguas como de fogo, eles passaram a falar em muitas línguas, expulsaram demônios, curaram doentes, etc.
Hoje, porém – e vai ser assim até o fim do mundo – ele não mais dá o Espírito Santo e seus dons da mesma maneira. Hoje, ele dá o Espírito Santo e seus dons a seu povo de forma invisível e sem grandes manifestações externas.

Agora, porém, da mesma forma como a razão humana não acredita que Cristo venceu e aprisionou todos os nossos inimigos, o pecado, a morte, etc., assim ela também não acredita que Cristo distribui dons entre os homens. Porque quando os apóstolos receberam o Espírito Santo no dia de pentecostes, falaram em outras línguas, foram e pregaram em Jerusalém, na Judéia, em Samaria, e depois, por ordem de Cristo, foram para o mundo inteiro, quem acreditou que eles estavam certos da cabeça? Na verdade, seus próprios compatriotas, os judeus, disseram que eles estavam loucos e cheios de vinho doce, que estavam possessos e cheios de demônios. E,assim, tanto judeus quanto gentios os mataram como blasfemos, charlatães e agitadores malvados.

Eis porque o mundo não vê nem reconhece os dons do Espírito Santo, mas os despreza e zomba deles. E tudo o que nosso Deus diz e faz não serve e nem pode servir para o mundo. A palavra de Deus ele a considera heresia e doutrina de demônios; agora, a doutrino do diabo ele a aceita como se fosse palavra de Deus. A palavra de Deus não tem valor para o mundo, é considerada demoníaca.

Mas a obra do diabo, esta o mundo tem em alta conta e a chama obra de Deus. Somente os cristãos reconhecem e estimam a palavra de Deus como o maior tesouro na terra e reconhecem a dignidade e o poder de suas maravilhosas obras, embora seria de se esperar que se maravilhassem diante delas e as estimassem mais ainda. A experiência dos apóstolos confirma-se em nossos dias também.

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M. Lutero
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Deus Escolheu - Spurgeon

“Escolheu para nós a nossa herança” Sal 47:4

Filho de Deus, se a herança que te cabe agora é insignificante, está feliz porque assim é. Podes estar seguro que é o que melhor te serve neste momento. Sabedoria suprema, aquela que não erra, foi essa Quem ordenou que o teu lote fosse assim assegurado. Nem melhor nem mais seguro deve haver por agora.

Qualquer embarcação de grandes proporções deve poder navegar rio acima também; mas se encontra por ali um banco de areia, não passa onde uma pequena embarcação pode passar sem qualquer dificuldade. Se alguém por acaso perguntar “porque razão se desvia o capitão duma embarcação tão forte para a parte mais profunda do rio quando sobe a corrente?” A resposta desse homem sábio seria, sem qualquer dúvida: “para que tenha como chegar ao porto! Se não escolher meu caminho, não terei como lá chegar”.

Assim, sabendo e tendo em conta aquilo que pode e não pode fazer, tem como salvar tanto a sua embarcação, como também a sua própria vida. Então, caso o seu supremo Capitão experimentado não o desviasse tão sabiamente como o faz por vezes, para as partes mais profundas das águas onde se move, nas profundezas de todas as aflições onde ondas gigantescas se podem suceder uma à outra, que seria de si, cara embarcação? Muitas plantas morrem se colhem sol a mais – outras se apanharem de menos.

Talvez você haja sido plantado onde há pouco sol e onde está mais frio; mas recorde quem o colocou onde está, pois ali sua perfeição estará assegurada dentro daquelas proporções que sua constituição suporta sem sucumbir. Caso não resplandecesse aquele amor do alto sobre si, logo estaria colocado e plantado num qualquer jardim ou pantanal onde água ou sol em demasia poderiam ditar seu fim assim sem mais nem menos. Foi ali colocado por Deus, por quem melhor sabe porque deve ali estar – nunca queira ser como as outras plantas, pois pode morrer se seu desejo lhe for concedido. Caso fosse você quem escolhesse as suas muitas circunstâncias de vida atroz, logo o acharíamos reclamando contra seu Deus, dizendo que é Sua culpa estar sofrendo uma dor de morte sem fim nem finalidade aparente.

Assim, pode orar dizendo: “Senhor, escolhe Tu minha herança por mim, pois de outro jeito serei fustigado pela falta de minha sabedoria que me irão assegurar muita tristeza sem fim”. Sinta-se satisfeito e diga também “As sortes me caíram em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança”, Psa 16:6. Segure firme em sua cruz, pois ela será seu suporte, seu único bem por agora. Levante-a todos os dias, carregue essa mesma cruz feita da mesma madeira, que nunca muda para variar, todos os dias até que ela seja para sempre espetada no chão onde vai matar um monstro que vive em si ainda. Erga sua cabeça e respire fundo, pois quem o criou ainda não o esqueceu – porque suspira ainda? Ande e forneça Deus e Sua glória de toda a boa obra que é ainda possível em si, por si.

Faça tudo para glória de Deus, para Ele. Ó impaciência cruel, não escolhas tu teu caminho, pois és inconstante e infiel, não sabes para onde vais ainda. Tu escolhes em conformidade com teus apetites, mas não sabes para onde deves ir, nem porque deves ir para lá. Não te cabe a ti escolher meu lote, mas sim o Senhor do meu coração. “as tempestades e tribulações de qualquer vida virão por certo – mas uma fé humilde vê o grande amor por detrás de tudo aquilo que lhe pode ocorrer e suceder; isto é o que me faz feliz ainda”


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C. H. Spurgeon
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O Paradoxo do Poder - Lloyd-John Ogilvie

O PARADOXO DO PODER

Leitura: Marcos 15.25-32
“De igual modo os principais sacerdotes com os escribas, escarnecendo, entre si diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Mc 15.31)

Pouco sabiam os principais sacerdotes haverem declarado o paradoxo central do poder espiritual. Pensavam haver exposto Jesus ao ridículo. Pelo contrário, expressaram a convicção mais profunda de Cristo acerca da vida.

É claro que Jesus podia ter salvo a si mesmo. Mas ele tinha vindo para salvar o mundo. Ele deu a sua vida em resgate por um povo cativo e pecador.

Um paradoxo se compõe de dois fatos aparentemente contraditórios e que devem ser conservados juntos como partes inseparáveis de uma verdade básica. A afirmação dos principais sacerdotes apresentou dois aspectos da vida que Cristo viveu e nos chamou a viver.

Devemos gastar a nós mesmos com os outros e confiar-nos a ele.

Durante toda esta semana da vida de Jesus, espantamo-nos em constatar que ele jamais se defendeu. Ele se preocupava com seus seguidores e com o cumprimento do plano de Deus e não com sua próprio segurança.

Os cristãos são o povo de Deus, vulneráveis, e que não se defendem. Não desperdiçam energia estabelecendo planos de proteção inútil, longa e custosa. Essa é a prerrogativa divina. Cremos que Deus protege os justos com poder. Nosso propósito consiste em simplesmente cuidar dos outros sem pensar no custo.

O segredo da liberdade é o paradoxo do poder. Visto que o Senhor nos salvou, já não precisamos tentar salvar a nós mesmos. Tornamo-nos partes da estratégia que ele tem par salvar os outros. Já não estamos sujeitos à necessidade de entesourar nosso tempo e nossa vida privada. Fomos abençoados além de todas as medidas a fim de sermos benção. Nosso propósito é dar a nós mesmos em cuidado e participação.

É isso: Se o Senhor for nossa segurança máxima, não teremos necessidade de defender a nós mesmos.


Lloyd John Ogilvie
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Domingo, Agosto 27, 2006

Os Salmos

Leia em sua Bíblia: Colossenses 3.12-17

Os salmos

“Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações”. (v. 16)

Os salmos não nos apresentam a fala simples, comum dos santos, mas a melhor, aquela que usaram para falar com Deus com grande fervor sobre assuntos dos mais importantes. Este é o maior presente que os santos nos deram nos salmos: podermos saber o que sentiam e como falaram com Deus e com as outras pessoas.

Pois o coração humano é semelhante a um navio sobre o mar revoltoso, jogado de lá para cá por ventos tempestuosos dos quatro cantos da terra.

Tais tempestades ensinam a orar com fervor e a abrir o coração e pôr tudo para fora. Pois quem está mergulhado no medo e cercado de perigos fala dos problemas com palavras bem diferentes daquelas que seriam empregadas por alguém que está vibrando de alegria. E aquele que está vibrando de alegria, quando se refere a coisas alegres, fala e canta de forma bem diferente daquele que está mergulhado no medo. Quando vemos uma pessoa triste rir ou uma pessoa alegre chorar, dizemos que isso não vem do fundo do coração, que isto não revela o que se passa em seu íntimo.

O que são os salmos em sua maioria senão fervorosas orações feitas em meio a tais ventos tempestuosos? Onde é que vamos encontrar palavras mais lindas sobre alegria do que nos salmos de louvor ou gratidão? Ali, os santos abrem seus coração e pode-se ver algo semelhante a jardins floridos, sim, como o próprio céu. Ali, desabrocham, qual lindas flores, toda sorte de palavras bonitas e felizes, que se dirigem a Deus e falam de sua bondade.

Por outro lado, onde é que vamos encontrar palavras que exprimem tanta tristeza, queixa e miséria como as palavras dos salmos de penitência? Aqui pode-se, isto sim, ver no coração dos santos algo que se parece com a morte, sim, com o próprio inferno. Como tudo ali é escuro e tenebroso à vista do furor de Deus! Assim, quando falam de temor e de esperança, os salmistas usam palavras tais que nenhum pintor seria capaz de reproduzir num quadro, e orador algum, nem mesmo Cícero, seria capaz de descrever.

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M. Lutero
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Bom Mestre - C. H. Spurgeon

“Bom Mestre”, Mat.19:16

Se este jovem usou mesmo este título para com o Senhor Jesus, com maior propriedade ainda poderei ser eu a endereçar meu Deus dessa forma. Ele é de fato meu Mestre, em ambos os sentidos, tanto de reinado como de ensino. Delicio-me em andar nos seus caminhos errantes, de me sentar a seus pés também. Sou tanto seu discípulo quanto posso ser seu servo e tenho como honra poder usufruir de ambos esses títulos em mim mesmo.

Se Ele me perguntasse um dia porque razão Lhe chamo de “Bom Mestre”, é óbvio que terei de Lhe responder de pronto. É verdade que “Um só é bom, isto é Deus”. Mas ele é Deus e toda a bondade da Divindade está n’Ele expressa e presente. Na minha curta experiência, descobri que Ele é bom de fato e mesmo que tudo de bem que detenho em mim mesmo veio d’Ele. Ele se revelou muito bondoso quando eu ainda me achava morto em meus pecados e ressuscitou-me dos mortos através do Seu poder infinito. Ele tem sido bom nas minhas necessidades, dentro das minhas tribulações, problemas e tristezas.

Não poderia haver um Mestre melhor, pois seu serve a liberdade, Sua regra é o amor. Que me fosse possível ser um milésimo daquilo que Cristo é em bondade! Quando Ele me ensina como Rabi, Ele se manifesta incomparavelmente bondoso, Sua doutrina é divina, Sua maneira de a revelar e manifestar é única e precisa, Seu Espírito consolador e delicioso de ser ouvido. Nenhum erro sai de Sua boca santa para se misturar com a instrução, pura é toda a verdade que brota de Seus lábios e todos os Seus ensinos nos levam àquela fonte de toda a bondade e beleza de espírito, santificando tanto quanto edifica, cada discípulo. Os anjos acham-No ser um Bom Mestre também e deliciam-se em Lhe fazer as honras da casa diante de Seu trono.

Os santos anteriores a nós comprovaram que Ele era de facto um Bom Mestre e cada um deles aprendeu que era verdade quando se cantava “Eu sou Teus servo Senhor!” Meu testemunho simples deve também fazer-se ouvir em igual sentido ao deles. Serei testemunha fiel de Sua boa bondade real diante de meus familiares e vizinhos, pois cada um deles poderá ainda vir a conhecer meu Senhor pessoalmente como Seu Mestre também. Que bom seria que todos assim fizessem! Nunca se arrependeriam desse gesto tão oportuno e sábio. Caso resolvessem levar sobre si mesmos aquele jugo suave, descobririam suas almas no mais intenso paraíso, em serviço real no qual se alistariam de forma eterna.

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C. H. Spurgeon
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Fracasso - Lloyd John Oglivie

FRACASSO EM PERMITIR QUE DEUS USE OS FRACASOS

Leitura bíblica: At 11.25; 13.13; 15.37-39; 1Pe 5.4-14

“Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos (1Pe 5.13)

Pode Deus usar até mesmo os nossos fracassos, fazendo-os concorrer para o nosso bem último? Sim!!! Considere o caso de Marcos.

Ele desistiu de ser missionário. Não agüentou os rigores e os perigos das viagens missionárias de Paulo. Foi para casa como um fracasso. Mais tarde, querendo Barnabé levar o jovem na aventura missionária, Paulo recusou-se. Surgiu uma desavença entre Paulo e Barnabé sobre o que fazer com Marcos. Finalmente, Barnabé pegou Marcos e foi para Chipre.

Ficamos a imaginar o que aconteceu com Marcos sob o ministério de barnabé. O nome de Barnabé significa “Filho da Consolação”. É exatamente isso o que ele foi para Marcos. Ele o tirou do seu fracasso e o levou de volta à fé. Deus não havia desistido de Marcos; nem tampouco o faria Barnabé. Chegada a hora certa e Marcos estando pronto, Pedro assumiu o ministério de reconstrução.

O grande pescador sabia o que era falhar para com o Senhor e receber nova oportunidade de recomeçar. Por causa de sua própria experiência, ele pôde oferecer coragem e esperança ao jovem Marcos. Deus estava operando os planos e propósitos que tinha para Marcos.

Com Pedro, Marcos aprendeu em primeira mão a vida, a mensagem e o ministério de Jesus Cristo. Mas tarde, baseado em relatos de Pedro, Marcos escreveu o segundo Evangelho, um registro para a igreja primitiva do que Cristo fez e disse com Salvador. Isso não teria sido possível se ele houvesse permanecido com Paulo. O Senhor usou um desapontamento profundo a fim de dar-nos o Evangelho de Marcos. E, com o tempo, Marcos e Paulo se reconciliaram.

Que lição podemos tirar dessa história? Podemos confiar nossos fracassos ao Senhor? Conseguiremos crer que uma mágoa levou a uma esperança? O desafio é confiar ao Senhor nossos fracassos. Ele pode conduzir-nos pra uma direção nova, que de outra forma jamais teria sido possível. Que Senhor espantoso!!

Lloyd John Ogilvie
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Sábado, Agosto 26, 2006

Está Oculto

Leia em sua Bíblia: Leia em sua Bíblia: Lucas 19.41-44

Deus adverte sem cessar

“Mas isto, agora, está oculto aos teus olhos”. (v. 42b)

Isto, porém, agora, está oculto a seus olhos. Por isso, você, Jerusalém, continua vivendo em segurança, como se não houvesse perigo. Mas isso não vai durar muito, pois o fim virá. E já está bem próximo, embora ainda oculto a seus olhos.

A essa altura, alguém poderia perguntar: Por que cargas d’água o nosso Deus oculta o castigo? Por que não castiga de vez? Resposta: Ele procede assim para demonstrar sua paciência, para ver se nós nos emendamos e queremos buscar sua graça. Pois se Deus fosse intervir com trovões e relâmpagos cada vez que o merecêssemos, ninguém de nós viveria mais de sete anos. Por isso retém o castigo, visando dar-nos tempo e espaço para mudarmos de vida. Isso é próprio de Deus que, dessa forma, enaltece sua misericórdia para conosco. Por isso, faça meia volta enquanto é tempo, arrependa-se e emende sua vida.

Esta é a intenção de Cristo ao dizer: Mas isto, agora, está oculto aos seus olhos. É como se dissesse: “Não se iluda com o fato de o castigo estar oculto. Você me matará e derramará o meu sangue a exemplo do que fez com outros profetas antes de mim. Eu fico bem calado, deixo que aconteça e me submeto ao sofrimento”. Isso levará você, Jerusalém, à conclusão de que sempre será assim e que seu crime ficará impune. Por isso, ninguém se empenha por levar uma vida mais santa.

Mas, cuidado! pois você não está livre de castigo. Se pudesse ser convencida, assim que pudesse crer, não procuraria uma forma de escapar do castigo. Mas você não acredita nisso. E assim continua a viver tranqüila, deixa escapar a oportunidade de sua visitação na qual é advertida e poderia voltar à graça, está segura de si mesma e não se emenda. É precisamente este o pecado, Jerusalém, que fará que a ira de Deus a alcance e surpreenda.

Aqui, trate de assimilar bem e note o que Deus considera o maior pecado, aquele que ele menos tolera: seu povo não reconheceu a oportunidade de sua visitação.


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M. Lutero
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Confiai Nele - C. H. Spurgeon

“Confiai nele, ó povo, em todo o tempo”, Sal.62:8

A fé tanto é necessária nas coisas terrenas como nas espirituais. Devemos crer e confiar pelas coisas terrenas tanto quanto pelas celestiais. Quando confiamos em Deus pelo que necessitamos diariamente, mantemos o nosso nível de vida interior acima daquele que o mundo conhece. Não temos por que ser fúteis, sabendo que isso manifesta que não confiamos no Senhor. Não nos devemos entregar à pressa trazida pela preocupação. Também não podemos ser imprudentes, pois assim nos estaríamos entregando ao acaso e à sorte. Deus é ordem e economia de recursos e de tempo. Toda a prudência e justiça interior nos são necessárias para confiarmos apenas no Senhor em todo o tempo.

Permita-me recomendar-lhe uma vida de confiança no Senhor no tocante a matérias temporárias também. Caso confie em Deus nunca se desgastará pelo sentimento de amargura por se haver entregue a actos pecaminosos para desenvolver-se em
riquezas temporárias. Sirva Deus com toda a integridade pessoal e caso não haja obtido o sucesso que pretenderia, no mínimo livrou-se de todo pecado e sua consciência permaneceu intacta. Confiar em Deus permitir-lhe-á não entrar em contradição. Aquele que confia nas suas próprias artes de navegação, sai para o mar da complicação hoje e sairá ainda amanhã e os ventos próprios desse mar empurrarão sua embarcação para um lado e outro conforme os ventos.

Mas todo aquele que confia no Senhor será como uma embarcação estimulada pelo vapor da vida, cortando as ondas, desafiando ventos e tempestades e deixando atrás de si uma linha de exemplo branca e fácil de ver pelos que querem seguir o mesmo caminho até lugares de descanso. Seja você um homem de descanso, vivendo por princípio da palavra interior. Nunca se submeta aos costumes deste mundo que estão sempre sujeitos a todo tipo de variações. Ande pelo seu caminho de integridade absoluta com passos firmes e revele que é infinitamente forte o quanto baste naquela confiança que crer em Deus lhe aufere em todo tempo. Será assim retirado de problemas de todo o tipo de ansiedade, pois nunca será assolado por más noticias e seu coração se fixará num propósito claro e de fácil obtenção porque confia em seu Senhor.

Como é agradável flutuar nas correntes de toda a providência! Não existe melhor modo de vida do que a vida de confiança num Deus que cumpre pactos e promessas feitas, pois Ele é um Deus de grandes Concertos ainda. Não devemos estar preocupados, pois Ele cuida de nós e não temos problemas invulgarmente pesados, pois todos esses pesos são colocados sobre o Senhor.






Teu Reino Venha - Lloyd-Jones

O reino de Deus é isso mesmo – o Seu reinado; é a lei e o governo de Deus... Em certo sentido, o reino já veio.

Veio quando o Senhor Jesus Cristo esteve aqui. Disse Ele: “Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Lc 11.20).

O que com efeito disse, foi: “O reino de Deus está aqui agora; estou exercendo esse poder, essa soberania, esse domínio; é o reino de Deus”... Também o reino de Deus está neste momento aqui, nos corações e vidas de todos quanto se submetem a Ele, em todos os que nEle crêem. O reino de Deus está presente na Igreja, no coração de todos aqueles que são verdadeiramente cristãos verdadeiros. Cristo reina sobre esse povo. Mas ainda está por vir o dia em que o Seu reino será estabelecido na terra...

Esse dia vem. Toda mensagem da Bíblia olha prospectivamente para isso. Cristo veio do Céu à terra para fundar, estabelecer e introduzir esse reino. Ele ainda está ocupado nessa tarefa e a continuará até o fim, quando estará consumada. Então, segundo Paulo, Ele o entregará a Deus Pai, “para que Deus seja tudo em todos”.

Nossa petição, então, realmente significa o seguinte: Devemos ter grande anelo e desejo de que o reino de Deus estenda em nosso próprio coração... Devemos também estar ansiosos pra ver esse reino estendendo-se na vida e no coração doutros homens e mulheres. Portanto, quando nos pomos a orar: “Venha a teu reino”, estamos orando pelo sucesso do Evangelho, de sua influência e poder; estamos orando pela conversão de homens e mulheres; estamos orando para que o reino de Deus venha... a toda parte no mundo. Mas o alcance é ainda mais amplo... significa que devemos estar antecipando o dia em que todo pecado e mal e erro e tudo que se opõe a Deus terá sido finalmente destruído... para que o nome de Deus seja glorificado e engrandecido acima de tudo e de todos.

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L-Jones
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Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Minhas Ovelhas - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: João 10.14-18

Conheço as minhas ovelhas

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas”. (vv. 14s.)

Quem é que conhece e reconhece as ovelhas mesmo quando estão submersas e atoladas em sofrimento, vergonha. Humilhação, morte, escândalo, etc., de sorte que nem elas se conhecem a si mesmas? Certamente ninguém a não ser Cristo. Ele as consola, dizendo que, apesar de tudo aquilo que faz com que o mundo e nossa própria carne e sangue se escandalizem, conhece suas ovelhas, não se esquece delas nem tampouco as abandona.
E para imprimir isso mais e mais em nosso íntimo, ele apresenta esta comparação: “assim como meu Pai me conhece a mim”.

Também este é, sem dúvida alguma, um conhecimento altamente oculto: que Deus, o Pai, conhece seu amado Filho unigênito, que jaz na manjedoura como filho do mais miserável dos mendigos, que não somente passa por
desconhecido aos olhos de todo o seu povo, mas também é desprezado e rejeitado; sim, ele que está suspenso entre céus e terra de forma tão vergonhosa e humilhante, despido e nu, no meio de dois assassinos, como o pior blasfemo e agitador, maldito de Deus e de todo o mundo, a ponto de dirigir-se a Deus com grande e angustiante clamor: “Meu Deus, meu Deus, como tu me abandonaste”. E, mesmo assim, ele diz, nesta passagem: “Meu Pai me conhece” (mesmo em meio a esse sofrimento e vergonha e apesar dessa aparência escandalosa) como seu único Filho, enviado por ele para ser o sacrifício e dar a minha vida em favor da salvação e para o resgate de minhas ovelhas.

Assim também eu o conheço e sei que ele não se esqueceu de mim nem me abandonou, mas livrará e conduzirá por vergonha, cruz e morte para honra, vida e glória eternas.
Assim também as minhas ovelhas, em sua miséria, humilhação, sofrimento e morte, devem aprender e aprenderão a me conhecer como seu amado e fiel Salvador, que também sofreu como elas estão sofrendo e que deu sua vida por elas. E, certamente, confiarão em mim, que não as esqueci nem abandonei em suas necessidades, mas que em tudo isso quero ampará-las maravilhosamente e, assim, conduzi-las à glória e vitória eterna.


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M. Lutero
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Colheitas - C. H. Spurgeon

“Assim ela respigou naquele campo até a tarde”, Rute2:17

Deixem-me aprender com esta Rute, a das colheitas. Conforme ela se adiantava na própria colheita daquelas espigas salvadoras, assim devo eu avançar nos campos da colheita da Palavra, da oração e suplica, meditação, ordenanças e vontade de Deus, perscrutando, vendo e assimilando a Palavra de Deus, comendo comida fresca todos os dias.

Quem colhe seu trigo, colhe pouco a pouco: assim, nesse mesmo módulo, deverei dar-me por satisfeito em poder rebuscar ente os campos desbravados deste mundo e de toda a palavra de Deus. Se houver sobras, que eu as colha ainda assim. Cada grãozinho ajudará e contribuirá para nos encher nosso regaço e do mesmo modo, cada lição sobre todo o evangelho me será produtivo em tornar-me mais sábio, mais coerente com toda a globalidade da verdade sobre a salvação. Quem colhe, mantém seus olhos atentos, pois caso tropece em algo que se ache escondido sob a palha de toda a colheita deixada para trás, tudo que se encontra em seu regaço corre o risco de ser lançado ao chão de novo e não haveria alegria ao chegar a casa após um dia extenuante e cansativo. Tenho de estar atento em toda a minha vida com Deus, nos meus exercícios espirituais, pois podem-se virar contra mim.

Temo haver perdido muito já – quem me dera que Deus me conceda poder avaliar melhor todas as minhas oportunidades fixas, com mais prudência e diligência, pois são os espíritos presunçosos que objectam contra e criticam sempre. Quem segue no encalço dos grandes segadores que têm como seu ofício a colheita principal e colhe atrás, devem prestar a maior atenção de tudo quanto nos é deixado para trás. Essas almas deverão estar recheadas de bondade e mansidão. Uma coluna vertebral que nunca se verga, terá grandes dificuldades em colher do que sobra. Que morras Sr. Orgulhoso, pois és um gatuno experiente, não deixando que eu coma das colheitas do Senhor! Não te posso suportar mais, és vil!

Tudo quanto Rute colhe, recolhe e o acumula em seu regaço. Caso deixe cair uns grãos dos poucos que tem, seu fim de dia será de maior falta. Por essa razão, quem colhe atrás de quem trabalha nas colheitas, tem o maior dos cuidados acerca de cada pedaço de espigas que recolhe – cada grão é considerado por ela como algo de grande excelência e valor considerável. Mas quantas vezes me esqueço de me cuidar e lembrar de que estou colhendo algo precioso! A segunda verdade que empurra logo a primeira para fora de minha mente, será que minha lida e minha leitura muitas vezes terminam em nada! Sinto-me assim farto ao ponto de desprezar tudo quanto recolho com tanta dificuldade e dedicação? Um estômago vazio pode tornar um segador muito sábio.

Se não houver trigo em minhas mãos, nunca haverá pão na minha mesa. Tal segadora, como Rute era, trabalha sob o sentido de toda a necessidade e responsabilidade e seus passos são firmes e seu pulso seguro e guarda tudo quanto recolhe sem tropeçar em nada. Tenho uma maior necessidade, Senhor, ajuda-me a senti-la sempre, para que me urja sempre a ser sábio em minha obra quando os campos dão de graça tão grande colheita que sobra bondosamente para mim também.







Pai Nosso - Lloyd-Jones

PAI NOSSO...
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A presença do Espírito Santo em nós faz-nos lembrar nosso relacionamento com Deus. Isso é maravilhoso (Rm 8.15) ...a presença do Espírito Santo em nós faz-nos lembrar nossa filiação, sim, nossa filiação adulta.

Não somos bebês... Somos filhos no sentido mais completo e na posse de todas as nossas faculdades. A clara percepção disso livra-nos do espírito de escravidão e covardia. Não elimina a “reverência e o santo temor”, mas elimina o medo que o espírito de escravidão produz...

...capacita-nos a ver que nosso objetivo na vida cristã não é simplesmente atingir certo padrão, mas, antes, agradar a Deus por ser Ele o nosso Pai – “O espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba Pai” (Rm 8.15).

O escravo não tinha permissão para dizer “Aba”, e o espírito de escravo não considera a Deus como Pai, considera-o apenas como Juiz que condena. Mas isso é errado. Como Cristãos, devemos aprender, pela fé, a apropriar-nos do fato de que Deus é nosso Pai.

Cristo nos ensinou a orar: “Pai nosso”. Este eterno e infinito Deus fez-se nosso Pai e, no momento em que o constatamos, tudo tende a mudar. Ele é nosso Pai e sempre cuida de nós; Ele nos ama com amor eterno; tanto nos amou que enviou Seu Unigênito Filho ao mundo e à cruz para morrer por nossos pecados.

Esse é o nosso relacionamento com Deus e, assim que o compreendemos, ele transforma tudo. Daí por diante, meu desejo não é guardar a lei, mas agradar a meu Pai. Nossa vida humana já nos dá experiência disso. O amor filial, o respeito filial, o temor filial é tão diferente daquele velho medo servil...

Nosso viver cristão não mais consiste de regras e regulamentos, e, sim, do desejo que temos de mostrar-Lhe nossa gratidão por tudo o que Ele fez por nós.

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L-Jones
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Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Epifania - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: Mateus 2.1-12

EPIFANIA

“E vendo eles a estrela, alegraram-se com intenso júbilo. Entrando na casa, viram Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro incenso e mirra”. (vv. 10s.)


A primeira importante, útil e necessária lição que aprendemos desta história é que os magos, ao procurarem a Cristo, o Rei que acabara de nascer, não o encontraram em Jerusalém como tinham imaginado. Para encontrá-lo, tiveram que consultar e ouvir o que o profeta Miquéias tinha a dizer. Munidos apenas da palavra, e deixando de lado seus próprios pensamentos, voluntariamente, partem da santa capital Jerusalém e rumam a Belém, cidadezinha insignificante, e não se escandalizam nisso. Então, quando tinham deixado Jerusalém, Deus os consola, fazendo reaparecer a estrela, que foi adiante deles até Belém, até a porta da casa onde estava o menino. Eles bem que precisavam desse consolo, pois tudo o que encontram ali é pobreza e mendicância. Aquele não era o lar de José e Maria. O menino está deitado numa manjedoura. Ali existe, quando muito um copo de água. Tudo isso não combina com um rei!

Mas aí essa gente piedosa não se deixa enganar. Ficam firmes naquilo que tinham ouvido do profeta Miquéias e visto na estrela. Por isso, apesar da aparência pobre e miserável, ajoelham-se diante do menino, adoram-no, abrem seus tesouros e lhe dão presentes.

A segunda coisa que deveríamos aprender dessa história é como devemos nos portar diante de nosso amado Senhor Jesus Cristo, a saber: que removamos todo escândalo e, juntamente com os magos, confessemos a Cristo, o Senhor, ao mundo, que o busquemos de coração e o adoremos como nosso Salvador. Além disso, porque nesse mundo seu reino se apresenta tão pobre e miserável, devemos ajudar voluntariamente com o nosso dinheiro, bens e tudo que temos, para que o mesmo seja promovido e cresça, pois esse reino sofre toda sorte de resistência e opressão do diabo e do mundo. Pois podemos muito bem imitar o exemplo dos magos, abrindo hoje nossos tesouros para Cristo e dando-lhe presentes. O motivo para tanto está em Mateus 25.40: “O que fizestes a um desses meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.


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M. Lutero
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Frases - C. H. Spurgeon

1. Mentira se combate com silêncio.

2. A melhor água benta: lágrimas de arrependimento.

3. Quando o cavalo estava quase aprendendo a só comer uma palha por dia, morreu, assim na vida espiritual, precisamos nos alimentar.

4. Há cristãos que são como porcelana fina: "bons demais" para serem usados em coisas comuns, fazem lindas pregações, mas não tentam ganhar ninguém para Cristo.

5. Amor ao pecado: às vezes somos como o rato que teve seu rabo preso numa ratoeira, e continuou comendo o queijo: sabemos do mal do pecado, mas queremos saborear sua aparente delícia.

6. Cristo pode ser comparado com a arca de Noé: a salvação que oferece é para todos (não há "animal" que seja rejeitado).

7. Os homens que mais honram a Deus são os mais visados por satanás, assim como o pássaro procura a fruta mais madura, assim como os homens têm procurado em todos os tempos se apossar das terras mais férteis e não de campos áridos.

8. "Se você precisa de alguém para fazer alguma coisa, procure um homem que já esteja bem ocupado."

9. Não podemos criticar quem trabalha diligentemente, mas como seria se as pessoas trabalhassem tanto para Deus como fazem para Mamom.

10. Quando queremos agradar alguém damos um presente. Para agradar a Deus, o único presente é dar nosso coração, pois coisas materiais (igrejas, dinheiro, etc), foi ele que criou.

11. O endurecimento de uma consciência é como o congelamento de um rio num país frio: inicialmente é uma fina camada até que por fim se torna um bloco sólido de gelo, suportando até mesmo um carro. Assim a consciência cauterizada pode suportar grandes pecados.

12. Assim como um caleidoscópio sempre revela uma imagem diferente, também a ação do Espírito Santo nas vidas é diferente, porém o propósito é o mesmo.

13. Transformar a vida humana não é como trocar uma telha ou fazer alguns remendos e pintar, numa casa, porém toda a estrutura está podre e cupimzada.

14. Há pessoas que estando na igreja são como crisálidas cujo inseto não está dentro dela, para encontrar o inseto, procuremos em seu trabalho no dia seguinte.

15. "Um caso curioso de conversão. Havia um sujeito abominável que pertencia a um clube de ateus. Uma noite foi escutar um sermão de Jorge Whittefield e, na próxima reunião do clube, pediu a palavra e começou a repetir ao pé da letra o que tinha escutado, com o fim de caçoar da religião. Enquanto falava, imitando o tom de voz e os gestos de Whitefield, empalideceu, parou, sentou-se e logo confessou a seus amigos que, enquanto "pregava", o sermão atingiu seu coração e foi convertido. O clube se dissolveu. ... Prefiro que você leia a Bíblia, nem que seja para zombar dela, a que não a leia. Prefiro que venha ouvir a Palavra de Deus, odiando-a, do que não venha."

16. Dizer que Deus existe não basta, é como dizer que existe um banco, mas você ser pobre.

17. A vida do ímpio é terrível: além de sua vida ser um inferno, quando morre passa a mais outro!

18. Os pequenos barcos ficam na costa. Se Deus fez de você um grande barco, cheio de preciosas mercadorias, saiba que terá que enfrentar as grandes ondas e tempestades.

19. Às vezes nós pregadores somos como aquele músico tocando diante do mercado, achando que estava cativando a platéia. Quando o mercado abriu, todos se foram.

20. Um irlandês foi julgado por homicídio. Apresentara-se meia dúzia de testemunhas, jurando que o viram cometer o crime. O acusado disse: "eu posso trazer aqui setenta pessoas que não me viram cometer o crime." É claro que isto não seria uma prova! Assim, não poderemos saber sobre o poder da oração sem experimentarmos.

21. Não é na hora que o navio bate na rocha que o comerciante se preocupa com as mercadorias, mas antes de sair o navio. Não espere o dia final para cuidar de sua vida espiritual.

22. O Evangelho não é uma obra clássica, nem matemática, nem metafísica, não está limitado aos eruditos e gênios, é para o homem pobre e o camponês, e é este tipo de evangelho que precisamos para viver e morrer.

23. Perguntaram a um viajante se admirava certos edifícios. Ele respondeu que não, pois já estivera em Roma, onde vira edifícios melhores. Assim o crente reage diante das tentações do mundo, pois já viu o céu.

24. Um bom escultor quando olha para um bloco de mármore, enxerga dentro dele uma linda estátua, sendo seu dever tirar o que é supérfluo para que apareça a criação do seu gênio.

25. Quem não se preocupa com a eternidade é como aquele que se hospedou num hotel e comeu no restaurante muitos dias, quando quis ir embora, lhe apresentaram a conta e ele disse que não havia pensado nisso.

26. Suportar a morte na fogueira é um sofrimento de poucos minutos, viver toda uma vida de fé é um fogo lento.

27. O apetite da Palavra de Deus aumenta naqueles que se alimentam dela. Porque você lê tanto a Bíblia? Porque não tenho tempo de ler mais.

28. Quando as riquezas estão a nossos pés, a controlamos, mas quando chegam à altura do coração, já estás quase afogado.

29. A língua não é de aço mas corta, e suas feridas demoram a sarar.

30. Têm pessoas que acham que a culpa por sua casa estar suja é do sol que ilumina revelando a sujeira.

31. Maus livros são ladrões: roubam dinheiro, tempo e atenção, que deveriam ser dados aos bons livros.

32. Querer se limpar do pecado é como lavar um chão de terra: quanto mais lavar, mais sujo ficará: é preciso uma mudança de natureza, um novo nascimento.

33. A morte de algumas crianças é uma verdadeira obra missionária: somente assim seus pais chegam a Deus.

34. Quando um peixe pula fora d’água para pegar um inseto, podemos pensar que ele não voltará à água, mas ele já retorna ao seu lar, doce lar. Assim são algumas conversões repentinas: somente para obter alguma vantagem, e já retorna à velha vida.

35. Cultivemos o espírito de oração mais que o hábito de oração. Devemos começar a ora antes de nos ajoelharmos e não para quando nos levantarmos.

36. Um chefe indígena de uma tribo norte-americana levanta todas as manhãs, saúda o sol, e lhe aponta o caminho a seguir. Assim são aqueles que querem dirigir a ação de Deus!

37. Quem não está acostumado com as montanhas dos Alpes, parecem-lhe pequenas numa avaliação. Parece-se poder escalá-las em meia hora. Mas depois de horas de caminhada, ainda nem se começou a subir. Quanto mais nos familiarizamos com as verdades eternas, mais vemos o quanto estamos longe de as praticar.

38. Na história dos mártires se conta de um crente holandês que fugia de seus perseguidores. Tinha atravessado um rio coberto de gelo, quando olhou para trás e viu seu perseguidor, mais pesado, afundando e perecendo. Ele voltou e o ajudou, salvando sua vida. O perseguidor, porém, ao invés de mostrar-se grato, agarrou-o e o entregou para ser preso e morto. Não é revoltante? Pois é assim que muitas vezes tratamos a Deus: ele nos salvou da morte, e o prendemos para nos "servir".

39. "Segundo um escritor antigo, a nenhum frade capuchinho lhe é permitido tocar ou receber prata. Este metal lhes é anátema. Mas o capuchinho costuma ir acompanhado de um rapazinho que recebe e carrega toda a prata que lhe desejam dar... Aqueles que pecam através de outros receberão o castigo em sua própria pessoa."

40. Quando se adia a conversão é como um barco onde o capitão viu que este estava a perigo de afundar. Por sorte se aproximou outro barco, oferecendo ajuda. Porém este recebeu a resposta de que esperasse até a manhã seguinte para que se visse se a ajuda realmente era necessária. Quando escureceu o barco foi a pique, e o outro se afastou (naquela época não havia rádio).

41. A preguiça não tem lugar na vida do cristão, pois seu mestre está sempre atarefado, assim também o discípulo.

42. Um pintor iniciante tenta copiar os grandes artistas, não que pense conseguir copiá-los, mas para usar modelos perfeitos. O cristão tem como modelo a Cristo, não que pense conseguir alcançá-lo, mas para ter o modelo perfeito.

43. As lulas produzem um líquido preto para se esconder. Devemos fugir daqueles que escurecem o ambiente para se esconder.

44. A pergunta "como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?" não pode ser respondida por ninguém.

45. Os príncipes devem porta-se como tais. Porque alguns cristãos participam de diversões duvidosas?

46. Algumas pessoas se escoram: se falta seu pregador favorito (ou esposa, etc), caem no chão.

47. Se você me diz que pertence a Cristo, como verificar? Pergunto a seu cônjuge, seus filhos/pais, seu patrão/empregado.

48. A repreensão não deve ser um balde de água fria para congelar o irmão, nem água fervente para queimá-lo.

49. Como descrever a hipocrisia? É como uma fruta de mármore: parece natural, mas quebra os dentes de quem tenta comê-la.

50. O papel-moeda que é emitido sem lastro de ouro, causa inflação e pânico. A igreja anda emitindo muito papel sem lastro.

51. Ouve-se falar dos "santos dos últimos dias", mas é preferível pensar em ser um "santo de todo dia".

52. Se não queres glorificar a Deus no lugar em que está, não o farás em outro. Deus já te colocou no melhor lugar.

53. Enquanto Roma queimava, Nero tocava música. Assim são alguns pregadores que, enquanto as almas se perdem, ficam falando coisas secundárias.

54. Todos os caminhos levam a Roma. Assim todos os textos bíblicos devem levar a Cristo.

55. Quase salvo é totalmente perdido. E é assim porque o que é quase filho, é um bastardo; quase doce é amargo; quase quente é morno... O que quase crê, não crê, mas duvida. Pode a porta quase fechada impedir que o ladrão entre? O soldado que quase combate é um covarde. O empregado que quase trabalha é um preguiçoso. Você quase crê? Se crê, será salvo. Se quase crê, quase se salvará.

56. A devoção o convento é como a glória de um soldado que evita a batalha.

57. Um caminho que conduz a um banquete é bom, mesmo que seja por ruas lamacentas... É o fim que determina como o caminho deve ser considerado.

58. Um rei muito sábio e vitorioso foi perguntado pelo segredo de seu sucesso. Respondeu que antes de qualquer batalha ou decisão olhava para um medalhão com a imagem de seu pai, um grande rei. Assim o cristão deve levar a Palavra de Deus no coração.

59. Um dia perguntaram a um ancião se esperava ir ao céu. Ele respondeu "eu já vivo no céu."






Sem Um Tostão - Lloyd-Jones

SEM UM TOSTÃO

SEM UM TOSTÃO, POSSUÍMOS O MUNDO! Devemos deixar tudo – a nós mesmos, nossos direitos, nossa causa, nosso futuro todo – nas mãos de Deus. Principalmente se achamos que estamos sofrendo injustamente... Deixemos com Deus a nós próprios, nossa causa, nossos direitos – tudo, enfim – com serenidade de espírito, mente e coração...

Agora note o que sucede ao homem que é como este. “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” . Que significa isso? Podemos sumariá-lo mui brevemente. Os mansos já herdam a terra, nesta existência, do seguinte modo: O homem verdadeiramente manso está sempre satisfeito, já está contente.

Goldsmith o expressa bem ao dizer: “Nada tendo, todavia, tem tudo” O apóstolo Paulo o expressa ainda melhor, pois diz: “Nada tendo, mais possuindo tudo”. Outra vez, escrevendo aos filipenses, como que diz: “Obrigado pelo presente que me mandaste. Gostei. Não porque eu desejasse alguma coisa, mas me agrada o espírito que vos moveu a mandar-mo. Contudo, quanto a mim, tenho todas as coisas, e abundantemente”.

Ele já dissera: “Sei estar abatido e sei também ter abundância”, e “posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fl 4.11,13). Observe também o modo contundente pelo qual ele expressa esse mesmo pensamento, em 1 Coríntios 3. Depois de dizer aos seus leitores que não precisava ter inveja nem preocupar-se acerca dessas coisas, diz: “Todas as coisas são vossas”, tudo; “seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as causas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus”.

Tudo é seu, se você é manso e é cristão verdadeiro; você já herdou a terra.

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L-Jones
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Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Ele não está aqui - M. Lutero

Leia em sua Bíblia: Mateus 28.1-10

Ele não está aqui

"Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais! Por que sei que buscais a Jesus que crucificado. Ele não está aqui: ressuscitou, como havia dito. Vinde ver onde ele jazia". (vv. 5s.)

Os queridos anjos fazem uma bela pregação, pois são bons pregadores. Agora, o resumo de sua pregação é este: Vocês procuram Jesus no túmulo, mas ele, agora, se tornou um homem bem diferente. Vocês crêem no Crucificado, mas nós vamos dizer-lhes onde ele se encontra agora. “Ele ressuscitou dos mortos e não está aqui”. Nesta vida vocês não vão encontrá-lo.

Aqui, isto é na morte, não se deve buscar a Cristo. Para ver, apalpar ou ir ao encontro do Cristo são necessários olhos, mãos, pés diferentes. O lugar onde ele estava deitado (diz o anjo) certamente posso mostrar-lhes, mas ele não está mais aqui. Agora, seu nome é: “Ele não está aqui”, como São Paulo também escreve aos Colossenses 3.1-2: “Portanto, se foram ressuscitados juntamente com Cristo, busquem as coisas lá do alto; pensem nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”.

Cristo não está aqui. Logo, o cristão também não deve estar aqui. Por isso, homem algum pode enquadrar Cristo ou o cristão num modelo fixo, rígido. Pois é dito:

“Ele não está aqui”, ele deixou para trás cascas, justiça própria, piedade, sabedoria, lei e outras coisas mais, de tudo isso ele se livrou. Você não deve procurá-lo na coisas que estão sobre a terra, pois não passam de cascas, e ele jamais voltará a revestir-se de cascas. Por isso, o cristão também não pode ser enquadrado nisso aí, na medida em que é cristão. Ao contrário, assim como Cristo está acima de todas as coisas, também o cristão está acima de tudo.

Cristo, por seu próprio poder , venceu e deixou para trás todas as coisas. E porque cremos nisso, também nós, a exemplo dele, somos chamados “ele não está aqui”. Como São Paulo diz: “Não pensem nas coisas que são aqui da terra; porque vocês morreram, e a sua vida está oculta juntamente com Cristo”. Estas são palavras maravilhosas. A vida de vocês está oculta, não numa caixa, pois neste caso a acharíamos, mas naquela que não está em parte alguma. Nossa vida deve estar acima de toda sabedoria, justiça, piedade humanas. Enquanto se fechar em si mesmo, você não é salvo. Isso significa, então, que nossa vida está escondida muito além do alcance de nossos sentimentos, coração, olhos e sentidos.

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M. Lutero
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Azeite para Luz - C. H. Spurgeon

“Azeite para a luz”, Êxodo 25:6

Ó minha alma, quanto necessitas disto! A minha lâmpada não tem mais como sobreviver sem azeite do Céu. A murraça do fogo que se apagar será uma ofensa aos céus e apagada permanecerá caso seu o azeite lhe falte. Tu não terás óleo a partir da tua natureza humana e por essa razão terás de ir àqueles que vendem e comprar por ti, ou senão dirás como aquelas virgens tolas: “a minha lamparina se apagou!” Até mesmo as lamparinas mais consagradas nunca teriam como dar luz sem azeite. Pertencendo ao Tabernáculo, teriam ainda assim de ser alimentadas e fornecidas e mesmo que os ventos exteriores nunca soprassem sobre elas com violência, a sua necessidade de serem aparadas era igualmente grande. Nem mesmo naqueles momentos de maior alegria podes tu manter tua luz por uma hora mais a menos que o azeite novo da graça te seja fornecido.

Não poderia ser usado um azeite qualquer na obra do Senhor, nem se poderia usar ali do combustível que sai de debaixo da terra com tanta abundância, nem da produção extraída da gordura dos peixes, nem do óleo extraído de nozes, pois nenhum desses serviria e seria aceite para ser usado ali. Apenas um único tipo de combustível será aceite ali: o melhor azeite de oliveira.

A graça enganosa da bondade natural, graça fantasiosa das mãos sacerdotais, ou mesmo graça imaginária proveniente das cerimónias religiosas nunca poderão servir às exigências dum santo em Deus. Tal santo sabe instintivamente e concorda desde logo que nem muitos rios de tal coisa seriam aceites por Deus em Seu altar. Esse santo desloca-se a Getsemane onde o azeite que busca é produzido e supre suas necessidades a partir dali, pois ali foram as azeitonas esmagadas para ele poder obter azeite. Todo o azeite da graça é puro e livre de resíduos e de lixo e por essa razão toda a luz dali proveniente é clara e brilhante.

As nossas igrejas são as Candeias de ouro do Senhor e caso desejem ser luz brilhante neste mundo ainda, terão necessariamente de ter neles mesmo muito deste óleo de toda a santidade e exclusividade. Vamos orar por nós mesmos, pelos nossos ministros e igrejas, para que nunca lhes falte deste óleo para terem luz. Verdade, Santidade, Alegria, Sabedoria, Amor, estes são os raios desta sagrada luz brilhante, mas não a podemos produzir a menos que recebamos deste óleo em nossos momentos particulares, nos nossos aposentos, fornecido por Deus Espírito Santo.






Masidão - Lloyd-Jones

A mansidão deve, então, progredir ao ponto de expressar-se em todo o nosso procedimento e em nossa conduta com relação ao próximo...

A pessoa que é do tipo que venho descrevendo não pode deixar de ser meiga... Volte a pensar no Senhor Jesus Cristo – Meigo, gentil e modesto – estes são os termos.

Sereno, de espírito sereno... “manso e humilde”... a pessoa mais acessível que o mundo já viu foi o Senhor Jesus Cristo. Mas significa também a total ausência de espírito de desforra, tomando vingança e querendo ajustar contas com os outros.

Também significa, portanto, que havemos de ser pacientes e longânimos, em especial quando sofremos injustamente (1Pe 2.19-23)... Não há crédito algum
, raciocina Pedro nesse capítulo, se, quando somos esbofeteados por causa de faltas que cometemos, recebemos isso com paciência; mas se praticamos o bem e, por isso, sofremos, e o recebemos pacientemente, então sim, essa é a atitude digna de elogio, aos olhos de Deus.

Mansidão é isso. Mas significa, igualmente, que temos disposição para ouvir e para aprender, que temos um conceito tão humilde de nós mesmos e das nossas capacidades que estamos dispostos a ser ensinados pelo Espírito e a ser conduzidos pelo Senhor Jesus Cristo.

Mansidão sempre inclui um espírito ensinável. E o que também vemos no caso de nosso Senhor. Embora sendo a Segunda Pessoa da Trindade Santa e Bendita, fez-se homem, deliberadamente humilhou-se, a pouco de se fazer totalmente dependente do que lhe dava Deus, do que Deus Lhe ensinava e do que Deus Lhe mandava fazer. Humilhou-se a esse ponto, e é isso que significa ser manso. Devemos estar dispostos a aprender e a ouvir, e, principalmente, devemos submeter-nos ao Espírito.

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L-Jones
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Terça-feira, Agosto 22, 2006

Gratidão - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Lucas 17.11-19


GRATIDÃO

“Então Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?” (v. 17)

Esse é, realmente, um exemplo chocante. Os dez têm uma fé exemplar e são curados. Todavia, nove tornam a perdê-la e deixam de agradecer ao Senhor pelo benefício recebido.

Um tal exemplo deve ser-nos útil no sentido de aprendermos a ser gratos, guardando-nos desse detestável vício que é a ingratidão. Pois Deus nosso Senhor deseja – com toda razão – que lhe demos a honra de agradecer por todos os seus benefícios. Na verdade, deveríamos fazer isso como gosto e boa vontade, pois trata-se de algo que não exige muito esforço e trabalho. Pois quanto custa voltar-se a Deus para dizer: “Senhor, tu me deste pés, mãos, olhos, isso e mais aquilo, tudo perfeito; agradeço-te do fundo do coração por tudo isso, pois são dádivas que recebi de ti”.
Por outro lado, quanto lhe custa agradecer a seu pai ou sua mãe, a seu esposo ou sua esposa, a seu próximo quando lhe fazem um favor? Não é tão custoso assim, e deveria ser feito apensa para que se possa verificar que você se agradou do que lhe fizeram.

É o que faz o samaritano em nossa história: volta para junto do Senhor e lhe agradece. Isso não lhe custou nada, a não ser algumas poucas palavras. E o Senhor se agrada tanto assim que fica até admirado.
As pessoas gostam de ouvir uma palavra de agradecimento, e isso lhes faz muito bem. O agradecimento também motiva as pessoas a ajudarem mais ainda numa próxima vez.

Os gentios diziam que a ingratidão é o pior vício. Logo, não havia pior ofensa do que chamar alguém de ingrato. Contudo, notamos que esse vício é bastante comum e que, na maioria dos casos, pouco se agradece àqueles que merecem toda nossa gratidão. Temos o caso de pai e mãe que se dedicam a seus filhos com seus corpos, vidas, honra e bens. Mas que é que os filhos lhes dão em troca? Na verdade, um filho agradecido é coisa rara. Isso é obra do demônio.

Por isso, se vocês quiserem ser cristãos piedosos, aprendam a ser gratos, primeiramente a Deus, nosso gracioso Pai celeste, que nos dá corpo e vida e os sustenta; além disso, também nos dá tudo que se relaciona com a vida eterna. Sejam também gratos a seus pais, amigos, vizinhos e todos aqueles que fazem o bem para vocês, e retribuam-lhes o bem que fizeram. Assim que, se não for possível retribuir com obras, demonstrem sua alegria e gratidão por meio de palavras.

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M. Lutero
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De Mim Procede o Teu Fruto - Spurgeon

DE MIM PROCEDE O TEU FRUTO
(Oséias 14.8)

Nosso fruto procede de nosso Deus como da união. O fruto dos galhos está diretamente ligado à raiz. Cortando-se a conexão, os galhos morrem, e nenhum fruto é produzido. Em virtude de nossa união com Cristo nós geramos frutos. Cada cacho de uvas esteve primeiro na raiz, passou através do caule, e fluiu através dos vasos condutores, e foi moldado externamente na fruta, mas esteve antes no caule; assim também, toda boa obra esteve primeiro em Cristo, e então é produzida em nós. Ó cristão, avalie esta preciosa união com Cristo; porque esta deve ser a fonte de toda fertilidade que você pode esperar conhecer. Se você não estivesse ligado a Jesus Cristo, você seria um ramo estéril de fato.

Nosso fruto provém de Deus como
da providência espiritual. Quando as gotas de orvalho caem do céu, quando a nuvem parece cair do alto, e está a ponto de destilar seu líquido precioso, quando o brilho do sol faz reluzir os frutos nos cachos, cada bênção celestial parece murmurar para a arvore e dizer: “De Mim procede o teu fruto.” O fruto deve muito à raiz -- que é essencial para a produtividade -- mas ele também deve muito mais às influências externas. Quanto nós devemos à graciosa e providência de Deus! Na qual Ele nos provê constantemente com ânimo, ensino, consolação, força, ou o qualquer coisa que nós necessitarmos. A isso nós devemos toda a nossa utilidade ou virtude.

Nosso fruto provém de Deus como de um sábio agricultor. A faca de lâminas afiadas do jardineiro auxiliam a árvore a dar frutos, diminuindo os cachos, e podando os galhos excedentes.

Que seja assim, cristão, com relação a poda que o Senhor lhe concede. “Meu Pai é o agricultor. Todo galho que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” Desde que nosso Deus é o autor de nossa boa vontade espiritual, vamos dar a Ele toda a glória de nossa salvação.





Pela Fé Pedro andou Sobre as Águas - Lloyd-Jones

PELA FÉ ANDOU SOBRE AS ÁGUAS

Quais as características da fé que ele (Pedro ) possuía?

A primeira é essa – conhecimento do Senhor Jesus Cristo e Seu pode, com firme segurança e confiança nEle. Ora, Pedro... começou bem, e isto pertence à essência da verdadeira fé.

Ali estava um homem com os outros discípulos no barco e com a tempestade a rugir em volta deles. O mar e o vento eram contrários, o barco estava sendo sacudido pelas ondas,e a situação tornava-se deveras desesperadora. Mas, de repente, apareceu nosso Senhor, e, quando O viram, disseram: “Será um homem andando sobre as águas? È impossível. Deve ser alguma espécie de fantasma; é um espírito”.

Gritaram de medo, e imediatamente Jesus lhes falou e disse: “Sou eu, não temais”. E então temos esta magnífica demonstração que Pedro fez da essência da fé verdadeira.

Pedro respondeu-Lhe e disse: “Senhor, se és tu, mande-me que vá até onde estás, sobre as águas”. Agora, isso é indicação de verdadeira fé, pois você percebe o eu significa. Significa que Pedro estava realmente dizendo a nosso Senhor, nutras palavras: “Se realmente és o Senhor, bem, então seu que nada Te é impossível. Dá-me prova disso, ordenando-me a andar sobre ele”.

Ele cria no Senhor, em Seu poder, em Sua pessoa, em Sua capacidade. E não cria de modo apenas teórico. Ele o provou! É-nos dito aqui: “E quando Pedro desceu do navio, andou sobre as águas” – Pois bem, essa é a essência da fé – “Senhor, se és tu...”

É isso que a fé diz: “Se, de fato, és Tu, bem, então seu que podes fazer isso: manda-me faze-lo” Ele o fez... A fé cristã começa e termina com nosso conhecimento do Senhor... conhecimento dessa Pessoa Bendita.

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L-Jones
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Segunda-feira, Agosto 21, 2006

O Batismo de Jesus

Leia em sua Bíblia: Mateus 3.13-15

O BATISMO DE JESUS

“Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse”. (v. 13)

Aprendam a ter esta festa em alta estima. O fato de Cristo ter-se revelado aos magos por meio de uma estrela foi, sem dúvida, uma grande revelação; mas essa aqui é muito maior. Estes são os verdadeiros três reis: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, que se fazem presentes por ocasião do batismo de Cristo. Se fosse de sua vontade, essa revelação poderia ter acontecido no deserto ou no templo de Jerusalém. Mas, tinha de acontecer por ocasião do batismo, para o nosso ensino, para que tenhamos o batismo em alta conta, e, uma vez que somos batizados, nos consideremos pessoas que foram transformadas, sim, recriadas em santos.

Assim, essa revelação supera em muito aquela outra, pois a estrela apareceu somente aos magos. Agora, da presente revelação todos os cristãos têm necessidade, enquanto que naquele caso apenas alguns gentios tiraram proveito da mesma. Por isso, essa festa deveria, com toda razão Ter o nome de festa do batismo de Cristo e ser chamada “o dia em que Cristo foi batizado”.


Por isso, vocês devem aprender e notar bem como nesse dia Deus se revelou, fazendo uma bela pregação a respeito de seu Filho: que ele tem prazer em tudo o que Filho diz e faz. Pois quem segue o Filho e vive segundo sua palavra, esse também será seu filho amado e terá o Espírito Santo, que também se manifestou por ocasião do batismo de Cristo numa forma bonita, amável e pacífica.

Assim, também o Pai se fez ouvir de forma muito amável, dizendo: Aqui vocês têm, não um anjo, um profeta ou apóstolo, mas meu Filho e a mim pessoalmente. Que revelação maior poderia Deus Ter feito de si mesmo? E que melhor serviço poderíamos prestar-lhe senão dar ouvidos a seu FILho, nosso Salvador, e atendo-nos ao que este nos prega e ordena? Quem, porém, não quiser dar-lhe ouvidos e segui-lo para sua salvação, este pode muito bem dar ouvidos ao apóstolo do diabo para sua condenação eterna. Por isso, agradeçamos a Deus por esta graça e peçamos que nos conserve nesta fé e nos salve. Amém.

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M. Lutero
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Buscai-me

“Não disse à descendência de Jacó: Buscai-me no caos”, Is.45:19

Poderemos ganhar muitos enredos, caso nos detenhamos entre aquilo que Deus nunca nos disse de verdade. Tudo quanto nos disse está repleto de pleno conforto e deleite celestial. Aquilo que Ele nunca disse nem consolador pode ser. Foi numa destas coisas que Ele nunca disse que a nação Israelita perseverou nos dias de Jeroboão e de Joaz, pois “E ainda não falara o Senhor em apagar o nome de Israel de debaixo do céu”, 2Reis 14:27. No nosso texto recebemos a segurança de que Deus ouvirá a oração mas nunca disse a Israel para o buscarem em vão.

Todos vós os que escrevem coisas árduas contra vós mesmos deveriam recordar-se, dissessem os vossos sentimentos e medos fosse o que fosse, enquanto Deus não houver cortado a Sua excelência e graça de si, nunca deve ser dado espaço ao desespero: até mesmo a
voz da consciência deveria ser de pouco valor efectivo, caso nunca seja secundada e apoiada por Deus em Sua luz. Tudo o que Deus disse, quanto a isso apenas devemos tremer e temer! Mas não suportemos imaginações vãs e prolíferas, as quais tendenciosamente nascem por haver desespero de alma em si. Muitos tímidos foram derrotados pela suspeita de que havia algo nos decretos secretos de Deus que lhes fechasse as portas de toda a esperança, mas eis aqui uma refutação completa deste pensamento de temor sem suporte nem fundamento, pois ninguém que busca Deus deveras terá porque achar ira como resposta. “Não falei em segredo, nalgum lugar tenebroso da terra”, nem mesmo nos meus decretos mais escondidos da vista do homem “disse à descendência de Jacó: Buscai-me no caos (ou em vão)”.

Deus claramente nos revelou que ouvirá a oração de todos quantos clamam a Ele e que este decreto nunca poderá ser mudado nem contrariado. Ele falou tão firmemente, tão verdadeiro foi quando disse, tão honesto, que nunca deixou espaço para que a dúvida se instalasse. Ele não revela a Sua mente através de palavras de astúcia e pouco perceptíveis, mas antes fala claro e de forma positiva: “Pede e receberás”. Creia, ó temeroso, esta verdade segura: toda a oração será sempre ouvida e nunca, nem nos segredos de toda a eternidade, disse o Senhor que O buscaríamos em vão.




Orgulho-me do Evangelho

PAULO ESTÁ PRONTO para pregar a todos – ao imperador no seu trono, aos conselheiros e capitães, mas também aos soldados e aos escravos, aos parias e aos desprezados. Ele tem uma mensagem para todos. E é a mesma mensagem para todos.

Envergonhado dela? Por quê? É a única coisa digna de nossa ufania e exultação, pois somente ela é suficientemente grande e ampla para beneficiar o mundo inteiro, e para incluir o louvor de todos.

Quão pequeninas e insignificantes parecem as coisas das quais os homens se gabam, comparadas a Jesus Cristo e ao Seu Evangelho!!

Há somente uma mensagem capaz de incluir o mundo inteiro, a despeito
de todas as divisões e diversidades. Há um único poder capaz de congregar todos os homens, de uni-los e de formar com eles uma verdadeira irmandade... É “o evangelho de Cristo, que é o poder de Deus pra a salvação de todo o que crê”.

Todos quantos creram nele, e experimentaram sua veracidade e seu poder, juntam-se a Paulo, dizendo e cantando: “Não permita Deus que me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”.

O coro já soa vigoroso, mais ainda cresce de volume. Pois João conta-nos, narrando a visão que teve: “Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando um grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Ap 5.11-13). Queira Deus que sejamos encontrados na bem-aventurada multidão!!

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L-Jones
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Domingo, Agosto 20, 2006

Ressurreição

Leia em sua Bíblia: 1 Coríntios 15.42-49

A semente simboliza a ressurreição

“Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção”. (v. 42)

Observe o que faz o agricultor: espalha e enterra a semente no solo, dando a impressão de que tudo está perdido. Mas ele não fica preocupado, pensando que tudo foi em vão. Sim, até se esquece do lugar onde colocou o grão. Não se preocupa com o que lhe acontece, se é comido pelos vermes ou se se desfaz de outra maneira. Ao contrário, volta para casa, certo de que na primavera brotarão belos caules que vão produzir muito mais espigas e grãos do que foram semeados. Agora, se você lhe perguntasse a esse respeito, ele responderia: “Meu caro, de saída, eu sabia que não estava semeando à toa. Não faço isso para que a semente se perca, mas para que, decompondo-se na terra, ganhe uma forma diferente e produza muito fruto. Assim pensa todo mundo que vê ou que faz isso”.

E, se, com respeito às coisas desse mundo, temos que proceder assim, muito mais devemos aprendê-lo em relação à ressurreição (o que é muito mais difícil de assimilar e compreender). Pois temos a palavra de Deus bem como a experiência de que Cristo ressuscitou dos mortos. E não devemos nos orientar pelo que nossos olhos vêem, ou seja, que nosso corpo é sepultado, queimado, ou que se transforma em pó de uma ou de outra maneira. Devemos, antes, deixar que Deus se preocupe e o transforme naquilo que deve vir a ser. Pois, se pudéssemos ver isso imediatamente, não precisaríamos a fé, e Deus não teria oportunidade de demonstrar que sua sabedoria e poder são maiores do que os nossos.

Por isso, eis aí a capacidade e sabedoria dos cristãos: em meio a prantos e gemidos, podemos ter pensamentos de consolo e alegria em relação à vida, ou seja, que Deus permite que sejamos enterrados e apodreçamos no inverno, para que, no verão, surjamos mais resplandecentes que o sol. Isso faz como que a sepultura não seja sepultura, mas um belo jardim onde plantam belos cravos e rosas que devem crescer e florir no verão.

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M. Lutero
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Parede Eterna

“E fortificaram Jerusalém até o muro largo”, Neem.3:8

As cidades bem fortificadas têm sempre paredes largas e assim era Jerusalém em sua glória. A nova Jerusalém terá, do mesmo modo, ser cercada e preservada através duma parede muito forte e larga de total segregação do mundo, até mesmo em seu espírito e de raiz. Toda a tendência dos dias de hoje apelam para se quebrar esta parede santa e tornar assim a separação entre igreja e o mundo meramente nominal.

Os que professam a fé já não são estritamente puritanos, pois a literatura questionável no mínimo passa de mão em mão, passatempos frívolos são antecipados e desejados e uma grande promiscuidade e leveza de ser ameaça prevenir que haja um povo santo no Senhor, o qual ainda mantenha aquelas singularidades que os distingam dos pecadores. Será um dia muito doentio para toda a igreja e para o mundo inteiro quando a interligação e conivência for completa e que os filhos de Deus e as filhas dos homens sejam então uma só carne: ali, outro dilúvio de ira se estará pedindo.
Amado leitor, que seja seu alvo de todo coração, no vestir, em acção, manter a parede bem clara e forte, lembrando sempre de que toda a amizade para com o mundo, será sempre inimizade contra Deus.

A parede sendo larga, oferecerá um lugar sadio onde se deleitarão os habitantes de Jerusalém, a partir do qual eles podem mandar em prospecto seus agentes para os países circundantes. Isto nos faz lembrar dos mandamentos vastos do Senhor, nos quais andamos em liberdade total pela comunhão de Jesus, olhando por cima das cenas desta terra e olhando para cima com prazer antecipando as glórias dos céus.

Separados do mundo e negando para nós mesmos qualquer aparência do mal e da carne e sua luxúria, sabendo que nem assim estamos presos, nem restringidos dentro de apertados labirintos de verdade, mas antes podemos andar e viver em liberdade porque guardamos os Seus preceitos todos. Venha leitor, esta noite ande com Deus pelos seus estatutos. Tal como amigo encontra amigo no muro duma cidade, assim ache seu Senhor na oração santa e na meditação. Tem seu direito de entrada garantido para dentro das trincheiras da salvação, pois tornou-se um cidadão celestial, pertencente à metrópole do Universo.



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Reverência - L-Jones

REVERÊNCIA.

“Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado” (Hab 3.2).

“ALARMADO” – não significa que Habacuque estivesse com medo das coisas queu iriam acontecer, como lhe fora revelado por Deus... A expressão sugere temor na presença de um Deus tão grandioso, adoração e enlevo replenos de espírito de culto perante Deus e os Seus caminhos.

Deus lhe dissera algo acerca do Seu plano histórico, e o profeta, meditando no fato de que Deus está no Seu santo templo e tem o mundo a Seus pés, ficou maravilhado e cheio de temor reverente... Aquilo que se descreve na Epístola de Hebreus como atitude de “reverência e santo temor” é uma atitude que está estranhamente faltando entre nós...

O que existe em demasia é banal familiaridade com o Altíssimo. Graças a Deus, podemos vir à Sua presença com santa liberdade, mediante o sangue de Cristo. Mas isso jamais deve fazer diminuir nossa reverência e pio temor.

O antigo povo de Deus... tinha tal consciência da santidade e grandeza de Deus que tremia só de pronunciar-Lhe o nome. A santidade, a perfeição moral e a onipotência de Deus deixavam-nos quase sem fala – “e me sinto alarmado”.

Devemos nos aproximar dEle com “reverência e santo temor, pois o nosso Deus é fogo consumidor”.

Isso é indispensável, para que se tenha compreensão dos tempos em que estamos vivendo. Precisamos aprender a ver a Deus em Seu santo templo, acima do fluxo da história, acima dos cambiantes cenários do tempo. Na presença de Deus, a única coisa que se salienta é a natureza santo de Deus e nossos pecados. Humilhemo-nos e, reverentes, adoremo-lO.
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L-Jones
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Sábado, Agosto 19, 2006

Visitou e Redimiu - Lutero

Leia em sua Bíblia: Lucas 1.67-75

“Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo”. (v. 68)

Em seu primeiro advento, Deus manifestou-se numa terrível, espessa e escura nuvem, como fogo, fumaça de trovões com fortíssimo clangor de trombeta, num espetáculo tão terrível que os filhos de Israel ficaram com muito medo e disseram a Moisés: “Tudo o que Deus ordenou queremos fazer de boa vontade. Porém, fale-nos você; não podemos ouvir a voz de Deus sem morrer”. Então ele lhe deu a lei. A lei é cruel; a gente não gosta de ouvi-la. Ela é um pavor para nossa razão, assim que, por vezes, a pessoa cai em desespero. A lei sobrecarrega a consciência de tal forma que a pessoa fica completamente sem saber o que fazer.

O outro advento de Cristo não é assim aterrador, antes, é pacífico; não terrível como Deus no Antigo Testamento, mas meigo, misericordioso, como uma pessoa humana. ele não vem sobre o monte, e sim, na cidade. No Sinais, ele veio trazendo terror; agora, vem trazendo paz. No Sinai, foi temido, pois veio com trovões, mas, agora, ele vem com hinos de louvor. Daquela feita, veio com forte clangor de trombeta; agora, vem chorando à vista de Jerusalém. No Sinai, ele veio metendo medo; agora, vem trazendo consolo, alegria e amor. Daquela vez, ele disse: “Quem subir ao monte morrerá”. Agora, ele diz: “Digam à filha de Sião: o seu rei está chegando”.

Vejam, aqui temos a diferença entre lei e evangelho: a lei exige, o evangelho perdoa tudo gratuitamente. A lei traz ira e ódio, o evangelho concede graça. No primeiro advento, os filhos de Israel não puderam ouvir a voz de Deus, enquanto agora, a gente não se cansa de ouvi-la, de tão doce que ela é. Por isso, ao estarem angustiados e profundamente entristecidos, não subam ao monte Sinai, isto é, não busquem ajuda mediante a lei ou satisfações; vão a Jerusalém, ou seja, ao evangelho. Esse diz: “Seus pecados lhe são perdoados. Vá e não peque mais.

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M. Lutero
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Refúgio -Spurgeon

“Tira-me do laço que me armaram, pois tu és o meu refúgio”, Sal.31:4

Os nossos inimigos espirituais são da linhagem da serpente e buscam encurralar com sutileza. A oração perante nós pressupõe a possibilidade do crente ser apanhado como um pássaro é numa rede. Quem apanha pássaros opera com tanta astúcia, que os simples logo são apanhados na sua rede. Mas o texto fala-nos dum pedido que até do próprio laço de Satanás os fracos podem ser libertados. Esta é uma verdadeira petição, a qual também pode ser concedida: estando a presa entre as garras e os dentes do leão e ainda fora do estômago do inferno, o amor eterno tem como responder salvando ainda o santo. Pode mesmo vir a ser necessário ser retirado através dum puxão, arrancando-o das queixadas maliciosas. Mas o Senhor é igualmente eficaz em qualquer circunstância e opera contra as melhores redes e enredos do inimigo, as quais nunca conseguirão deter nelas os que são Seus.

“Pois Tu és o meu refúgio”. Como é inigualável esta forma de expressar toda a doçura destas palavras. Quão alegres podemos ser nos trabalhos e com que alegria podemos até passar e sofrer tribulações, sendo que dependemos desta força celestial exclusivamente. Todo o poder divino quebrará todas as mandíbulas do mal, confundirá suas políticas e esquemas e frustrará seus truques sujos. Quem tiver um Ser tão poderoso ao seu lado, feliz será como homem. Nossas próprias forças seriam antes mais um embaraço nessas redes de destreza colocadas contra nós, mas a força do senhor estará sempre disponível para nos vir socorrer. Temos apenas de invocá-la e a acharemos assim que estendermos nossa mão. Se pela fé dependemos exclusivamente desta força e poder do Poderoso de Israel, poderemos mesmo usar nossa dependência santificada como uma súplica em si.

“Senhor, para sempre buscarei Tua face,

Tentados somos, fracos e pobres também,

Mantém nossos corações quebrantados,

E nunca nos deixes cair – não permitas que caiamos”


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Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Filhos de Deus

Leia em sua Bíblia: Tito 3.1-7

O modo de ser dos filhos de Deus

“Deus nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo... a fim de que nos tornemos seus herdeiros”. (vv. 5 e 7)

Bom filho é aquele que descende de pais piedosos e honrados e que, em todos os sentidos, segue e vive em conformidade com seus pais. Um tal filho tem todo direito de possuir e herdar os bens e o nome de seus pais.

De modo semelhante, nós, cristãos, renascemos através do batismo e somos feitos filhos de Deus. Se, agora, seguirmos nosso Pai e seus caminhos, tudo o que ele tem e seu nome serão nossos para todo o sempre. E nosso Pai nos é descrito e, de fato é, como sendo misericordioso e bom, como
Cristo diz; “Sejam misericordiosos como também é misericordioso o Pai de vocês”. Também diz: “Aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração”. Além disso, Deus é justo, puro e verdadeiro, poderoso, simples, singelo, sábio, etc. E todos esses nomes de Deus estão compreendidos nas palavrinhas: “teu nome”. Porque os nomes de todas as virtudes são nomes de Deus. E nós fomos batizados nesses nomes e consagrados e santificados por meio deles, de sorte que, agora, tornaram-se nossos nomes.

Por isso, todos os fios de Deus são e devem ser bondosos, misericordiosos, castos, justos, verdadeiros, singelos, amigáveis, pacíficos, cordiais para com todas as pessoas, inclusive como os inimigos. Pois o nome de Deus, no qual fomos batizados, opera isso em nossos corações.

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M. Lutero
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Vinho e Mirra

“E ofereciam-lhe vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou”, Mar.15:23

Uma certa verdade de ouro sobressai deste fato que o Salvador afastou o copo do vinho misturado com a mirra dos Seus lábios. Nos lugares mais exaltados dos céus esteve muito antes da criação do mundo e olhando para baixo viu a real miséria que se iria suceder à volta de todo o globo. Ele somou a totalidade da agonia do sofrimento a qual esta expiação traria e nunca abateu um til dela que fosse.

Ele solenemente determinou que ofereceria o quanto bastasse de Seu sacrifício reconciliador e foi até ao fim, desde o mais alto ao mais baixo posto de toda a glória, havendo descido até ao mais vil sofrimento. Esta mirra no cálice, como aquela substância alcoolizada, seria um pouco para além dos limites da miséria proposta e por essa razão Ele a recusou prontamente. Ele não pararia perante algo que lhe retiraria algo da medida estabelecida pelo pecado do povo.

Quantos de nós já não se queixaram de que nossos sofrimentos nos eram dolorosos demais e seriam injuriosos à nossa pessoa. Leitor, alguma vez orou para pedir que saísse dispensado dum labor árduo ou dum sofrimento petulante vindo de alguém mal-humorado? A providência retirou de si agora esse desejo de seus olhos com uma machadada oportuna. Diga-me crente, caso se dissesse “Se desejas assim tanto que aquele teu amado viva e nunca morra, Deus sairá desonrado”, poderia você rebater essa tentação de pedir algo a esse respeito e antes sucumbir num “Senhor, que seja feita a Tua vontade!”

Ó como é doce poder dizer “Meu Senhor, se por outras razões eu não necessite sofrer, mesmo assim não me deixes evitar e estabelecer que não necessito sofrer quando Tua glória assim pede de mim. Recuso meu conforto, caso este tenha como e porque impedir Tua honrada glorificação”. Que andemos mais de acordo com as pegadas que nosso Senhor nos deixou e delineou para sempre, persistindo e perseverando em toda a linha da tribulação pela Sua causa exclusivamente prontificados e voluntariosamente excluindo nossos interesses e pareceres caso estes interfiram para não se terminar a obra que o Senhor nos deu a fazer. Uma grandiosa graça é sempre necessária para isso, mas será providenciada.

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Jesus...Jesus...

JESUS... JESUS...

ACIMA DE TODOS OS OUTROS fatos está o mais glorioso de todos: o próprio Jesus Cristo. São-nos dados nos Evangelhos os pormenores da Sua vida terrena, de sorte que podemos obter consolo nas horas de aflição. Sobretudo, lembremo-nos de que o Filho de Deus em pessoa andou por este mundo.

Não há nada que Ele não saiba da contradição dos pecadores em contraposição a Ele. Embora sendo Ele o Filho de Deus, sabia o que era ficar cansado, ficar exausto, enfraquecer-se fisicamente, suar gotas de sangue em agonia: Sabia o que era enfrentar o mundo inteiro e todo o poder de Satanás e do inferno acumulado contra Ele. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15).

Não há nada que Ele desconheça da nossa fraqueza e da nossa fragilidade. A encarnação não é uma mera idéia; é um fato: “E o Verbo se fez carne” (J 1.14). E em nossa agonia e fraqueza, podemos sempre voltar-nos para Ele com confiança, sabedores de que Ele nos compreende, de que Ele nos conhece e de que pode socorrer-nos. O Filho de Deus fez-se homem para fazer-se o nosso perfeito Sumo Sacerdote e para que pudesse conduzir-nos a Deus.

Minha esperança se ergue sobre o Redentor,
Sobre o sangue e a justiça de Cristo, o Senhor.
Quando as trevas parecem Seu rosto velar,
Eu repouso em Sua graça imutável, sem par.
Em todo temporal de um borrascoso mar,
Em meio a escuro véu, minha âncora me afirma
Em Cristo, Rocha eterna, e em Sua justiça,
Pois qualquer outra base é areia movediça.

Assim sendo, haja o que houver, “regozijar-me-ei no Senhor, e me alegrarei no Deus da minha salvação”.
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L-Jones
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História de Detetive

Leitura Bíblica: Ex 33.7-13
Disse Moisés ao Senhor: ...Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo – (12,13).

O DR. WATSON AINDA não tinha dito ao detetive Sherlock Holmes que havia se casado recentemente. Ele ficou surpreso, conseqüentemente, quando Holmes o cumprimentou, agindo com se ele soubesse do ato este tempo todo.

- O casamento lhe cai bem – ele reparou. – E eu vejo que você está clinicando novamente.

Watson ficou chocado. Como é que Holmes sabia?

- É tudo muito simples – respondeu Holmes. – Você engordou três quilos e meio desde a última vez que eu o vi.

-Três – corrigiu Watson.

- Certamente um pouco mais eu acho. E você entra
nos quartos com cheiro de iodo, com uma marca de nitrato de prata no seu indicador e uma saliência no lado de sua cartola mostrando onde você escondeu seu estetoscópio. Eu seria muito desligado se eu não percebesse que você se casou e voltou a praticar a medicina.

- Meu cara Holmes – disse Watson -, você é realmente incrível!

Incrível ou não, você não precisa ser Sherlock Holmes pra fazer as suas próprias deduções. Você sabia que pode conhecer bem seus pais apenas pelas regras que eles impõem? Verdade!

As regras de seus pais mostram que tipo de pais eles são. Por exemplo, se eles exigem que você fale “por favor” e “obrigado”, isto revela que eles valorizam um bom comportamento. Se os seus pais exigem que você deixe a casa limpa, isto mostra que eles valorizam a limpeza. Se eles insistem que você diga a verdade sempre, isto significa que eles valorizam a honestidade.

Deus também é assim. Seus mandamentos revelam o seu caráter. É por isso que Moisés, que recebeu a lei no Monte Sinai, perguntou a Deus: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho” (Ex 33.13). Moisés reconheceu que conhecer os caminhos de Deus – entender os seus mandamentos – o aproximaria do caráter do próprio Deus.

Seu caráter é escrito nos seus mandamentos. Você não precisa ser um Sherlock Holmes para deduzir isto! É elementar!

REFLITA: Pistas para o caráter de Deus podem ser encontradas nos seus mandamentos. Que pistas você descobriu? Pense sobre um dos mandamentos de Deus e pense com ele reflete o caráter de Deus.

ORE: “Como Moisés, eu oro que tu me ensines os teus caminhos, ó Deus, para que eu possa verdadeiramente conecert-te”.
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J. McDowell
B. Hostetlerkk

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Quinta-feira, Agosto 17, 2006

Consolo Na Cruz

Leia em sua Bíblia: Salmo 73.23-28

CONSOLO NA CRUZ
“Todavia, estou sempre contigo”. (v. 23)

Se por causa da palavra de Deus nos sobrevierem dificuldades, tribulação e perseguição – coisas que acompanham a santa cruz – os seguintes pensamentos deveriam, com a ajuda de Deus, servir-nos de consolo e fazer encarar tudo com ânimo e coragem, bem como levar-nos a entregar e confiar nossa causa à graciosa e paternal vontade de Deus.

Em primeiro lugar, que nossa causa está nas mãos daquele que diz expressamente: “Ninguém as arrebatará de minha mão”. Assim, não seria bom nem aconselhável que ela ficasse em nossas mãos,
pois poderíamos e, de fato, iríamos perdê-la pela nossa displicência. Assim são verdadeiros todos esses consoladores versículos: “Deus é nosso refúgio e fortaleza”. Quem dos que esperam em Deus foi em tempo algum envergonhado? Todos aqueles que confiam em Deus serão amparados. Também: “Tu, Senhor, não desamparas os que te buscam”. Assim também é verdade que entregou seu único Filho por todos nós. Se isso é assim, que faremos então de nosso lamentável desânimo, preocupações e tristeza? Se Deus entregou seu único Filho por todos nós, como poderia ele vir a nos abandonar em coisas menores?

Deus é muito mais forte, potente e poderoso do que o diabo. São João diz assim: “Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”. Se nós caímos, então, o próprio Cristo, o todo-poderoso Rei do universo, sofre junto conosco. E mesmo se essa causa viesse a fracassar, deveríamos, muito antes, preferir fracassar com Cristo a nos mantermos de pé ao lado dos poderes deste mundo.
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M. Lutero
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Um Ato.

“Quantas iniquidades e pecados tenho eu?”, Jo13:23
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Já algum dia considerou em seu coração quão grande é a culpa de todos os pecados do povo de Deus de fato? Pense em como são hediondas as nossas transgressões e logo verá como um pecado aqui e acolá trazem montanhas de criminalidade e culpa no cartório da inocência, acumulando culpas umas sobre as outras.

Que agregar acumulado de pecados existe na vida de um único filho de Deus, caso estes não houvessem sido perdoados. Depois de ver esta figura de culpas de um só filho de Deus, multiplique-as pelo número total deles, sendo eles mais numerosos que a areia do mar. Assim terá o mínimo conceito de quantas coisas a morte de Jesus veio resolver através de um simples ato. Mas chegamos a uma ainda maior magnitude de todos os pecados do Seu povo, caso cheguemos a ver a dimensão da cura e o remédio usado para o efeito. É o próprio sangue do Cristo que se verteu, O Filho único e amado de Deus.

Até anjos lograram atirar suas próprias coroas a Seus pés. Todo aquele coral imenso, de vozes belas e apropriadas cantam em alta voz e em uníssono: “Deus sobre todos! Bendito seja Ele para sempre entre nós! Amem”. Mesmo assim Ele carrega sobre Ele mesmo um fardo de servo, é escoriado e perseguido, torturado e esmagado e por fim degolado como um cordeiro, pois nada mais teria como e porque demolir todas as nossas muitas culpas para sempre. Nenhuma mente humana pode, dentro das suas funções perfeitas, estimar o valor real desta morte divina, porque grandes são os pecados de todo o povo de Deus e por essa razão o sacrifício da reconciliação será infinitamente maior ainda.

Por essa razão, crente, mesmo que seus pecados fluam como uma corrente de lama pela sua alma abaixo e que as recordações de todo seu passado lhe sejam amargas, pode ainda estar perante o trono de toda a graça para clamar com todo seu fôlego: “Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos”, Rom 8:34. Enquanto toda a reconciliação nos custou tão caro, se a recolha de nossos pecados nos preenche de todo o tipo de pensamento de vergonha, Ele tanto mais operará em todos nós para nos propagar que todas as nossas muitas culpas são apagadas pela brilhante graça que sobre nós resplandeceu. A culpa é escura e tardia, mas é onde a luz divina do amor de Deus tem como brilhar mais intensamente ainda, serena e esplendorosamente.
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Buscai Primeiro o Reino

Buscai... ( L-Jones )

Nosso Senhor diz: Vós estais preocupados com estas coisas, e as estais pondo em primeiro lugar. Mas não deveis agir assim. O que tendes que pôr em primeiro lugar é o reino de Deus e a Sua justiça. Ele... disse isso na oração modelo que ensinou a estas mesmas pessoas... Vós buscais a Deus. Naturalmente, tendes interesse pela vida neste mundo; mas não comeceis dizendo: “Nosso pão de cada dia dá-nos hoje”.

Vosso ponto de partida deve ser como este: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”. Depois, e somente depois: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. “Buscai, pois, em primeiro lugar” – não o vosso “pão de cada dia”, mas sim o reino de Deus e sua justiça.

Em outras palavras, você tem que conduzir-se a si próprio a essa posição, na mente, no coração e nos desejos. Ela tem que assumir absoluta prioridade sobre tudo mais.

...nosso Senhor... está dizendo (aos Seus ouvintes) como devem comportar-se na qualidade de cristão. Eles estão no reino de Deus e, porque estão nele, devem buscá-lo mais e mais. Nas palavras de Pedro, devem procurar “confirmar” sua “vocação e eleição” (2Pe 1.10)... Na condição de filhos do nosso Pai celeste, devemos procurar conhecê-lO melhor. Pois bem, o autor da Epístola aos Hebreus o expressa muito bem quando diz, em 11.6: “É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que diligentemente O buscam” Dê ênfase ao “diligentemente”. Muitos cristãos perdem numerosas bênçãos nesta vida porque não buscam diligentemente a Deus. Não tomam muito tempo para buscar o Seu rosto... Espera-se do cristão que ele busque a presença de Deus diariamente, constantemente. Ele toma tempo e arranja tampo para fazê-lo.
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L-Jones
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REGRAS, REGRAS, REGRAS

Leitura Bíblica; Ex 20.1-17
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto (Mt 4.10)


“NÃO BRINQUE COM fósforos.”
“Olhe para os dois lados antes de atravessar a rua.”
“Não encoste no fogão”
“Diga por favor e obrigado”
“Não sente tão perto da televisão”
“Não pinte o cabelo de sua irmã de verde”
“Não fique vesgo”

Regras, regras, regras!!! Às vezes parece que você não pode fazer NADA, parece? “Faça isso”, seus pais dizem. “Não faça isso”. “Coma legumes”. “Escove seus dentes”. “Coloque o cinto de segurança”.

Muitas vezes é irritante. Mas pense nisso: Por que você acha que seus pais têm regras como “Não corram com a tesoura”? A maioria das regras deles é para a sua proteção. Se eles não tivessem mandado parar de brincar com fósforos quando era pequeno, você poderia ter se tornado sua própria experiência da feira de ciências
. Se eles não tivessem impedido que você tingisse o cabelo de sua irmãzinha de verde – bem, O.K., seria totalmente divertido e valeria a pena independentemente do resultado. Mas você entendeu.

Pense nisso também. Por que você acha que Deus tem regras como “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” e “Não matarás”? Você acha que Ele nos deu estes mandamentos porque estava tendo um dia ruim? Você acha que Ele nos deu sua lei para estragar nossa festa? É claro que não. Deus nos deu os mandamentos porque queria nos proteger e prover para o seu povo. Ele conhece o caminho mais certo e seguro para o prazer e realização, e seus mandamentos foram planejados para nos levar a isso.
Veja o que Moisés disse sobre os mandamentos de Deus:

“O Senhor nos ordenou que cumpríssemos todos estes estatutos e temêssemos o Senhor, nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como tem feito até hoje... Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? N é que temas o Senhor, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje te ordeno, PARA O TEU BEM?” (Deut 6.24; 10.12-13).

REFLITA: De acordo com Deut 6.24 e 10.12,13, por que Deus faz regras? Nossos pais geralmente tentam fazer o melhor que podem para nos proteger e suprir nossas necessidades baseados na que eles sabem. Deus, é claro, sabe tudo – até mesmo o futuro – e seus mandamentos são o resultado de seu conhecimento e sabedoria. Você consegue pensar em maneiras como as regras o protegem?

ORE: “Deus, eu te louvo porque tu és um Deus sábio e amoroso, e teus mandamentos foram dados para o meu próprio bem”.
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J. McDowell
B. Hostetlerkk

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Quarta-feira, Agosto 16, 2006

VENHA O TEU REINO

Leia em sua Bíblia: Mateus 6.9-15
VENHA O TEU REINO
“Venha o teu reino”. (v. 10)

Essa oração faz duas coisas: torna-nos humildes e nos engrandece.

Em primeiro lugar, ela nos torna humildes, porque leva-nos a confessar abertamente que o reino de Deus ainda não veio a nós. Caso orarmos, pensando seriamente no que dizemos, isso é algo que apavora e, simplesmente, deveria encher o coração dos cristãos de tristeza e pesar. Pois significa que ainda estamos do lado de fora, longe de nossa querida pátria. Disso resultam dois lamentáveis prejuízos: o primeiro, que Deus Pai fica privado de seu reino em nós. E, assim, impedimos que Deus, que é e deve ser Senhor de tudo, seja reconhecido como tal e exerça esse senhorio. Isso, sem dúvida, deve doer a todos os que amam a Deus e desejam seu bem.


O outro prejuízo é nosso: continuamos na miséria e em terra estranha, sujeitos s inimigos poderosos.

Por outro lado, quando esses pensamentos nos tornam humildes e nos revelam nossa miséria, segue-se o consolo, e o querido Mestre, nosso Senhor Jesus Cristo, ensina-nos a pedir e a desejar libertação da mi’seria, sem desesperar. Pois Deus vai levar em conta o sofrimento e a súplica daqueles que reconhecem que atrapalham a vinda do reino de Deus e oram insistentemente para que venha apesar disso.

Por isso, ao orarmos, não dizemos: “Permite-nos entrar no teu reino”, como se devêssemos ir ao seu encalço. Mas dizemos: “Venha o teu reino a nós”. Pois a graça e o reino de Deus, com todas as suas virtudes, precisam vir a nós, do contrário jamais serão recebidos. Nós jamais podemos ir até ele. Não fomos nós que saímos da terra em busca de Cristo no céu; ele desceu do céu e veio até nós na terra.

Ser salvo é o seguinte: Deus reina em nós, e nós somos seu reino.
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DESGARRADOS

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”, Is.53:6

Eis aqui uma confissão de pecado muito usual nos escolhidos de Deus. Eles decaíram da graça divina e por essa razão, como um coro uniforme, todos eles dirão em uníssono assim que entrarem nos céus, desde o primeiro ao último que entrar: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas”.

Esta confissão enquanto algo unânime será também muito particular (individual) e especial: “cada um se desviava pelo seu caminho”. Existe sempre uma enorme particularidade em cada pecado individual; todos pecaram, mas cada qual com uma agravante que nunca se achará em seu igual, em seu parceiro. É esta particular e individual marca que se distingue pelo verdadeiro arrependimento, o qual se associa com outros numa das mais puras penitencias e que no entanto se acha particularmente solitária e a sós com Deus.
“Cada um se desviava pelo SEU caminho”, será sempre uma confissão real de cada individuo que pecou pessoalmente contra uma luz muito sua e muito peculiar a ele próprio apenas, pecando com agravantes individuais as quais nunca achará nos outros à sua volta.

Esta confissão também nunca será reservada e fingida. Nada existirá que a tenha como desviar do seu poder, nem uma singular sílaba como se duma desculpa se tratasse. É sempre uma confissão entregando todas as lamúrias de justiça própria. É uma simples declaração de “Culpado” em todas as acusações, sem desculpas possíveis. Eles trazem suas próprias armas de rebelião quebrantadas e quebradas ao meio e em voz de choro clamam: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho”.

Não ouviremos no entanto choros irreversíveis e dolorosos nesta confissão de pecado: a frase que se lhe segue diz que “mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”. Esta é a mais pura, a mais triste destas três frases que se seguem umas às outras. Mas não deixa de trazer o conforto necessário ao restabelecimento total de quem se sente quebrado pela convicção. Estranho nos parecerá a misericórdia vir reinar precisamente onde a miséria abundava antes. Precisamente onde a mágoa prevalecia, ali mesmo as almas acham seu descanso. Este Salvador pisado, nos cura e trata através de Suas feridas. Veja como a mais pura das penitências dará sempre lugar à mais bela confiança por um simples olhar para Cristo em pessoa real pendurado numa cruz.
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C. H. Spurgeon
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FÉ (L-Jones)

...Sob os Pés.

Browning... definiu fé... “Para mim fé é a perpétua incredulidade mantida quieta, como a serpente sob os pés de Miguel”.

Eis Miguel e, sob seus pés, a serpente, e ele a conserva quieta com a pressão do pé... Fé é a incredulidade mantida quieta, presa embaixo. Foi o que esses homens (Lc 8.22-25) não fizeram . Deixaram que a situação em foco os agarrasse, e caíram em pânico. A fé, contudo, é a recusa a permitir isso. Ela diz: “Não vou ser controlado por essas circunstâncias – exerço o controle”.

Deste modo, você se desliga, você faz afirmação de si próprio...

Essa é a primeira coisa, mas... Não basta, porque pode não ser nada mais que resignação. Isso não representa a totalidade da fé. Havendo dado o primeiro passo, havendo-se reanimado, você então se lembra daquilo em que crê e do que sabe...

Se tão somente eles parassem um pouco e dissessem: “Agora, pois, que há de ser? Será possível que vamos sossobrar com Ele no barco? Não haverá nada que Ele possa fazer? Vimos seus milagres; Ele transformou água em vinho, Ele pode curar cegos e coxos, pode até ressuscitar mortos, Será que Ele vai permitir que nós e Ele nos afoguemos assim?

Impossível! Em todo caso, Ele nos ama, Ele cuida de nós, Ele nos disse que até os cabelos de nossa cabeça estão contados!

É desse modo que a fé raciocina. Ela diz: “Muito bem, eu vejo as ondas e os vagalhões, mas” – ela sempre interpõe esse “mas”. Isso é fé. Apega-se à verdade e raciocina partindo daquilo que ela sabe que é fato.
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Por Causa do Amor (Teen)

POR CAUSA DO AMOR

Leitura Bíblica: I Jo 5.1-5
Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. (1Jo 5.3-4).

APESAR DE A GAROTA DE QUINZE ANOS Shannon Miller ter conquistado a medalha de prata em 1992 nas Olimpíadas de Barcelona, Espanha, ela voltou para casa desapontada – ela não tinha ganho a medalha de ouro. Quatro anos depois, com 19 anos, Shannon ganhou duas medalhas de ouro em Atlanta: pelo seu esforço na ginástica de equipe e por sua apresentação na barra fixa.

Alguns dias depois de sua brilhante vitória, ela foi entrevistada por um repórter de televisão sobre a dificuldade de ter treinado e trabalhado durante os anos entre as Olimpíadas.

Shannon encolheu os ombros, respondendo que ela amava a ginástica. Por causa do seu amor, ela não ligava para o trabalho de treinar para as Olimpíadas. O trabalho que poderia ter sido duro e desagradável para alguns, não foi tão difícil para Shannon devido ao seu amor pelo esporte.

É mais ou menos a mesma coisa para obedecer aos mandamentos de Deus. Pessoas que não conhecem a Deus ou seu Filho, Jesus, muitas vezes olham para os mandamentos que Ele deu para o seu povo e pensam: Não façais isto! Não façais aquilo! Eles podem dizer: “São muitos ‘não façais’! Eu não vejo como os cristãos agüentam todas as regras para obedecer. É muito difícil para mim” Ou talvez eles digam: “Eu nunca conseguiria guardar todos os mandamentos”.

Mas tais pensamentos mostram que eles realmente não entendem como a vida cristã funciona. Assim com Shannon Miller, que treinou duro por causa de sua paixão pela ginástica, como cristãos devemos obedecer aos mandamentos de Deus porque o amamos. Os mandamentos de Deus não são penosos para os seus filhos. Obedecer-lhes não é uma tortura. E também não é difícil para aqueles que buscam o poder do Espírito Santo, porque é o Espírito que faz todo o trabalho nós só precisamos confiar nele meomento após momento.

REFLITA: Compare as seguintes traduções da frase de 1Jo 5.3
Porque este é o amor de Deus, os seus mandamentos não são penosos (R. A)
Porque nisto consiste o amor de Deus. E os seus mandamentos não são pesados (NVI)
Como é que seu amor por Deus o torna mais disposto a obedecer-lhe? Como é que seu amor por Deus o torna capaz de obedecer-lhe?

ORE: !Deus amado, ajuda-me a mostrar o meu amor por ti hoje_____________."
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J. McDowell
B. Hostetlerkk




Terça-feira, Agosto 15, 2006

As Piores Tentações.

Leia em sua Bíblia: Salmo 116.1-9
AS PIORES TENTAÇÕES

"Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim: caí em tribulação e tristeza. Então invoquei o nome do Senhor: Ó Senhor, livra-me a alma". (vv. 3s.)
Quando Deus nos dá a fé verdadeira e nós passamos a viver na certeza de que temos um Deus gracioso em Cristo, estamos no paraíso. Agora, quando menos esperamos, a coisa pode mudar de figura, e somos abalados a ponto de pensarmos que sua intenção é arrancar o Senhor Jesus de nosso coração. Nesse momento, Cristo fica oculto aos nossos olhos, a ponto de não termos nele consolo algum, pois o diabo introduz em nossos corações os mais terríveis pensamentos a respeito de Cristo. E assim nossa consciência sente que perdeu a Cristo, e passa, então, a debater-se e a desanimar, como se tudo o que nos estivesse reservado fosse ira e castigo de Deus, que merecemos por causa de nossos pecados.

Sim, mesmo que não estejamos conscientes de pecados manifestos, o diabo pode muito bem transformar em pecado aquilo que não é, e, desse modo, atacar e atemorizar o nosso coração, martirizando-o com pensamentos como este: Quem pode dizer que Deus quer ter você a seu lado ou se quer dar-lhe Cristo?

E esta é, sem dúvida, a mais terrível e a pior das tentações que Deus envia para pôr à prova seus grandes santos. Numa situação dessas, tudo que a pessoa sente é que Deus a abandonou com sua graça e não a quer mais, e, para onde quer que olhe, nada vê senão ira e terror. Agora, nem todos passam por tentações terríveis como essas, e só consegue entendê-las aquele que se encontra no meio delas. Só os mais fortes conseguem resistir a golpes duros assim.
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M. Lutero
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Meditando.

“Saíra Isaac ao campo à tarde, para meditar”, Gen 24:63
Admirável era a ocupação principal de Isaac. Se todos aqueles que gastam suas horas tão mal, em más e boas companhias, leitura de programa, passatempos sem finalidades eternas, pudessem aprender a sabedoria no lugar de tudo isso que fazem tão futilmente, viveriam numa melhor sociedade e as suas proveitosas meditações banalizariam o banal.

Devemos saber melhor, antes vivendo perto de Deus, crescendo na graça caso passássemos mais tempo a sós. Meditação mastiga o troço do fruto, retirando-lhe toda a seiva, extraindo assim todos aqueles nutrientes necessários a uma subsistência sadia, mais sadia que a comida apanhada no lixo da rua.

Quando Jesus é o nosso tema, a meditação torna-se doce e aprazível. Isaac encontrou e viu Rebeca pela primeiríssima vez quando estava acercado de Deus
em meditação. Muitos outros acharam seus mais amados da mesma forma. Muito admirável mesmo, esta opção foi a melhor, ele escolheu a melhor parte mesmo na hora de trabalho. É no campo onde encontramos muitos índices para as nossas mais profundas meditações, desde o cedro ao pinheiro, desde o som agudo duma águia ao saltitar dum pequeno gafanhoto que por sinal também foi criado pelo mesmo Deus; desde a imensidão do azul celeste à pequenez duma simples gota de orvalho que se forma não se sabe bem como; deveras que todas as coisas estão saturadas de pequenas e grandes ciências e quando o nosso olho é ali aberto para tal coisa maravilhosa, mais avivada nos será toda a luz que obtemos através de livros.

Nem nossos quartos podem ser tão sugestivos, tão inspiradores nem tão saudáveis quanto o campo aberto para as nossas meditações. Que não descutemos que as coisas criadas apontam para seu Criador. Muito admirável era a hora desta sua ocupação também. Quando aquele sol se punha, quando a nossa alma também anseia por ir descansar, tudo se insurge para nos levar a uma comunhão sem fim. Aquela glória dum pôr-do-sol e a solene aproximação das trevas desperta sempre em nós um santo despertar de todos os sentidos. Se o dia de hoje o permitir, seria de aproveitar caro leitor, caso pudesse sair um pouco da sua rotina e ir visitar o campo. Mas se não tiver como, na cidade também pode se pode encontrar com Deus, Pois até numa cidade Deus vem ter consigo. Ensine seu coração a achá-Lo.
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C. H. Spurgeon
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Medo de Cair?

QUEM ESTÁ EMBAIXO NÃO PRECISA TER MEDO DE CAIR... aquele que é manso não é sensível, nem com relação a si próprio. Não está sempre a velar por si e por seus interesses pessoais. Não está sempre em posição defensiva. Todos nós conhecemos, não é?

Não é uma das maiores maldições da vida, como resultado da queda, essa sensibilidade quanto ao ego? Passamos toda a vida olhando por nós mesmos. Mas quando alguém se torna manso, já acabou com isso tudo; já não se aflige por si e pelo que digam os outros.

Ser verdadeiramente manso significa que não mais protegemos a nós mesmos, porque percebemos que não há nada em nós que valha a pena defender. Assim, já não ficamos na defensiva; tudo se foi. O homem verdadeiramente manso nunca sente dó de si mesmo, nunca fica com pena de si mesmo.

Nunca fala consigo, dizendo: “Você está passando por um mau bocado. Como é indelicada essa gente que não o compreende!” Jamais pensa: “Como sou maravilhoso! Bastaria que os outros me dessem uma oportunidade”. Auto-comiseração! Quantas horas e anos gastamos com isso! Mas quem se fez manso pôs fim a tudo isso. Ser manso, em outras palavras, significa que você liquidou completamente consigo mesmo, e você passa a ver que não tem quaisquer direitos ou méritos.

Você passa a entender que ninguém pode fazer-lhe dano. John Bunyan o expressa muito bem: “Quem está embaixo não precisa ter medo de cair”. Quando o homem vê-se a si próprio como na verdade é, sabe que ninguém pode dizer dele alguma coisa que seja demasiado ruim. Você não precisa apoquentar-se por aquilo que os homens lhe façam ou digam; você sabe que merece tudo aquilo e mais ainda. Uma vez mais, portanto, defino a mansidão nestes termos: Verdadeiramente manso é aquele que se espanta de que Deus e o homem possam pensar tão bem dele como pensam, e trata-lo tão bem como o tratam.
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L. Jones
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UMA BASE SEGURA

Leitura Bíblica: Salmos 111: 1-10
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revela prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanente permanece para sempre” (111.10).

PARECE COM UMA experiência da feira de ciências que não deu certo. Foram 199 anos para construir do começo ao fim. Já está torta e fica mais torra a cada ano. Algum dia (a não ser que haja uma intervenção preventiva) ela vai inclinar tanto que seus oito andares, 300 degraus e sinos vão se espatifar no chão formando uma pilha de escombros.

O que é isto? Você já descobriu, não? “Ela” é a famosa Torre de Pisa, uma torre famosa na cidade de Pisa, Itália. Ela foi iniciada em 1173. Quando os primeiros três andares foram construídos, a torre começou a inclinar para o lado. Por quê? Porque o chão que a sustentava começou a afundar. Sua base era instável.

Imagine – uma obra de arte da arquitetura ameaçada por uma base ruim.

A mesma coisa acontece todo o dia. As pessoas vão para a escola, devoram livros, passam nas provas, ganham diplomas e se formam. Mesmo assim, com toda a sua aprendizagem, mesmo com todo o seu conhecimento, elas fazem todo o tipo de trapalhadas, fazem escolhas erradas e acabem com suas vidas! Por quê? Porque sua base tem defeitos. Elas podem ter conhecimento, aprendizagem e educação, mas não têm sabedoria. Porque “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam” (Sl 111.10).

“O temor do Senhor”, a palavra temor nesta frase não quer dizer que temos de temer a Deus como tememos o Freddie Krueger ou Frankenstein, o tipo de medo que dá um frio na barriga. Mas significa respeito a Deus por seu poder e seu amor.

Se você realmente quer ser sábio e fazer as escolhas certas, precisa começar com o temor do Senhor. Este respeito a Deus significa desenvolver um profundo reconhecimento de sua presença. Significa não fazer pouco caso dos presentes que Ele oferece. Significa lembrar-se de que Ele é o juiz do bem e do mal, do certo e errado.

A verdadeira sabedoria é como uma torre magnífica – uma estrutura de poder, beleza e graça. E, como todas as estruturas estáveis, uma base firme: temente a Deus.

REFLITA: Como está a sua base? Você respeita e obedece a Deus, ou você está tentando ser mais sábio que a base?

AJA: Pendure um dos seus pôsteres favoritos com uma pequena inclinação para lembrá-lo nos próximos dias da importância de uma base firme.

ORE: “Deus, às vezes eu sinto que minha base está um pouco bamba. Eu não tenho muita sabedoria, mas eu me alegro na sabedoria que Tu tens. Ajuda-me a ficar perto de ti para que eu não me espatife no chão quando______________.”
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J. McDowell
B. Hostetlerkk




Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Expiação.

Leia em sua Bíblia: Colossenses 1.13-20
ELE EXPIOU NOSSOS PECADOS

"Deus nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados". (vv. 13s.)

Sobre o pecado pairava eterna e imutável condenação (pois Deus não quer e não pode gostar do pecado, e sua ira por causa do pecado permanece para sempre e é irrevogável). Por isso tal redenção não foi possível sem um tesouro e um valor que liquidasse o pecado, tomasse a ira de Deus sobre si e pagasse o preço, removendo, dessa forma, o pecado e apagando-o.

Nenhuma criatura pode fazê-lo, e nesse caso não houve outra solução ou ajuda senão que o Filho único de Deus assumisse nossa miséria e se fizesse homem, para tomar sobre si essa grave e eterna ira e, por causa dela, sacrificasse seu próprio corpo e sangue.

Isso ele fez por sua grande e inestimável misericórdia e amor por nós. Ele se entregou a si mesmo e tomou sobre si a sentença de ira e morte eternas. Esse pagamento e oferta são tão preciosos e valiosos perante Deus por se tratar de seu único Filho amado, igual ao Pai em divindade e majestade. Assim, reconciliado por meio disso, Deus concede graça e perdoa os pecados de todos os que crêem em seu Filho. Assim sendo, desfrutamos desse precioso pagamento e dos méritos de Cristo obtidos e dados por um profundo e indescritível amor.

De sorte que nesse ponto não podemos gloriar-nos de nada que existe em nós mesmos, mas devemos, com toda alegria e sem cessar, agradecer e louvar aquele que pagou esse preço, para que nós, pecadores condenados e perdidos, fôssemos salvos.
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M. Lutero
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Perdoado.

“Pois me alegraste, Senhor, pelos teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos”, Sal. 92:4

Podes crer que todos os teus pecados te foram perdoados? Que Cristo se propiciou por eles? Então, que alegre te deverias estar a sentir! Como deverias estar sobrevoando acima dos problemas desta vida comum demais, neste nosso mundo.

Estando perdoado o pecado, que importância terá tudo aquilo que ainda te possa acontecer cá na terra? Lutero disse: “castiga-me Senhor, desde que meu pecado esteja perdoado. Se me perdoaste já, bate-me o quanto quiseres!” Do mesmo modo podes dizer: “que venham doenças, pobrezas, perdas ou prejuízos, perseguições, tudo aquilo que Tu entendas por bem e a minha alma se alegrará ainda assim”. Filho de Deus, se deveras estás salvo, alegra-te, está agradecido e amoroso para com teu Deus.

Agarra-te à Sua cruz que fez teus muitos pecados sumirem – serve assim Aquele que já te serviu. “Porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não tenha de si mesmo mais alto conceito do que convém; mas
que pense de si sobriamente, conforme a medida da fé que Deus, repartiu a cada um”, Rom 12:3. Nunca permitas que nenhum do teu zelo se evapore numa eboliçãozinha de canção mal-entoada! Mostra como amas em sinais e formas muito expressivas.

Ama os irmãos d’Aquele que muito te amou! Se houver por aí algum Mefibosete, 2 Sam.4:4;9:6-13 que é aleijado ou defeituoso, ajuda-o por amor a Jonatas! Se há crente sendo provado pela sua pobreza de espírito, chora com ele e suporta assim com ele a sua cruz por amor a Ele que levou teus pecados e chorou por ti também. Desde que também sejas capaz de perdoar com tanta liberdade, quanta Cristo teve para contigo no perdoar, vai, põe-te a caminho, conta a todos o que te aconteceu, conta toda a história daquela rude cruz! Dá-te por feliz por a poderes experimentar, por teres achado o caminho para ti e para os outros e diz “vem” para que quem ouça também tenha como dizer “vem” !

– Espalha a notícia longe e perto de ti. SANTA audácia e santa alegria não fingida, farão de ti um bom pregador e o mundo inteiro será um púlpito pequeno demais para ti. Santidade alegre é o melhor de todos os sermões, mas o Senhor terá de te dar essa alegria pessoalmente, pois não pode ser fictícia. Busca-a hoje ainda antes de saíres para enfrentar a ferocidade do mundo. Quando nos alegramos por causa do Senhor, porque é o Seu trabalho e obra, não temamos, pois, estar alegres, nem mostrar porquê.
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Não Passarão.

...Não Passarão

Como Jesus foi sempre cuidadoso ao falar em “meu Pai e vosso Pai”. Ele não diz “Nosso Pai”. Diz “Meu Pai”. Ele ensina os Seus discípulos a orar: “Pai nosso”, mas nunca se inclui entre eles.

Sempre se empenha em ressaltar essa diferença, que Ele é o Filho do homem. É homem e, não obstante, não é apenas homem... (ver Mt 11.27; Jo 14.6)... Deliberadamente Ele se levanta como o Mestre possuidor de autoridade... “Ouviste que foi dito aos antigos... Eu porém vos digo...” Ele profere “Eu” com autoridade... é esta característica ênfase pessoal que O coloca em contraste com os profetas... Foram grandes personalidades... Mas não houve um deles, sequer, que alguma vez usasse este “Eu”.

Todos eles diziam “Assim diz o Senhor”. Mas o Senhor Jesus Cristo... diz: “Eu vos digo”. Ele
estabelece de uma vez por todas diferença entre Si e todos os demais.

“Agora é a hora da autoridade final”, parece estar ele dizendo. Ele salienta esse fato constantemente no Sermão da Montanha... Quando conclui aquele grandioso sermão, Ele o faz afirmando uma das coisas mais surpreendentes e espantosas já ditas: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha...”

Aí , como você vê, toda a Sua ênfase é dada a “estas minhas palavras”. Ele se arroga aí autoridade final. E se é possível acrescentar algo a esse postulado, Ele o fez quando disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”.

Não há nada que vá além disso.

L-Jones
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O Primeiro Cavaleiro

Leitura Bíblica: Efésios 6.11-18
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6.11).

IMAGINE DOIS CAVALEIROS sentados em dois lindos cavalos brancos. Eles observam um castelo cercado de enormes muros de pedra, que, por sua vez, estão cercados por um largo fosso. Arqueiros assumem posições de batalha, aguardando o sinal para lançarem suas flechas mortais na dupla abaixo.

O primeiro cavaleiro está usando uma armadura que brilha. Um capacete pesado protege sua cabeça. Seu corpo está encaixado numa roupa de ferro; seus braços e pernas estão cercados por dobradiças de metal. A armadura é completada por “botas” pesadas e “luvas” rígidas.

O segundo cavaleiro está sentado como o primeiro cavaleiro, só que o único metal que ele está usando é o aparelho nos dentes. Um boné com a frente para trás e óculos escuros protegem sua cabeça contra o sol. Sua camisa tem uma figura dos X-men. Shorts, meias e um tênis completam a armadura.

O primeiro cavaleiro olha para o segundo. Ele diz:

- Atacaremos o castelo quando eu fizer o sinal e traremos honra para as nossas famílias neste belo dia. – Ele levanta sua grande espada com a mão direita e a aponta em direção ao castelo.

- Falou, meu – o segundo cavaleiro diz levantando um taco de beisebol. – Que seja!

Qual cavaleiro você gostaria de ser? O primeiro está maio confinado, é claro – fica abafado e suando dentro da sua armadura e é difícil coçar as costas ou assoar o nariz. O segundo está totalmente livre de tal armadura tão restritiva. Ele está certo? Errado! O primeiro pode estar restrito pela sua armadura, mas ele a usa para o seu próprio bem. O segundo cavaleiro pode estar mais confortável, mais “livre”, mas está sem proteção.

Os mandamentos de Deus funcionam como uma armadura. Ela é feita para proteger você dos “dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). Sua ordem de não roubar, por exemplo, o protege da culpa e do medo da punição – e da vergonha e verdadeira punição de quando você for pego! Seu mandamento de não mentir o protege de ser preso na teia de suas próprias mentiras, que surgem com a necessidade de inventar novas mentiras para taparem os buracos das outras mentiras. Também o protege de perder a confiança dos seus amigos e da família. Seu mandamento de perdoar àqueles que o magoaram o protege de se tornar amargurado e ressentido.

Os mandamentos de Deus não foram feitos par restringir o seu jeito de ser ou acabar com sua felicidade; eles foram planejados – como uma armadura – para protege-lo do perigo.

REFLITA: Você já se sentiu restrito pelos mandamentos de Deus? Você acha que eles limitam a sua liberdade? Como é que você pode ficar atento aos caminhos nos quais os mandamentos de Deus o protegem contra o diabo? Lembre-se que ele “anda ao derredor como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8).

ORE: “Deus, muito obrigado pelo teu amor e pela maneira que Tu me proteges exigindo que eu obedeça a teus mandamentos. Ajuda-me, por favor, na área mais fraca da minha armadura que é __________________.”
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J. McDowell
B. Hostetlerk
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Domingo, Agosto 13, 2006

O Objeto da Teologia.

Leia em sua Bíblia: Salmo 51.1-12
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"Pequei contra ti, contra ti somente. Crie em mim, ó Deus, um coração puro". (vv. 4 e 10)
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Aqui não se trata de um conhecimento filosófico do homem, segundo o qual ele é um ser racional, etc. Isso são coisas de ordem natural, não teológica. Assim, o jurista vê o homem como proprietário e dono de seus bens, e o médico diz que ele está ou são ou doente. Mas o teólogo descreve o homem como pecador.

Existem dois tipos de conhecimento teológico, apresentados por Davi neste salmo. Ele fala do conhecimento teológico do homem e do conhecimento teológico de Deus. Isso para que ninguém se ponha a meditar sobre o que Deus poderia ter feito, e quão poderoso ele é. Semelhantemente, para que ninguém reflita sobre o homem como dono de seus bens, a exemplo do jurista, ou como doente, a exemplo do médico, mas reflita sobre o homem como pecador.
Porque o objeto próprio da teologia são o homem, acusado e perdido por causa de
seu pecado, e Deus, que justifica e é o Salvador do homem pecador. Tudo o mais que se debater em teologia e que for além desse objeto próprio é engano e veneno. Em teologia, de modo algum pode-se tratar de coisas como a vida corporal, qual deve ser o sustento do homem, que tipo de trabalho deve fazer, de que maneira deve governar a sua casa ou cultivar a terra, etc.
Estas coisas estavam diante do homem e lhe foram dadas no jardim do Éden, quando Deus disse: "Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu" (Gênesis 1.28). Em teologia, a gente tem que ocupar-se com a vida eterna e futura; Deus, que justifica, ressuscita e dá vida; e com o homem, que perdeu a justiça e a vida, caindo em pecado e morte eterna. Quem prestar atenção nisso, ao estudar as Sagradas Escrituras, este vai tirar santo proveito de sua leitura.

Da mesma forma, o conhecimento teológico que alguém precisa ter é conhecer-se a si mesmo, isto é, saber, sentir e perceber que, por causa do pecado, tem culpa e está entregue à morte. Mas também é preciso conhecer a outra parte e dar-se conta de que Deus é quem justifica e dá nova vida a este homem que se conhece a si mesmo. Quanto aos outros homens, aqueles que não conhecem seus pecados, podemos deixá-los ao encargo de juristas, médicos e pais; estes que se preocupem com eles. Agora é claro que eles vão falar do homem de forma diferente do teólogo.
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Então Me Lembrarei

“Então me lembrarei do meu pacto”, Gen.9:15

Observe-se a forma da promessa feita.

Deus não diz: “E assim que olharem para o arco-íris, vos lembrareis do Meu concerto e assim nunca destruirei a Terra de novo”. Mas Deus coloca a questão de forma gloriosa, não para que nós usemos de nossa memória, a qual é falível e frágil, mas exclusivamente dependendo da memória de Deus, a qual é supra-infinita e imutável.

“E acontecerá que, quando Eu trouxer nuvens sobre a terra e apare